REsp 2225949 - ACORDAO
O recurso especial não foi conhecido porque sua pretensão exigiria o reexame do conjunto fático-probatório e a interpretação de cláusulas contratuais, vedados pelas Súmulas 5 e 7 do STJ; além disso, a nulidade do parágrafo único do art. 17 da RN ANS nº 195/2009 foi reconhecida em ação civil pública com trânsito em julgado e eficácia erga omnes, e a norma atualmente vigente (RN ANS nº 557/2022) não reproduziu a previsão anulada, afastando a exigência de aviso prévio de 60 dias e a cobrança de mensalidades no período; invocações aos arts. 421 e 422 do Código Civil não autorizam a manutenção de cláusula reputada abusiva e anulada judicialmente.
- Parties
- Recorrente: operadora de plano de saúde; Recorrida: beneficiária do plano de saúde
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Plano De Saúde, Rescisão Contratual, Aviso Prévio De 60 Dias, Nulidade De Norma Administrativa, Reexame De Provas E Cláusulas Contratuais, Súmulas 5 E 7/stj, Honorários De Sucumbência, Ação Civil Pública
Case Brief
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Parties
operadora de plano de saúde
Recorrente
beneficiária do plano de saúde
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Subsiste a exigência de aviso prévio de 60 dias para rescisão de contrato de plano de saúde e possibilidade de cobrança de mensalidades no período?
- 2 É possível, em recurso especial, reexaminar provas e cláusulas contratuais para reformar o entendimento adotado pelo Tribunal de origem?
- 3 Incide a eficácia erga omnes da decisão transitada em julgado em ação civil pública que declarou a nulidade do parágrafo único do art. 17 da RN ANS nº 195/2009?
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque sua pretensão exigiria o reexame do conjunto fático-probatório e a interpretação de cláusulas contratuais, vedados pelas Súmulas 5 e 7 do STJ; além disso, a nulidade do parágrafo único do art. 17 da RN ANS nº 195/2009 foi reconhecida em ação civil pública com trânsito em julgado e eficácia erga omnes, e a norma atualmente vigente (RN ANS nº 557/2022) não reproduziu a previsão anulada, afastando a exigência de aviso prévio de 60 dias e a cobrança de mensalidades no período; invocações aos arts. 421 e 422 do Código Civil não autorizam a manutenção de cláusula reputada abusiva e anulada judicialmente.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Recurso especial não conhecido
Full Case Text
Judgment text and source record
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