AREsp 2553573 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão anterior e determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados até o julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF, com posterior observância do art. 1.040 do CPC/2015 para negar seguimento se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STF ou...
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- Parties
- Agravante: ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação; Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Sobrestamento
- Outcome
- RECONSIDERADA a decisão anterior; autos devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF
- Legal Topics
- Piso Salarial Do Magistério, Profissionais Do Magistério Contratados Temporariamente, Repercussão Geral (tema 1.308), Juízo De Retratação, Súmulas 283 E 284 Do STF
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Parties
ESTADO DE PERNAMBUCO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação; Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Sobrestamento
Legal Issues
- 1 se o profissional da educação escolar pública contratado em regime temporário tem direito à complementação de remuneração do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica
- 2 procedimental: suspensão de recursos especiais enquanto pendente julgamento de tema afetado à repercussão geral (juízo de conformação)
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão anterior e determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados até o julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF, com posterior observância do art. 1.040 do CPC/2015 para negar seguimento se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STF ou para proceder ao juízo de retratação se houver divergência.
Court Disposition
RECONSIDERADA a decisão anterior; autos devolvidos ao Tribunal de origem e sobrestados até julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF
Orders
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal.
- Após a publicação do julgamento do ARE 1.487.739/PE, determino que o Tribunal de origem: a) negue seguimento ao recurso especial se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STF; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema posto em...
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno manejado pelo ESTADO DE PERNAMBUCO para desafiar decisão proferida às e-STJ fls. 542/544, a qual conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, considerando a incidência das Súmulas 283 e 284 do STF. O Estado alega, em síntese, que "o recurso especial demonstra que foram violados os arts. 2º, §§ 1º e 5º, 3º e 6º da Lei nº 11.738/2008, pois o acórdão do TJPE conferiu interpretação ampliativa à norma e, indevidamente, estendeu aos professores contratados temporariamente o direito ao piso do magistério público, indo de encontro aos conceitos jurídicos determinados de vencimento e carreira, expressamente consignados na legislação violada" (e-STJ fl. 554). Sem impugnação (e-STJ fl. 563). É o relatório. Exerço o juízo de retratação, passando a nova análise da insurgência. O STF, considerando o tema relativo à "incidência do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica aos servidores contratados temporariamente", afetou à sistemática da repercussão geral o Tema 1.308, nos seguintes termos: "saber se o profissional da educação escolar pública contratado em regime temporário tem direito à complementação de remuneração do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica" (ARE 1.487.739/PE). Encontrando-se o tema afetado à sistemática da repercussão geral, esta Corte orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo sobrestados no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelos arts. 1.039 e 1.040 do CPC/2015. Confiram-se as seguintes decisões monocráticas no mesmo viés: AgInt nos EDcl no Ag 1.432.709/ES, Relator Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Primeira Turma, DJe 18/12/2018; REsp 1.770.141/RJ, Relatora Ministra REGINA HELENA COSTA, Primeira Turma, DJe 18/10/2018. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado a esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 542/544 e DETERMINO a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal e, após sua publicação, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurs o se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pela Suprema Corte; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema posto em repercussão geral. Publique-se. Intimem-se. EMENTA