REsp 1429226 - DECISAO
Havendo trânsito em julgado em 2/3/2000, iniciou-se o prazo quinquenal para a execução da obrigação de dar, que findou em 2/3/2005; a Medida Cautelar de Protesto ajuizada em 9/11/2005 ocorreu após o transcurso do prazo e, por isso, foi ineficaz para interromper a prescrição. Ademais, a execução da obrigação de fazer proposta em 2003 não interrompeu a prescrição da obrigação de dar, pois as obrigações são autônomas e as causas interruptivas da prescrição são taxativas, não havendo previsão legal para a hipótese sustentada pelos recorridos; face isso, reconheceu-se a prescrição da pretensão executória e deu-se provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido.
- Parties
- Recorrente: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS; Recorridos: RECORRIDOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento E Provimento)
- Legal Topics
- Prescrição, Execução De Título Judicial, Obrigação De Fazer, Obrigação De Dar, Medida Cautelar De Protesto, Reajuste Salarial, Compensação
Case Brief
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Parties
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
Recorrente
RECORRIDOS
Recorridos
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento E Provimento)
Legal Issues
- 1 se a execução da obrigação de fazer interrompe a prescrição da obrigação de dar
- 2 termo inicial e prazo prescricional aplicável à execução contra a Fazenda Pública
- 3 eficácia interruptiva de medida cautelar de protesto ajuizada extemporaneamente
Ratio Decidendi
Havendo trânsito em julgado em 2/3/2000, iniciou-se o prazo quinquenal para a execução da obrigação de dar, que findou em 2/3/2005; a Medida Cautelar de Protesto ajuizada em 9/11/2005 ocorreu após o transcurso do prazo e, por isso, foi ineficaz para interromper a prescrição. Ademais, a execução da obrigação de fazer proposta em 2003 não interrompeu a prescrição da obrigação de dar, pois as obrigações são autônomas e as causas interruptivas da prescrição são taxativas, não havendo previsão legal para a hipótese sustentada pelos recorridos; face isso, reconheceu-se a prescrição da pretensão executória e deu-se provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido.
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