REsp 2150348 - DECISAO
O Tribunal a quo aplicou o regime jurídico vigente à época do vencimento das TAH (31/01/2002), concluiu que a decadência quinquenal prevista pela Lei nº 9.821/1999 se aplicava e que a Lei nº 10.852/2004, editada posteriormente, não retroage; portanto o prazo decadencial encerrou-se em 30/01/2007, a notificação de 26/01/2011 ocorreu após o fim do prazo decadencial e a inscrição em dívida ativa em 08/04/2014 não validou a cobrança, havendo decadência/prescrição dos créditos. O STJ entendeu que não houve omissão ou contradição que justificasse reforma, aplicando as súmulas pertinentes e negando provimento ao recurso especial na parte conhecida.
- Parties
- Recorrente: DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL - DNPM; Recorrido: Renato Quélhas Cardoso
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (conhecido Em Parte E, Nessa Extensão, Negado Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Prescrição, Decadência, Taxa Anual Por Hectare (tah), Natureza Jurídica (preço Público), Execução Fiscal, Embargos De Declaração
Case Brief
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Parties
DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL - DNPM
Recorrente
Renato Quélhas Cardoso
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (conhecido Em Parte E, Nessa Extensão, Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei 10.852/2004 a débitos vencidos em 31/01/2002
- 2 Caracterização da TAH como preço público e suas consequências jurídicas
- 3 Contagem dos prazos decadenciais e prescricionais para créditos da Fazenda Nacional
Ratio Decidendi
O Tribunal a quo aplicou o regime jurídico vigente à época do vencimento das TAH (31/01/2002), concluiu que a decadência quinquenal prevista pela Lei nº 9.821/1999 se aplicava e que a Lei nº 10.852/2004, editada posteriormente, não retroage; portanto o prazo decadencial encerrou-se em 30/01/2007, a notificação de 26/01/2011 ocorreu após o fim do prazo decadencial e a inscrição em dívida ativa em 08/04/2014 não validou a cobrança, havendo decadência/prescrição dos créditos. O STJ entendeu que não houve omissão ou contradição que justificasse reforma, aplicando as súmulas pertinentes e negando provimento ao recurso especial na parte conhecida.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
Orders
- Negado provimento ao recurso especial na parte conhecida
- Majoro os honorários advocatícios para 2% com fundamento no art. 85, § 11, do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
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