REsp 2225079 - DECISAO
Confirmou-se a condenação porque a materialidade e a autoria foram comprovadas por autos, apreensão, laudo pericial e depoimentos policiais; o tipo penal do art. 16 da Lei 10.826/03 constitui crime de perigo abstrato, de modo que a posse de arma de uso restrito, municiada e funcional é suficiente para a tipicidade; não houve confissão formal nos autos para ensejar a atenuante do art. 65, III, d, do CP; a dosimetria foi devidamente fundamentada (agravamento por reincidência e maus antecedentes); e a manutenção da prisão preventiva está justificada pela gravidade concreta e risco de reiteração, razão pela qual o recurso especial foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente: JOÃO DE DEUS DA ROSA ACOSTA; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Porte De Arma De Fogo De Uso Restrito, Crime De Perigo Abstrato, Erro De Tipo, Atenuante Da Confissão Espontânea, Dosimetria Da Pena, Reincidência, Maus Antecedentes, Prisão Preventiva, Regime Inicial Semiaberto, Súmulas E Jurisprudência Do STJ
Case Brief
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Parties
JOÃO DE DEUS DA ROSA ACOSTA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Órgão Julgador
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 insuficiência probatória e atipicidade por erro de tipo
- 2 reconhecimento da atenuante da confissão espontânea (art. 65, III, d, CP)
- 3 compatibilidade entre prisão preventiva e regime semiaberto
Ratio Decidendi
Confirmou-se a condenação porque a materialidade e a autoria foram comprovadas por autos, apreensão, laudo pericial e depoimentos policiais; o tipo penal do art. 16 da Lei 10.826/03 constitui crime de perigo abstrato, de modo que a posse de arma de uso restrito, municiada e funcional é suficiente para a tipicidade; não houve confissão formal nos autos para ensejar a atenuante do art. 65, III, d, do CP; a dosimetria foi devidamente fundamentada (agravamento por reincidência e maus antecedentes); e a manutenção da prisão preventiva está justificada pela gravidade concreta e risco de reiteração, razão pela qual o recurso especial foi negado provimento.
Court Disposition
nego provimento ao recurso especial
Orders
- manutenção da condenação nos termos do acórdão recorrido
- manutenção da prisão preventiva
Full Case Text
Judgment text and source record
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