AREsp 2513246 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque o Tribunal de origem corretamente concluiu, com fundamentação em fatos e provas, que a pretensão indenizatória decorrente de vícios construtivos submete-se ao prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil, que os agravantes atuavam com habitualidade/profissionalismo e, portanto, a relação é consumerista (art. 3º do CDC), e que se demonstraram verossimilhança e hipossuficiência técnica dos autores autorizando a inversão do ônus da prova (art. 6º, VIII, CDC); a modificação demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula n. 7 do STJ.
- Parties
- Agravante: LEOPOLDO CURTI NETO; Agravante: MAURA CRISTIANI DE MOURA CURTI; Autor: ERIC KEIJI ASAMI; Autor: LUDMILA DE OLIVEIRA ASAMI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Legal Topics
- Prescrição, Decadência, Vícios Construtivos, Relação De Consumo, Ônus Da Prova, Inversão Do Ônus Da Prova, Hipossuficiência Técnica, Súmula 7 Do STJ, Súmula 83 Do STJ
Case Brief
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Parties
LEOPOLDO CURTI NETO
Agravante
MAURA CRISTIANI DE MOURA CURTI
Agravante
ERIC KEIJI ASAMI
Autor
LUDMILA DE OLIVEIRA ASAMI
Autor
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 incidência da decadência prevista no art. 618, parágrafo único, do CC
- 2 aplicação do prazo prescricional (art. 206, §3º, V, e art. 205 do CC)
- 3 aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor (art. 3º)
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque o Tribunal de origem corretamente concluiu, com fundamentação em fatos e provas, que a pretensão indenizatória decorrente de vícios construtivos submete-se ao prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil, que os agravantes atuavam com habitualidade/profissionalismo e, portanto, a relação é consumerista (art. 3º do CDC), e que se demonstraram verossimilhança e hipossuficiência técnica dos autores autorizando a inversão do ônus da prova (art. 6º, VIII, CDC); a modificação demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula n. 7 do STJ.
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