AREsp 2422837 - DECISAO
O Tribunal confirmou que o termo inicial do prazo prescricional trienal para a pretensão indenizatória foi o trânsito em julgado da sentença que homologou a prova pericial em 13/08/2018, pois apenas então houve ciência plena e inequívoca da falsidade das assinaturas; assim, a ação ajuizada em 07/05/2019 foi tempestiva. Além disso, a distinção entre exceções pessoais impróprias e exceções próprias sustenta a imprescritibilidade da pretensão declaratória de nulidade absoluta, e a perda do prazo para embargos não impede a discussão do título em ação autônoma, de modo que não houve violação das normas apontadas pelo agravante nem necessidade de revolver fatos e provas (Súmula 7/STJ).
- Parties
- Agravante: BUNGE FERTILIZANTES S.A.; Agravada: Marcilene Maria de Souza
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão (nego Provimento Ao Agravo)
- Legal Topics
- Prescrição, Ação Declaratória De Inexigibilidade, Reparação De Danos, Nulidade De Título Executivo, Preclusão, Actio Nata, Defesa Heterotópica
Case Brief
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Parties
BUNGE FERTILIZANTES S.A.
Agravante
Marcilene Maria de Souza
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão (nego Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 termo inicial do prazo prescricional (actio nata)
- 2 prescrição da pretensão indenizatória
- 3 imprescritibilidade da pretensão declaratória por nulidade absoluta
Ratio Decidendi
O Tribunal confirmou que o termo inicial do prazo prescricional trienal para a pretensão indenizatória foi o trânsito em julgado da sentença que homologou a prova pericial em 13/08/2018, pois apenas então houve ciência plena e inequívoca da falsidade das assinaturas; assim, a ação ajuizada em 07/05/2019 foi tempestiva. Além disso, a distinção entre exceções pessoais impróprias e exceções próprias sustenta a imprescritibilidade da pretensão declaratória de nulidade absoluta, e a perda do prazo para embargos não impede a discussão do título em ação autônoma, de modo que não houve violação das normas apontadas pelo agravante nem necessidade de revolver fatos e provas (Súmula 7/STJ).
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