REsp 1954240 - ACORDAO
Houve adesão da empresa do recorrente a programas de parcelamento em 30/10/2009 (Lei 11.941/2009) e em 22/08/2014 (Lei 12.996/2014), com rescisões formais posteriores, de modo que o curso do prazo prescricional de quatro anos (art. 109, V, CP) foi suspenso nos períodos de vigência desses parcelamentos; nos termos da jurisprudência desta Corte, o mero inadimplemento não é suficiente para reiniciar a prescrição, sendo necessária a exclusão formal pelo fisco, o que ocorreu nos autos, razão pela qual não se consumou a prescrição e deve ser negado provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Recorrente: GILSON SCHROEDER DE CARVALHO; Recorrida: Fazenda Nacional (Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Pelotas/RS)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgado Pela Sexta Turma Em Sessão Virtual (13/08/2024 a 19/08/2024)
- Outcome
- Agravo regimental a que se nega provimento
- Legal Topics
- Prescrição, Apropriação Indébita Previdenciária, Parcelamento Fiscal, Programa De Recuperação Fiscal, Suspensão Do Curso Prescricional
Case Brief
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Parties
GILSON SCHROEDER DE CARVALHO
Recorrente
Fazenda Nacional (Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Pelotas/RS)
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgado Pela Sexta Turma Em Sessão Virtual (13/08/2024 a 19/08/2024)
Legal Issues
- 1 Se a adesão a programa de parcelamento suspende o curso do prazo prescricional mesmo antes da consolidação
- 2 Se o inadimplemento do parcelamento faz o prazo prescricional voltar a correr automaticamente ou apenas a partir da exclusão formal pelo fisco
- 3 Contagem do prazo prescricional entre marcos interruptivos em caso de parcelamentos sucessivos
Ratio Decidendi
Houve adesão da empresa do recorrente a programas de parcelamento em 30/10/2009 (Lei 11.941/2009) e em 22/08/2014 (Lei 12.996/2014), com rescisões formais posteriores, de modo que o curso do prazo prescricional de quatro anos (art. 109, V, CP) foi suspenso nos períodos de vigência desses parcelamentos; nos termos da jurisprudência desta Corte, o mero inadimplemento não é suficiente para reiniciar a prescrição, sendo necessária a exclusão formal pelo fisco, o que ocorreu nos autos, razão pela qual não se consumou a prescrição e deve ser negado provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental a que se nega provimento
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter o acórdão recorrido que reconheceu a não ocorrência da prescrição e manteve a condenação
Full Case Text
Judgment text and source record
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