REsp 2165738 - ACORDAO
Demonstrada a união estável, deve ser reconhecido o direito da companheira à suplementação de pensão por morte concedida por plano de previdência privada, ainda que não tenha sido designada como beneficiária na adesão, porque o tribunal de origem aplicou Resolução Petros 49/1997 em desconformidade com a jurisprudência do STJ; não houve demonstração de desequilíbrio atuarial que justificasse a negativa, motivo pelo qual o recurso especial foi parcialmente conhecido e provido para reconhecer o direito da recorrente, ressalvando o pagamento na sua cota-parte quando houver outros beneficiários.
- Parties
- Recorrente: VANESSA DE JESUS ALENCAR DE SOUZA; Recorrida: FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 February 2025
- Procedural Posture
- Ação De Obrigação De Fazer (recurso Especial) / Recurso Especial Julgado Pela 3ª Turma Do STJ Em Sessão Virtual De 18/02/2025 a 24/02/2025
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido para reconhecer o direito da recorrente à pensão por morte
- Legal Topics
- Pensão Por Morte, União Estável, Designação De Beneficiário, Inscrição Prévia Como Dependente, Desequilíbrio Atuarial, Sucumbência, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
VANESSA DE JESUS ALENCAR DE SOUZA
Recorrente
FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS
Recorrida
Procedural Posture
Ação De Obrigação De Fazer (recurso Especial) / Recurso Especial Julgado Pela 3ª Turma Do STJ Em Sessão Virtual De 18/02/2025 a 24/02/2025
Legal Issues
- 1 cabimento do recurso especial quanto à alegação de violação de dispositivo constitucional
- 2 direito da companheira à pensão por morte de participante de plano de previdência privada sem designação prévia
- 3 impacto de Resolução Petros 49/1997 e alegado desequilíbrio atuarial sobre o direito à suplementação de pensão
Ratio Decidendi
Demonstrada a união estável, deve ser reconhecido o direito da companheira à suplementação de pensão por morte concedida por plano de previdência privada, ainda que não tenha sido designada como beneficiária na adesão, porque o tribunal de origem aplicou Resolução Petros 49/1997 em desconformidade com a jurisprudência do STJ; não houve demonstração de desequilíbrio atuarial que justificasse a negativa, motivo pelo qual o recurso especial foi parcialmente conhecido e provido para reconhecer o direito da recorrente, ressalvando o pagamento na sua cota-parte quando houver outros beneficiários.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido para reconhecer o direito da recorrente à pensão por morte
Orders
- Reconhecer o direito da recorrente à suplementação de pensão por morte
- Determinar que o pagamento seja feito conforme a cota-parte da recorrente, caso haja outros inscritos recebendo o benefício
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