AREsp 2583777 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem apresentou decisão devidamente motivada, com elementos de prova suficientes para a condenação, e o pedido de absolvição exigiria o reexame de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ, aplicando-se,...
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- Parties
- Agravante: ALLEF DE FREITAS SOUZA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Porte Ilegal De Arma De Fogo, Inadmissão De Recurso Especial, Reexame De Matéria Fático Probatória, Súmula 7/stj
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Parties
ALLEF DE FREITAS SOUZA
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 possível violação do art. 14 da Lei n. 10.826/03
- 2 alegada violação dos arts. 155 e 386, inciso VII, do CPP
- 3 possibilidade de reexame de provas em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem apresentou decisão devidamente motivada, com elementos de prova suficientes para a condenação, e o pedido de absolvição exigiria o reexame de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ, aplicando-se, ademais, as disposições processuais invocadas (art. 932, III, do CPC e art. 253, parágrafo único, II, alínea a, do RISTJ).
Court Disposition
Conheço do agravo; não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por ALLEF DE FREITAS SOUZA, em adversidade à decisão que inadmitiu recurso especial manejado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, cuja ementa é a seguinte (e-STJ fls. 368): APELAÇÃO CRIMINAL -CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO (ART. 14 DA LEI N. 10.826/03) -SENTENÇA CONDENATÓRIA -RECURSO DA DEFESA -PRETENDIDA ABSOLVIÇÃO -IMPOSSIBILIDADE -AUTORIAE MATERIALIDADE COMPROVADAS -SENTENÇA MANTIDA.- Estando comprovadas a materialidade e autoria delitivas em relação ao delito narrado na denúncia não há que se falar em absolvição. Nas razões do recurso especial (e-STJ fls. 387/394), fundado na alínea "a" do permissivo constitucional, alega a parte recorrente violação do artigo 14 da Lei nº 10.826/03 e dos artigos 155 e 386, inciso VII, do CPP. Sustenta a absolvição do acusado, tendo em vista a ausência de prova concreta para a condenação. Apresentadas contrarrazões (e-STJ fls. 398/400), o Tribunal a quo não admitiu o recurso especial (e-STJ fls. 403/404), tendo sido interposto o presente agravo (e-STJ fls. 410/415). O Ministério Público Federal, instado a se manifestar, opinou pelo não conhecimento do agravo (e-STJ fls. 435/439). É o relatório. Decido. Preenchidos os requisitos formais e impugnado o fundamento da decisão agravada, conheço do agravo. O recurso não merece acolhida. O Tribunal a quo, em decisão devidamente motivada, entendeu que, do caderno instrutório, emergiram elementos suficientemente idôneos de prova, colhidos nas fases inquisitorial e judicial, aptos a manter a condenação do acusado pelo crime do artigo 14 da Lei n. 10.826/20 03 (e-STJ fls. 371/378 ). Assim, rever os fundamentos utilizados pela Corte de origem, para concluir pela absolvição, por ausência de prova concreta para a condenação, como requer a defesa, importa revolvimento de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial, segundo óbice da Súmula n. 7/STJ. Ante o exposto, com fundamento no art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea "a", parte final do RISTJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Intimem-se. EMENTA