REsp 1700060 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque a alegação de violação do art. 1.022 do CPC/2015 foi genérica (incidência, por analogia, da Súmula 284/STF), a nulidade da citação não foi efetivamente prequestionada nas instâncias ordinárias (Súmula 211/STJ) e o provimento da pretensão exigiria reexame do contexto...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: DROGARIA ROSA LTDA.; Agravado: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (segunda Turma)
- Outcome
- Negar provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Prescrição, Nulidade Da Citação, Prequestionamento, Negativa De Prestação Jurisdicional, Súmula 7 Do STJ, Súmula 284 Do STF, Súmula 211 Do STJ
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Parties
DROGARIA ROSA LTDA.
Agravante
UNIÃO
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (segunda Turma)
Legal Issues
- 1 alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 por fundamentação genérica
- 2 nulidade da citação da pessoa jurídica
- 3 falta de prequestionamento sobre a nulidade da citação
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque a alegação de violação do art. 1.022 do CPC/2015 foi genérica (incidência, por analogia, da Súmula 284/STF), a nulidade da citação não foi efetivamente prequestionada nas instâncias ordinárias (Súmula 211/STJ) e o provimento da pretensão exigiria reexame do contexto fático-probatório dos autos, vedado nesta via recursal (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
Negar provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/03/2025 a 12/03/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF, POR ANALOGIA. NULIDADE DA CITAÇÃO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. TRIBUNAL DE ORIGEM QUE, À LUZ DAS PROVAS DOS AUTOS, AFASTOU A PRESCRIÇÃO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. A alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 deu-se de forma genérica, circunstância que impede o conhecimento do recurso especial, no ponto, por deficiência na fundamentação. Aplicação da Súmula 284 do STF, por analogia. 2. Quanto à alegada nulidade da citação, a matéria não foi objeto de exame pelas instâncias ordinárias, mesmo após o julgamento dos embargos de declaração. Assim, em razão da falta do indispensável prequestionamento, não pode ser conhecido o recurso especial, incidindo o teor da Súmula 211 do STJ: "inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição dos embargos declaratórios, não foi apreciado pelo Tribunal a quo". 3. Inviável a análise da pretensão veiculada no recurso especial, por demandar o reexame do contexto fático-probatório dos autos, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ. 4. Agravo interno im provido.
RELATÓRIO MINISTRO AFRÂNIO VILELA: Em análise, agravo interno interposto pela DROGARIA ROSA LTDA. contra a decisão que não conheceu do recurso especial, com fundamento nas Súmulas: (i) 284 do STF, tendo em vista que a alegação de violação do art. 535 do CPC/1973 foi feita de forma genérica; (ii) 211 do STJ, já que a questão referente à validade da citação não foi debatida no acórdão recorrido; e (iii) 7 do STJ, pois o acolhimento da pretensão recursal, quanto à não interrupção do prazo prescricional, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. A parte agravante sustenta a inaplicabilidade dos mencionados óbices processuais, considerando que (i) a leitura conjunta do recurso "permite, com clareza, ver que o ponto da omissão refere-se ao tema tratado no tópico do prequestionamento" (fl. 520); (ii) houve o prequestionamento implícito do tema referente à citação do devedor, caso contrário, deveria ser reconhecida a omissão no julgado; e (iii) a "insurgência trazida nas razões do recurso não busca alterar o suporte fático adotado pelo Tribunal de origem" (fl. 527). No mérito, pede a aplicação do entendimento consolidado nesta Corte, no sentido de que, após as alterações promovidas pela LC 118/2005, o marco interruptivo da prescrição é o despacho que ordena a citação do executado, desde que proferido após 9/6/2005. Por fim, pugna pela reconsideração da decisão agravada ou pela submissão da questão ao Colegiado. Como certificado nos autos, transcorreu in albis o prazo para impugnação. É o relatório. EMENTA TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF, POR ANALOGIA. NULIDADE DA CITAÇÃO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. TRIBUNAL DE ORIGEM QUE, À LUZ DAS PROVAS DOS AUTOS, AFASTOU A PRESCRIÇÃO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. A alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 deu-se de forma genérica, circunstância que impede o conhecimento do recurso especial, no ponto, por deficiência na fundamentação. Aplicação da Súmula 284 do STF, por analogia. 