REsp 1895321 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que, embora a operadora possa optar pela não renovação do contrato coletivo, o Código de Defesa do Consumidor impede que beneficiários que contribuíram para o plano fiquem desamparados; assim, quando não houver norma expressa garantindo alternativa e a operadora não comercializa plano individual/familiar, deve ser reconhecido o direito dos beneficiários à portabilidade de carências nos termos da regulamentação da ANS, e os beneficiários devem ser cientificados da data efetiva de extinção do vínculo para exercício do referido direito; o recurso especial foi parcialmente conhecido e parcialmente provido nessa extensão.
- Parties
- Recorrente: UNIMED SEGUROS SAUDE S/A; Recorrido: ALBA FALCAO PEDROSA COSTA; Recorrido: LUCAS FALCAO ARAUJO; Recorrido: PEDRO FALCAO ARAUJO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2021
- Procedural Posture
- Ação De Anulação De Rescisão De Contrato (recurso Especial) / Recurso Especial Julgado Pela Terceira Turma Do STJ (julgamento: Cpc/15)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, parcialmente provido.
- Legal Topics
- Portabilidade De Carências, Não Renovação De Plano Coletivo, Migração Para Plano Individual Ou Familiar, Prequestionamento, Súmula 211/stj
Case Brief
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Parties
UNIMED SEGUROS SAUDE S/A
Recorrente
ALBA FALCAO PEDROSA COSTA
Recorrido
LUCAS FALCAO ARAUJO
Recorrido
PEDRO FALCAO ARAUJO
Recorrido
Procedural Posture
Ação De Anulação De Rescisão De Contrato (recurso Especial) / Recurso Especial Julgado Pela Terceira Turma Do STJ (julgamento: Cpc/15)
Legal Issues
- 1 Obrigação da operadora de plano de saúde coletivo empresarial de manter beneficiários em plano individual ou familiar após não renovação do contrato
- 2 Aplicabilidade do art. 3º da Resolução CONSU nº 19/1999 quando a operadora não comercializa plano individual/familiar
- 3 Conflito entre a Lei 9.656/1998, sua regulamentação e o Código de Defesa do Consumidor
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, embora a operadora possa optar pela não renovação do contrato coletivo, o Código de Defesa do Consumidor impede que beneficiários que contribuíram para o plano fiquem desamparados; assim, quando não houver norma expressa garantindo alternativa e a operadora não comercializa plano individual/familiar, deve ser reconhecido o direito dos beneficiários à portabilidade de carências nos termos da regulamentação da ANS, e os beneficiários devem ser cientificados da data efetiva de extinção do vínculo para exercício do referido direito; o recurso especial foi parcialmente conhecido e parcialmente provido nessa extensão.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, parcialmente provido.
Orders
- Julgar improcedentes os pedidos deduzidos na petição inicial na extensão reformada pelo recurso especial e, em consequência, determinar que os beneficiários sejam novamente cientificados da extinção do vínculo contratual, considerando a data da efetiva cessação dos efeitos contratuais, para fins de contagem do prazo...
- Condenar ALBA FALCÃO PEDROSA COSTA E OUTROS ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 15% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, §2º, do CPC/2015, observada eventual gratuidade de justiça.
Full Case Text
Judgment text and source record
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