REsp 2203816 - ACORDAO
O recurso não foi conhecido porque a reforma do acórdão demandaria reexame de matéria fático-probatória e interpretação de cláusulas contratuais (incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ), e porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ que admite a classificação de contratos com número ínfimo de participantes como "falso coletivo", aplicando-se então os índices da ANS, além da constatação de que a operadora não demonstrou de forma clara e minuciosa os fundamentos técnicos e atuariais dos reajustes, violando o dever de informação (art. 6º, III, CDC) e o ônus probatório (art. 373, II, CPC).
- Parties
- Recorrente: Sul América Companhia de Seguro Saúde; Intimada: Azzolini Reguladora de Sinistros Ltda - ME
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (acórdão)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Plano De Saúde Coletivo, Falso Coletivo, Reajuste Por Sinistralidade, Índices Da ANS, Ônus Da Prova, Dever De Informação, Súmulas 5, 7 E 83 Do STJ
Case Brief
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Parties
Sul América Companhia de Seguro Saúde
Recorrente
Azzolini Reguladora de Sinistros Ltda - ME
Intimada
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (acórdão)
Legal Issues
- 1 legitimidade do reajuste por sinistralidade em contrato de plano de saúde coletivo com poucos beneficiários
- 2 caracterização de "falso coletivo" e aplicação das normas dos planos individuais/familiares
- 3 necessidade de demonstração técnica e atuarial dos reajustes pela operadora
Ratio Decidendi
O recurso não foi conhecido porque a reforma do acórdão demandaria reexame de matéria fático-probatória e interpretação de cláusulas contratuais (incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ), e porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ que admite a classificação de contratos com número ínfimo de participantes como "falso coletivo", aplicando-se então os índices da ANS, além da constatação de que a operadora não demonstrou de forma clara e minuciosa os fundamentos técnicos e atuariais dos reajustes, violando o dever de informação (art. 6º, III, CDC) e o ônus probatório (art. 373, II, CPC).
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Não conhecer do recurso especial interposto pela recorrente Sul América Companhia de Seguro Saúde
- Majoram-se os honorários advocatícios para 15% sobre o valor já arbitrado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
Full Case Text
Judgment text and source record
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