2. Quanto à alegada nulidade da citação, a matéria não foi objeto de exame pelas instâncias ordinárias, mesmo após o julgamento dos embargos de declaração. Assim, em razão da falta do indispensável prequestionamento, não pode ser conhecido o recurso especial, incidindo o teor da Súmula 211 do STJ: "inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição dos embargos declaratórios, não foi apreciado pelo Tribunal a quo". 3. Inviável a análise da pretensão veiculada no recurso especial, por demandar o reexame do contexto fático-probatório dos autos, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ. 4. Agravo interno im provido. VOTO MINISTRO AFRÂNIO VILELA (Relator): Conheço do recurso, porquanto presentes os seus pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. O agravo interno não merece prosperar, pois a ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. Na origem, o Tribunal Regional deu provimento ao apelo da União para afastar o reconhecimento da prescrição, nos seguintes termos (fls. 257-258, grifo nosso). : No caso em reexame, tem-se que a constituição do crédito foi por "Declaração de Rendimentos", com data de entrega em 21/06/93 (cf. fl. 194), começando a partir desta data a fluir o prazo prescricional. A respectiva execução fiscal foi ajuizada dentro do qüinqüênio legal (25/08/97 - fl. 01). Não houve, portanto, a chamada prescrição ordinária. Assim, "(..) se o débito declarado somente pode ser exigido a partir do vencimento da obrigação, ou da apresentação da declaração (o que for posterior), nesse momento fixa-se o termo a quo (inicial) do prazo prescricional" (REsp 820626/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/08/2008, DJe 16/09/2008) O executado foi citado em 7/10/97 (fl. 10vº), interrompendo o prazo prescricional (art. 174, caput, do CTN). Logo após, o d. Juiz suspendeu o feito por 120 dias em 30/04/99 (fl. 30), conforme requerido pela Fazenda Nacional. Transcorrido o prazo da suspensão, a Fazenda requereu a penhora dos bens em 2000, pedido deferido pelo MM Juiz "a quo" em 2003. Considerando que em 25/06/2003 foi concedido parcelamento do débito (PAES), interrompeu-se o prazo prescricional (art. 174, parágrafo único, IV, do Código de Processo Civil), ficando os autos suspensos até 26/11/2009, quando foi rescindido (fls. 214v9. A sentença foi proferida anteriormente ao prazo prescricional (15/06/2012 - cf. fl. 183), assim, não há como reconhecer, in casu, a prescrição intercorrente.(Precedente: (AgRg no REsp 732.845/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/02/2009, DJe 17/03/2009). Foram opostos embargos de declaração, nos quais a parte ora recorrente solicita esclarecimentos quanto ao fato de que a interrupção da prescrição ocorreu em meados de 2003, com a citação válida dos sócios. Os aclaratórios foram rejeitados. Após essas considerações iniciais, passo à análise do mérito recursal. 1. Da negativa de prestação jurisdicional Com efeito: "a alegação de afronta ao art. 1.022 do CPC, de forma genérica, sem a efetiva demonstração de omissão do acórdão recorrido no exame de teses imprescindíveis para o julgamento da lide, impede o conhecimento do recurso especial, ante a deficiência na fundamentação (Súmula 284 do STF)" (AgInt no AREsp n. 1.740.605/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). Nas razões recursais, a recorrente apontou omissão no julgado, com base nos seguintes fundamentos: 1.2.1. DA VIOLAÇÃO AO ART. 535, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Caso não se considere efetuado o prequestionamento em relação às matérias de mérito, como foram opostos embargos de declaração expressamente com este objetivo, nos termos da Súmula nº 98 do STJ, além de ter o referido recurso o desiderato de pronunciamento quanto à omissão em relação aos artigos supra referidos, postula-se seja enfrentada a violação ao art. 535, inciso II, do CPC, para que, assim entendendo, seja anulado o acórdão proferido em sede de embargos de declaração, de forma a permitir o pronunciamento expresso sobre as teses jurídicas suscitadas, sob pena de negativa da prestação jurisdicional. Como se vê, a parte recorrente não demonstrou, de forma clara, qual seria o ponto omisso, contraditório ou obscuro do acórdão recorrido, bem como a sua importância para o deslinde da controvérsia, o que atrai a aplicação do óbice da Súmula 284 do STF, aplicável, por analogia, no âmbito desta Corte. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 1.022 DO CPC/2015. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO STF. INTIMAÇÃO E PUBLICAÇÃO DURANTE O PERÍODO PREVISTO NO ART. 220 DO CPC/2015. POSSIBILIDADE. INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO RECURSAL. PRIMEIRO DIA ÚTIL SUBSEQUENTE. PRECEDENTES. ALEGADO EQUÍVOCO NO PRAZO INDICADO PELO SISTEMA PROCESSUAL DO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA NOS AUTOS. JUSTA CAUSA. INEXISTENTE. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O recurso especial não especifica os pontos do acórdão recorrido em relação aos quais haveria omissão, contradição, obscuridade, tampouco a relevância da análise dessas questões para o caso concreto. Incidência da Súmula n. 284/STF. 2. O comando normativo contido no art. 220 do CPC/2015, estabelecendo que haverá suspensão dos prazos processuais entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro, não impede que haja intimação das partes no citado interstício, sendo certo que o termo inicial para a contagem do prazo recursal será o primeiro dia útil seguinte. 3. In casu, a decisão agravada foi disponibilizada no DJe do Tribunal de origem em 11/1/2023, considerada publicada no dia 12/1/2023 e o dies a quo do prazo recursal é o primeiro dia útil seguinte, isto é, 23/1/2023. Assim, o dies ad quem do prazo de 15 dias úteis para a interposição de agravo de instrumento foi 10/2/2023, devendo ser mantida a intempestividade do recurso apresentado apenas em 13/2/2023. 4. Não foram juntados documentos hábeis a confirmar a suposta existência de informação equivocada no endereço eletrônico do TJDFT, tendo a parte se limitado a inserir print da imagem de tela de página eletrônica na petição de recurso especial, o que não é suficiente para alcançar o desiderato pretendido, nos termos da jurisprudência desta Corte Superior de Justiça. 5. Agravo interno desprovido (AgInt no AREsp n. 2.633.038/DF, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, julgado em 11/12/2024, DJEN de 16/12/2024, grifo nosso). 2. Da falta de prequestionamento Quanto à validade da citação da devedora principal, a matéria não foi objeto de exame pelas instâncias ordinárias, mesmo após o julgamento dos embargos de declaração. Assim, em razão da falta do indispensável prequestionamento, não pode ser conhecido o recurso especial, incidindo o teor da Súmula 211 do STJ: "inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição dos embargos declaratórios, não foi apreciado pelo Tribunal a quo". Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 927, III, DO CPC. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO REALIZADO. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte já se firmou no sentido de que "não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo Tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado" (AgInt no AREsp n. 2.536.934/BA, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 21/8/2024). 2. A despeito da oposição de embargos de declaração, não foi configurado o prequestionamento exigido para o recurso especial, nos termos do enunciado n. 211 da Súmula do STJ. .. 4. Agravo interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.578.117/RN, Relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 7/10/2024, DJe de 14/10/2024). Quanto ao prequestionamento ficto, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que: O art. 1025 do CPC/2015 condiciona o prequestionamento ficto ao reconhecimento por esta Corte de omissão, erro, omissão, contradição ou obscuridade, ou seja, pressupõe o provimento do recurso especial por ofensa ao art. 1022 do CPC/2015, com o reconhecimento da negativa de prestação jurisdicional sobre a matéria (AgInt no AREsp n. 2.528.396/RS, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 4/9/2024). 3. Da incidência da Súmula 7 do STJ No caso, o Tribunal de origem afastou a alegação de prescrição, sob o único fundamento de que entre a constituição do crédito (21/6/1993) e a citação da pessoa jurídica (7/10/1997) não decorreu o prazo prescricional quinquenal. O acolhimento das alegações deduzidas no recurso especial, quanto à nulidade da citação da pessoa jurídica, demandaria o reexame do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada nesta via recursal, nos termos da Súmula 7 do STJ. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALEGAÇÃO GENÉRICA DE VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. RESERVA LEGAL. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. MATÉRIA QUE DEVERIA TER SIDO SUSCITADA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA ANTERIORMENTE AJUIZADA CONTRA O RECORRENTE. REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. .. 4. Para chegar a conclusão diversa da que chegou o Tribunal de origem, é inevitável novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em Recurso Especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 5. Agravo Interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.168.672/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 22/5/2023, DJe de 5/6/2023, grifo nosso ). Isso posto, nego provimento ao recurso.