REsp 1893991 - DECISAO
A Terceira Turma entendeu que, no mérito, a negativa de cobertura de medicamento necessário ao tratamento de doença prevista no contrato revela, em regra, abusividade quando o rol da ANS for tratado como limitador taxativo; entretanto, no caso concreto a condenação por danos morais foi afastada pela instância ordinária e a recusa se revestiu de dúvida razoável na interpretação contratual e da Resolução ANS 428/2017, o que afasta a ilicitude apta a ensejar indenização, motivo pelo qual os recursos especiais foram conhecidos nas partes e negados provimento conforme exposto.
- Parties
- Autora: MARIA DO CARMO OLIVEIRA; Ré: GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 March 2021
- Procedural Posture
- Ação De Obrigação De Fazer Cumulada Com Pedido De Tutela De Urgência / Recurso Especial E Agravo Em Recurso Especial — Julgamento Na Terceira Turma Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso especial interposto por GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE e, nessa extensão, nego-lhe provimento; conheço do agravo em recurso especial de MARIA DO CARMO OLIVEIRA, conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Planos De Saúde, Rol Da ANS, Dano Moral, Obrigação De Fazer, Autogestão
Case Brief
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Parties
MARIA DO CARMO OLIVEIRA
Autora
GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
Ré
Procedural Posture
Ação De Obrigação De Fazer Cumulada Com Pedido De Tutela De Urgência / Recurso Especial E Agravo Em Recurso Especial — Julgamento Na Terceira Turma Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 natureza do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS (exemplificativa vs. taxativa)
- 2 obrigação de custeio de medicamento não listado no rol da ANS
- 3 configuração de dano moral por negativa de cobertura
Ratio Decidendi
A Terceira Turma entendeu que, no mérito, a negativa de cobertura de medicamento necessário ao tratamento de doença prevista no contrato revela, em regra, abusividade quando o rol da ANS for tratado como limitador taxativo; entretanto, no caso concreto a condenação por danos morais foi afastada pela instância ordinária e a recusa se revestiu de dúvida razoável na interpretação contratual e da Resolução ANS 428/2017, o que afasta a ilicitude apta a ensejar indenização, motivo pelo qual os recursos especiais foram conhecidos nas partes e negados provimento conforme exposto.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso especial interposto por GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE e, nessa extensão, nego-lhe provimento; conheço do agravo em recurso especial de MARIA DO CARMO OLIVEIRA, conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Recurso especial de GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido (negado provimento).
- Agravo em recurso especial de MARIA DO CARMO OLIVEIRA conhecido; recurso especial conhecido e negado provimento.
Full Case Text
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