AREsp 2536769 - DECISAO
O STJ não conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou corretamente a decisão com base na Súmula 392 (vedação à modificação do sujeito passivo da execução), na prescrição como causa de extinção, na impossibilidade de reexame fático-probatório (Súmula 7) e na ausência de prequestionamento das...
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- Parties
- Exequente: Município de Santo André; Executado: Espólio de contribuinte de cujus
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 April 2024
- Procedural Posture
- Execução Fiscal / Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Legitimidade Passiva, Substituição Da CDA, Súmula 392 Do STJ, Prequestionamento, Honorários Advocatícios
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Parties
Município de Santo André
Exequente
Espólio de contribuinte de cujus
Executado
Procedural Posture
Execução Fiscal / Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Impossibilidade de alteração do polo passivo da execução fiscal (Súmula 392/STJ)
- 2 Prescrição como causa de extinção do processo
- 3 Prequestionamento de normas do CTN (arts. 142 e 173)
Ratio Decidendi
O STJ não conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou corretamente a decisão com base na Súmula 392 (vedação à modificação do sujeito passivo da execução), na prescrição como causa de extinção, na impossibilidade de reexame fático-probatório (Súmula 7) e na ausência de prequestionamento das alegadas violações aos arts. 142 e 173 do CTN, além de observar jurisprudência consolidada; determinou-se ainda, se aplicável, a majoração de honorários em 1% nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo.
- Não conheço do recurso especial.
Full Case Text
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DECISÃO Na origem, trata-se de execução fiscal referente à cobrança de multa administrativa em espólio de contribuinte de cujus. Na sentença, extinguiu-se o processo pela prescrição. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$ 14.218,34 (Catorze mil, duzentos e dezoito reais e trinta e quatro centavos). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: APELAÇÃO CÍVEL - EXECUÇÃO FISCAL - MULTA ADMINISTRATIVA DO EXERCÍCIO DE 2012 - MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AÇÃO AJUIZADA CONTRA PARTE ILEGÍTIMA (ESPÓLIO INEXISTENTE) - IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO POLO PASSIVO NO CURSO DA DEMANDA - ÔNUS DO ENTE TRIBUTANTE DE IDENTIFICAR O SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NA FASE ADMINISTRATIVA EM RAZÃO DO QUE DISPÕEM OS ARTIGOS 121 A 123 E 128 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL - APLICAÇÃO DA SÚMULA IIº 392 DO STJ - PRECEDENTES DESTE E. TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SENTENÇA MANTIDA - RECURSO NÃO PROVIDO. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Em julgado do Superior Tribunal de Justiça foi decidido que não é possível a alteração do polo passivo por esbarrar na Súmula392, do mesmo STJ (AgRg no AREsp 178.713/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, 1ª Turma, j. 21/08/2012, DJe 27/08/2012), cuja ementa encontra-se lavrada da seguinte forma: (..) (AgRgno AREsp 178.713/MG, Rel. Min. Benedito Gonçalves,1ª Turma, julg 21/08/2012, DJe 27/08/2012). (..) A Súmula 392 do STJ pacificou a questão, quando dispôs que:"A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa(CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo da execução". Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação dos arts. 142 e 173 do CTN, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA