REsp 2195885 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente ponderou que, apesar de a sentença ser ilíquida, o proveito econômico podia ser aferido por cálculos aritméticos e estimado abaixo do limite do art. 496, §3º do CPC, de modo que não se impunha remessa necessária; assim, não houve ofensa legal ou necessidade de reexame de matéria fático-probatória cuja alteração é vedada em recurso especial (Súmula 7) e tampouco de lei local (Súmula 280); manteve-se também o entendimento de que o Município deve pagar as diferenças do piso nos termos da Lei 11.738/2008, e que argumentos de incapacidade financeira não afastam o direito.
- Parties
- Recorrente: Município de Boa Viagem; Recorrida: autora (servidora pública do Município de Boa Viagem)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Piso Salarial Do Magistério, Remessa Necessária (reexame Necessário), Lei De Responsabilidade Fiscal, Honorários Advocatícios, Súmula 7/stj, Súmula 280/stf
Case Brief
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Parties
Município de Boa Viagem
Recorrente
autora (servidora pública do Município de Boa Viagem)
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 cabimento de remessa necessária em sentença ilíquida diante do art. 496, §3º do CPC
- 2 aplicação do piso salarial nacional do magistério (Lei 11.738/2008) sobre o vencimento básico
- 3 possibilidade de cálculo do proveito econômico por simples operações aritméticas em sentença ilíquida
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente ponderou que, apesar de a sentença ser ilíquida, o proveito econômico podia ser aferido por cálculos aritméticos e estimado abaixo do limite do art. 496, §3º do CPC, de modo que não se impunha remessa necessária; assim, não houve ofensa legal ou necessidade de reexame de matéria fático-probatória cuja alteração é vedada em recurso especial (Súmula 7) e tampouco de lei local (Súmula 280); manteve-se também o entendimento de que o Município deve pagar as diferenças do piso nos termos da Lei 11.738/2008, e que argumentos de incapacidade financeira não afastam o direito.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial
Orders
- Nego provimento ao recurso especial
- Publique-se
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