REsp 2141467 - DECISAO
O recurso foi afetado ao rito dos recursos repetitivos (Tema 1.239), sendo necessária a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmático, o tribunal de origem negue seguimento se seu decisum coincidir com a orientação do STJ ou proceda ao juízo de retratação se houver...
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Afetado Aos Recursos Repetitivos (tema 1.239); Devolução Dos Autos À Corte De Origem Determinada Para Juízo De Retratação Ou Negativa De Seguimento
- Outcome
- Determinado o retorno dos autos à Corte de origem para aguardar e conformar-se ao julgamento dos recursos repetitivos, com negativa de seguimento ou juízo de retratação conforme o acórdão paradigmático.
- Legal Topics
- Prescrição, PIS, COFINS, Zona Franca De Manaus, Restituição De Indébito, Recursos Repetitivos
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Afetado Aos Recursos Repetitivos (tema 1.239); Devolução Dos Autos À Corte De Origem Determinada Para Juízo De Retratação Ou Negativa De Seguimento
Legal Issues
- 1 incidência do PIS e da COFINS sobre receitas decorrentes de vendas de mercadorias de origem nacional realizadas a pessoas físicas situadas na Zona Franca de Manaus
- 2 aplicação da prescrição quinquenal para ações de repetição de indébito ajuizadas a partir de 09/06/2005
- 3 direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos nos 5 anos anteriores ao ajuizamento
Ratio Decidendi
O recurso foi afetado ao rito dos recursos repetitivos (Tema 1.239), sendo necessária a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmático, o tribunal de origem negue seguimento se seu decisum coincidir com a orientação do STJ ou proceda ao juízo de retratação se houver divergência, garantindo o exaurimento da instância e evitando desmembramento recursal.
Court Disposition
Determinado o retorno dos autos à Corte de origem para aguardar e conformar-se ao julgamento dos recursos repetitivos, com negativa de seguimento ou juízo de retratação conforme o acórdão paradigmático.
Orders
- Devolver os autos à Corte de origem com a respectiva baixa
- Após publicação do acórdão no regime dos recursos repetitivos, a Corte de origem deve: (a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou (b) proceder ao juízo de retratação se o acórdão divergir da orientação repetitiva
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, fundado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região assim ementado (e-STJ fl. 238): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. PIS E COFINS. VENDAS. MERCADORIAS DE ORIGEM NACIONAL E NACIONALIZADAS. PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS SITUADAS NA ZONA FRANCADE MANAUS. RESTITUIÇÃO. 1. O Pleno do egrégio Supremo Tribunal Federal, em julgamento com aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973 (repercussão geral) (RE 566.621/RS, Relatora Ministra Ellen Gracie, trânsito em julgado em 17/11/2011, publicado em 27/02/2012), declarou a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, decidiu pela aplicação da prescrição quinquenal para as ações de repetição de indébito ajuizadas a partir de 09/06/2005. 2. O Decreto-Lei nº 288/1967, que criou a Zona Franca de Manaus, prescreve no art. 4º que: "A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro". 3. O egrégio Superior Tribunal de Justiça reconhece que: "A jurisprudência desta Corte é firme no sentido deque a venda de mercadorias para empresas situadas na Zona Franca de Manaus equivale à exportação de produto brasileiro para o estrangeiro, em termos de efeitos fiscais, segundo interpretação do Decreto-lei nº288/67, não incidindo a contribuição social do PIS nem da COFINS sobre tais receitas. .. Agravo regimental não provido" (AgRg no REsp 1.550.849/SC, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 16/10/2015). 4. É assente na jurisprudência desta colenda Sétima Turma que: "No benefício da exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS devem ser incluídos os valores resultantes de vendas de produtos por empresa localizada na Zona Franca de Manaus para outra da mesma localidade, sob pena de ofensa ao disposto no Decreto-lei nº288/67, aos arts. 40 e 92 do ADCT da CF/88, bem como ao princípio da isonomia, sem que implique ofensa aos art. 110 e 111, II, ambos do CTN" (AC 0019930-85.2013.4.01.3200/AM, Relator Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Sétima Turma, e-DJF1 de 15/08/2014). 5. No tocante à extensão do benefício às vendas realizadas a pessoas físicas, este egrégio Tribunal decidiu que: "O benefício fiscal restringe-se às operações realizadas com mercadorias nacionais destinadas a pessoas físicas e jurídicas sediadas na Zona Franca de Manaus" (AC 0001492-40.2015.4.01.3200/AM, Relator Desembargador Federal Marcos Augusto de Sousa, Oitava Turma, e-DJF1 de 10/06/2016). 6. Assim, deve ser observado o direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos nos 05 (cinco) anos anteriores à propositura da ação, após o trânsito em julgado (art. 170-A do CTN), bem como a aplicação da Taxa SELIC (§4º do art. 39 da Lei nº 9.250/1995). 7. Apelação não provida. Passo a decidir. A Primeira Seção decidiu afetar os Recursos Especiais 2.093.050/AM e 2.093.052/AM, de minha relatoria, a julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, com a seguinte tese controvertida: ""definir se o PIS e a COFINS incidem sobre as receitas decorrentes de vendas de mercadorias de origem nacional, realizadas a pessoas físicas situadas dentro da área abrangida pela Zona Franca de Manaus" (Tema 1.239). Houve determinação de suspensão dos recursos especiais ou agravos em recursos especiais em segunda instância e/ou no STJ fundados em idêntica questão de direito (art. 256-L do RISTJ). Dessa forma, encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. Confiram-se as seguintes decisões monocráticas no mesmo sentido: EDcl no REsp 2.010.251/RS, rel. Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do Trf5), Primeira Turma, DJe de 25/11/2022; e AgInt no REsp 2.008.355/RS, rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 24/11/2022. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado a esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, DETERMINO a devolução dos autos à Corte de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no regime dos recursos repetitivos, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA