AREsp 2219060 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e conheceu-se parcialmente do recurso especial, negando-lhe provimento porque o Tribunal de origem aplicou corretamente o prazo prescricional vintenário do art. 177 do CC/1916 e identificou marcos interruptivos; constatou-se que o processo administrativo apenas consolidou a dívida para inscrição em dívida ativa, sem ensejar nulidade pela ausência de nova notificação diante da ciência da embargante; a CDA possui presunção relativa de certeza e liquidez e a demonstração em contrário demandaria reexame de prova, vedado pela Súmula 7 do STJ; assim, manteve-se o entendimento do TRF2 e negou-se provimento ao recurso especial.
- Parties
- Embargante/recorrente: UPIC USINA PUREZA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A.; Apelada/recorrida: União/Fazenda Nacional; Coobrigada/terceira Interessada: COOPERATIVA FLUMINENSE DOS PRODUTORES DE AÇÚCAR E ÁLCOOL (COPERFLU)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Conhecimento Do Recurso Especial; Julgamento De Mérito Parcial (nego Provimento)
- Legal Topics
- Prescrição, Execução Fiscal, Certidão De Dívida Ativa (cda), Notificação No Processo Administrativo, Incerteza/ilegitimidade Do Crédito, Solidariedade/aval E Fiança, Súmula 7/stj, Tema 639 Do STJ
Case Brief
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Parties
UPIC USINA PUREZA INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A.
Embargante/recorrente
União/Fazenda Nacional
Apelada/recorrida
COOPERATIVA FLUMINENSE DOS PRODUTORES DE AÇÚCAR E ÁLCOOL (COPERFLU)
Coobrigada/terceira Interessada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Conhecimento Do Recurso Especial; Julgamento De Mérito Parcial (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 prazo prescricional aplicável (art. 177 do CC/1916 versus prazo quinquenal/triênio alegado)
- 2 marcos interruptivos da prescrição (art. 172, V do CC/1916)
- 3 nulidade da execução fiscal por ausência de notificação no processo administrativo
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e conheceu-se parcialmente do recurso especial, negando-lhe provimento porque o Tribunal de origem aplicou corretamente o prazo prescricional vintenário do art. 177 do CC/1916 e identificou marcos interruptivos; constatou-se que o processo administrativo apenas consolidou a dívida para inscrição em dívida ativa, sem ensejar nulidade pela ausência de nova notificação diante da ciência da embargante; a CDA possui presunção relativa de certeza e liquidez e a demonstração em contrário demandaria reexame de prova, vedado pela Súmula 7 do STJ; assim, manteve-se o entendimento do TRF2 e negou-se provimento ao recurso especial.
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