AREsp 1279684 - DECISAO
O tribunal negou provimento ao agravo por reconhecer a preclusão consumativa quanto à alegada ilegitimidade ativa e outras matérias de ordem pública decididas em sentença e não impugnadas oportunamente (art. 507 CPC e Súmula n. 83/STJ). No mérito, observou-se a jurisprudência do STJ que equipara FIDCs a entidades do mercado financeiro, afastando a aplicação da Lei de Usura aos cessionários, razão pela qual não se acolhe a limitação de juros pretendida pelos recorrentes. Por consequência, manteve-se a decisão regional e majorou-se em 20% os honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
- Parties
- Agravante: COLETTO ENGENHARIA LTDA.; Agravante: ARIEL DITTMAR RAGHIANT; Agravante: RICARDO TEIXEIRA ALBANEZE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decisão De Agravo
- Outcome
- NEGO PROVIMENTO ao agravo.
- Legal Topics
- Preclusão Consumativa, Ilegitimidade Ativa, Correção Monetária (cdi), Juros Remuneratórios, Capitalização De Juros, Cláusulas Abusivas, Honorários Extrajudiciais, Sucumbência Recíproca, Litigância De Má Fé, Equiparação De FIDC a Instituição Financeira, Aplicação Da Lei De Usura, Súmula 83/stj, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
COLETTO ENGENHARIA LTDA.
Agravante
ARIEL DITTMAR RAGHIANT
Agravante
RICARDO TEIXEIRA ALBANEZE
Agravante
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Decisão De Inadmissão De Recurso Especial / Decisão De Agravo
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por incidência da Súmula n. 83/STJ e preclusão consumativa
- 2 falta de prequestionamento
- 3 alegação de dissídio jurisprudencial sobre limitação de juros
Ratio Decidendi
O tribunal negou provimento ao agravo por reconhecer a preclusão consumativa quanto à alegada ilegitimidade ativa e outras matérias de ordem pública decididas em sentença e não impugnadas oportunamente (art. 507 CPC e Súmula n. 83/STJ). No mérito, observou-se a jurisprudência do STJ que equipara FIDCs a entidades do mercado financeiro, afastando a aplicação da Lei de Usura aos cessionários, razão pela qual não se acolhe a limitação de juros pretendida pelos recorrentes. Por consequência, manteve-se a decisão regional e majorou-se em 20% os honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
NEGO PROVIMENTO ao agravo.
Orders
- Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro em 20% (vinte por cento) o valor atualizado dos honorários advocatícios arbitrados na origem em favor da parte recorrida, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, bem como eventual concessão dos benefícios da justiça gratuita.
- Publique-se e intimem-se.
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