REsp 1943484 - DECISAO
O tribunal regional apreciou devidamente as questões suscitadas, não havendo negativa de prestação jurisdicional; o reexame de matéria fático-probatória é vedado ao STJ (Súmula 7/STJ), motivo pelo qual não se reforma a conclusão de que a autora era beneficiária de boa-fé e não conhecia a fraude. Concluiu-se que, embora o contrato coletivo possa ser rescindido imotivadamente após doze meses (consoante art. 17, p.u., da Resolução ANS nº 195/2009), havendo mais de seis meses de vigência e considerando a boa-fé, a seguradora deve notificar a beneficiária e oferecer oportunidade de migração para plano individual compatível, pelo que o recurso especial não merece provimento na parte conhecida.
- Parties
- Recorrente/beneficiária: EDINA ROCHA DE OLIVEIRA; Primeira Ré: MGS INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Planos De Saúde Coletivos, Rescisão Contratual, Boa Fé Contratual, Fraude Por Intermediária, Dano Moral, Fundamentação Judicial (arts. 489 E 1.022 Do Cpc/2015), Migração De Beneficiário Para Plano Individual
Case Brief
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Parties
EDINA ROCHA DE OLIVEIRA
Recorrente/beneficiária
MGS INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS LTDA.
Primeira Ré
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 alegada negativa de prestação jurisdicional (arts. 489 e 1.022 do CPC/2015)
- 2 manutenção das condições do contrato coletivo ou obrigação de ofertar migração para plano individual
- 3 aplicação da Resolução CONSU nº 19/1999 e da Resolução ANS nº 195/2009
Ratio Decidendi
O tribunal regional apreciou devidamente as questões suscitadas, não havendo negativa de prestação jurisdicional; o reexame de matéria fático-probatória é vedado ao STJ (Súmula 7/STJ), motivo pelo qual não se reforma a conclusão de que a autora era beneficiária de boa-fé e não conhecia a fraude. Concluiu-se que, embora o contrato coletivo possa ser rescindido imotivadamente após doze meses (consoante art. 17, p.u., da Resolução ANS nº 195/2009), havendo mais de seis meses de vigência e considerando a boa-fé, a seguradora deve notificar a beneficiária e oferecer oportunidade de migração para plano individual compatível, pelo que o recurso especial não merece provimento na parte conhecida.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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