AREsp 1770738 - DECISAO
O agravo foi negado porque, à luz do art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 3.373/58 e da jurisprudência consolidada do STJ e do STF, a pensão especial de filha solteira que não ocupa cargo público permanente não exige comprovação de dependência econômica e o exercício de emprego na iniciativa privada não afasta o direito ao benefício; ademais, o acórdão do TCU que exigiu tal comprovação foi considerado ilegal, razão pela qual se mantém a decisão que restabeleceu o pagamento da pensão.
- Parties
- Agravante: União; Agravada: autora/agravada (pensionista)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- negado provimento ao agravo
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, Pensão Especial, Dependência Econômica, Admissibilidade De Recurso Especial, Correção Monetária E Juros, Justiça Gratuita, Honorários Advocatícios, Competência Da Justiça Federal
Case Brief
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Parties
União
Agravante
autora/agravada (pensionista)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Aplicação do art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 3.373/58 à filha maior solteira não ocupante de cargo público permanente
- 2 Necessidade ou não de comprovação de dependência econômica para percepção da pensão especial
- 3 Legalidade do Acórdão 2.780/2016 do TCU que exigiu comprovação de dependência econômica
Ratio Decidendi
O agravo foi negado porque, à luz do art. 5º, parágrafo único, da Lei nº 3.373/58 e da jurisprudência consolidada do STJ e do STF, a pensão especial de filha solteira que não ocupa cargo público permanente não exige comprovação de dependência econômica e o exercício de emprego na iniciativa privada não afasta o direito ao benefício; ademais, o acórdão do TCU que exigiu tal comprovação foi considerado ilegal, razão pela qual se mantém a decisão que restabeleceu o pagamento da pensão.
Court Disposition
negado provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo, com fundamento no art. 85, § 11, do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
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