AREsp 2338135 - DECISAO

AREsp 2338135 - DECISAO

Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para absolver o recorrente do art. 12 da Lei n. 10.826/03, por entender que, no caso concreto, não consta da sentença ou do acórdão o verdadeiro motivo da ausência de renovação do registro e que a simples expiração do prazo, quando a arma já foi...

Source-derived case information.

Parties
Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 July 2024
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Topics
Posse Irregular De Arma De Fogo, Renovação De Registro De Arma, Atipicidade Vs Irregularidade Administrativa, Art. 12 Da Lei 10.826/03, Decreto 9847/19
Direito Penal Processo Penal Posse Irregular De Arma De Fogo Renovação De Registro De Arma Atipicidade Vs Irregularidade Administrativa Art. 12 Da Lei 10.826/03 Decreto 9847/19

Source-derived case record

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Downloadable case file Legal principles 3 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Se a expiração do registro de arma de fogo configura o crime previsto no art. 12 da Lei 10.826/03 ou mera irregularidade administrativa
  2. 2 Se, no caso concreto, a existência de registro anteriormente válido e a falta de informação sobre o motivo da não renovação autorizam a aplicação do direito penal
  3. 3 Presença de dolo para a configuração do art. 12 da Lei 10.826/03

Ratio Decidendi

Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para absolver o recorrente do art. 12 da Lei n. 10.826/03, por entender que, no caso concreto, não consta da sentença ou do acórdão o verdadeiro motivo da ausência de renovação do registro e que a simples expiração do prazo, quando a arma já foi registrada anteriormente e não se demonstra circunstância materialmente relevante, constitui mera irregularidade administrativa que não atrai automaticamente a intervenção do direito penal, em consonância com entendimento da Corte (Ação Penal n. 686/AP).