REsp 1943484 - DECISAO
O Tribunal considerou que, com base nas provas, a autora era beneficiária de boa-fé sem conhecimento da fraude praticada pela intermediária, de modo que a rescisão unilateral pela seguradora, sem oferecer alternativa de migração para plano individual compatível, configurou conduta ilícita e ensejou dano moral; não se admitiu o reexame do conjunto fático-probatório por força da Súmula 7/STJ, confirmou-se a condenação ao pagamento de R$ 9.000,00 e majoraram-se os honorários sucumbenciais para 17,5% nos termos do art. 85, § 11, CPC/2015.
- Parties
- Recorrente: AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S. A.; Primeira Ré: MGS INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS LTDA.; Recorrida: AUTORA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Planos De Saúde Coletivos, Rescisão Contratual Por Fraude, Dano Moral, Boa Fé Objetiva, Notificação Prévia, Migração Para Plano Individual, Honorários Sucumbenciais
Case Brief
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Parties
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S. A.
Recorrente
MGS INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS LTDA.
Primeira Ré
AUTORA
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Pode a seguradora rescindir unilateralmente contrato de plano de saúde coletivo por fraude praticada por intermediária sem responsabilizar beneficiário de boa-fé?
- 2 O beneficiário de boa-fé tem direito a opção de migração para plano individual compatível mediante notificação prévia?
- 3 É devida indenização por dano moral em razão da rescisão contratual que deixou beneficiário sem cobertura?
Ratio Decidendi
O Tribunal considerou que, com base nas provas, a autora era beneficiária de boa-fé sem conhecimento da fraude praticada pela intermediária, de modo que a rescisão unilateral pela seguradora, sem oferecer alternativa de migração para plano individual compatível, configurou conduta ilícita e ensejou dano moral; não se admitiu o reexame do conjunto fático-probatório por força da Súmula 7/STJ, confirmou-se a condenação ao pagamento de R$ 9.000,00 e majoraram-se os honorários sucumbenciais para 17,5% nos termos do art. 85, § 11, CPC/2015.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial
Orders
- Manutenção da condenação ao pagamento de R$ 9.000,00 (nove mil reais) a título de danos morais, a ser pago solidariamente com a MGS INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS LTDA.
- Majoração dos honorários sucumbenciais para 17,5% (dezessete vírgula cinco por cento), em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015.
Full Case Text
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