AREsp 1863049 - DECISAO
Mantido o entendimento do tribunal estadual e da jurisprudência desta Corte de que os beneficiários podem permanecer no plano coletivo após o óbito do titular nas mesmas condições contratuais (art.31 e arts.30 §§ aplicáveis da Lei 9.656/98); afastou-se a limitação temporal invocada por se tratar do §3º e não do §1º do art.30; o cancelamento indevido do plano e de consultas configurou ilícito capaz de ensejar dano moral; reexame de fatos e provas é vedado pela Súmula 7/STJ; diante disso, negou-se provimento ao recurso, mantendo-se a majoração da indenização e majorando-se em 10% os honorários advocatícios civis.
- Parties
- Parte Autora: autora; Parte Ré: ré; Titular Do Plano De Saúde: titular do plano; Beneficiários Do Plano: beneficiários
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Interno Que Negou Provimento Ao Recurso E Manteve Entendimento Do Tribunal a Quo
- Outcome
- Nego provimento ao recurso.
- Legal Topics
- Planos De Saúde, Permanência De Beneficiários Após Óbito Do Titular, Rescisão Unilateral De Contrato Coletivo, Dano Moral, Honorários Advocatícios, Súmulas E Jurisprudência Vinculante
Case Brief
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Parties
autora
Parte Autora
ré
Parte Ré
titular do plano
Titular Do Plano De Saúde
beneficiários
Beneficiários Do Plano
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Interno Que Negou Provimento Ao Recurso E Manteve Entendimento Do Tribunal a Quo
Legal Issues
- 1 Direito de permanência dos beneficiários no plano coletivo após óbito do titular
- 2 Incidência ou não da limitação temporal prevista no art.30, §1º, da Lei 9.656/98
- 3 Configuração de dano moral pelo cancelamento indevido do plano e de consultas previamente agendadas
Ratio Decidendi
Mantido o entendimento do tribunal estadual e da jurisprudência desta Corte de que os beneficiários podem permanecer no plano coletivo após o óbito do titular nas mesmas condições contratuais (art.31 e arts.30 §§ aplicáveis da Lei 9.656/98); afastou-se a limitação temporal invocada por se tratar do §3º e não do §1º do art.30; o cancelamento indevido do plano e de consultas configurou ilícito capaz de ensejar dano moral; reexame de fatos e provas é vedado pela Súmula 7/STJ; diante disso, negou-se provimento ao recurso, mantendo-se a majoração da indenização e majorando-se em 10% os honorários advocatícios civis.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso.
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Majorou em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art.85, §11, do CPC/15, observados os limites dos §§2º e 3º do mesmo artigo.
Full Case Text
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