HC 1042816 - DECISAO
A ordem foi denegada porque a atribuição regimental de competência às Câmaras Criminais Reunidas é compatível com a Constituição (art. 96, I, "a") e com o Regimento Interno do TJRO, não havendo incompetência absoluta; não se exige autorização judicial prévia para investigação de detentores de prerrogativa de foro salvo previsão estadual em sentido contrário; as provas iniciais decorreram de acesso judicial prévio em processos conexos e, portanto, não foram tidas como ilícitas; e a delegação do Procurador-Geral de Justiça a membro do Ministério Público para atuação instrutória foi válida, não se verificando violação ao princípio do promotor natural.
- Parties
- Paciente: MARLÚCIA CHIANCA DE MORAIS; Órgão Julgador: CÂMARAS CRIMINAIS REUNIDAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Prerrogativa De Foro, Competência Para Processar E Julgar Autoridades Com Foro Por Prerrogativa De Função, Nulidade De Provas Por Investigação Supostamente Ilícita, Necessidade De Autorização Judicial Para Investigação De Detentores De Prerrogativa De Foro, Delegação De Atribuições Do Procurador Geral De Justiça, Princípio Do Promotor Natural
Case Brief
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Parties
MARLÚCIA CHIANCA DE MORAIS
Paciente
CÂMARAS CRIMINAIS REUNIDAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 Se as Câmaras Criminais Reunidas são incompetentes para processar e julgar membro do Ministério Público com prerrogativa de foro
- 2 Se é necessária autorização judicial prévia para investigação de agente com prerrogativa de foro
- 3 Se prova obtida antes de autorização judicial contamina a ação penal (teoria dos frutos da árvore envenenada)
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque a atribuição regimental de competência às Câmaras Criminais Reunidas é compatível com a Constituição (art. 96, I, "a") e com o Regimento Interno do TJRO, não havendo incompetência absoluta; não se exige autorização judicial prévia para investigação de detentores de prerrogativa de foro salvo previsão estadual em sentido contrário; as provas iniciais decorreram de acesso judicial prévio em processos conexos e, portanto, não foram tidas como ilícitas; e a delegação do Procurador-Geral de Justiça a membro do Ministério Público para atuação instrutória foi válida, não se verificando violação ao princípio do promotor natural.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- Denegar a ordem
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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