REsp 2254557 - DECISAO

REsp 2254557 - DECISAO

O Tribunal negou provimento ao recurso especial porque, diante do conjunto fático-probatório, ficou demonstrado que a beneficiária (criança com TEA) estava em tratamento contínuo cuja interrupção poderia causar prejuízos severos e irreversíveis; assim, por analogia aplicou-se o art.13, III, da Lei 9.656/98 e a tese do Tema 1082/STJ para assegurar a continuidade do tratamento, além de reconhecer direito ao reembolso de despesas e à indenização por danos morais; pedidos recursais que exigiriam revolvimento de provas foram rejeitados com fundamento na Súmula 7/STJ, e alegações deficientemente fundamentadas quanto a dispositivo legal (portabilidade) foram obstadas pela Súmula 284/STF.

Parties
Recorrente / Operadora: CARE PLUS MEDICINA ASSISTENCIAL LTDA; Beneficiária (filha Menor Portadora De Tea): Helena
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
30 March 2026
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento (recurso Especial Admitido E Decidido)
Outcome
Negado provimento ao recurso especial.
Legal Topics
Planos De Saúde Coletivos, Rescisão Unilateral De Contrato, Manutenção De Contrato Durante Tratamento Contínuo, Tema 1082/stj, Dano Moral, Reembolso De Despesas Particulares, Portabilidade De Carências, Função Social Do Contrato, Boa Fé Objetiva

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Parties

CARE PLUS MEDICINA ASSISTENCIAL LTDA

Recorrente / Operadora

Helena

Beneficiária (filha Menor Portadora De Tea)

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento (recurso Especial Admitido E Decidido)

  1. 1 aplicabilidade do art. 30 da Lei 9.656/1998 aos planos coletivos empresariais
  2. 2 aplicabilidade, por analogia, do art. 13, parágrafo único, III, da Lei 9.656/1998 a tratamento contínuo de dependente
  3. 3 aplicabilidade do Tema 1082/STJ a tratamento multidisciplinar contínuo de beneficiário com TEA mesmo sem internação

Ratio Decidendi

O Tribunal negou provimento ao recurso especial porque, diante do conjunto fático-probatório, ficou demonstrado que a beneficiária (criança com TEA) estava em tratamento contínuo cuja interrupção poderia causar prejuízos severos e irreversíveis; assim, por analogia aplicou-se o art.13, III, da Lei 9.656/98 e a tese do Tema 1082/STJ para assegurar a continuidade do tratamento, além de reconhecer direito ao reembolso de despesas e à indenização por danos morais; pedidos recursais que exigiriam revolvimento de provas foram rejeitados com fundamento na Súmula 7/STJ, e alegações deficientemente fundamentadas quanto a dispositivo legal (portabilidade) foram obstadas pela Súmula 284/STF.

Court Disposition

Negado provimento ao recurso especial.

Orders

  • Manutenção do acórdão recorrido que determinou o restabelecimento e manutenção do contrato de plano de saúde em favor do autor e dependentes enquanto perdurar o tratamento da menor beneficiária
  • Condenação da operadora ao reembolso das despesas particulares suportadas durante o período em que o plano foi cancelado indevidamente