AREsp 2947150 - DECISAO
Reconsiderando a decisão singular, o Tribunal conheceu do agravo em recurso especial e, no mérito, concluiu que o Espólio de Murilo/Murillo Cunha da Silva Porto é parte legítima para figurar no polo passivo por ser o beneficiário econômico dos valores, que a pretensão de restituição decorre de relação que se apresentava como contratual razão pela qual incide o prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil, e que o pagamento compulsório, seguido de declaração judicial de inexistência da enfiteuse, caracteriza erro de direito que autoriza a repetição do indébito; assim, negou provimento ao recurso especial.
- Parties
- Agravante: ESPÓLIO DE MURILO CUNHA DA SILVA PORTO; Autor: RODRIGO PINHEIRO PADILHA; Autor: GABRIELA MARINI SILVA DE ANDRADE; Réu: LUCIA PORTO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decisão De Retratação Da Presidência E Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo em recurso especial e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Repetição De Indébito, Legitimidade Passiva, Sucessão Processual, Coisa Julgada, Erro De Direito, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Súmula 83/stj
Case Brief
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Parties
ESPÓLIO DE MURILO CUNHA DA SILVA PORTO
Agravante
RODRIGO PINHEIRO PADILHA
Autor
GABRIELA MARINI SILVA DE ANDRADE
Autor
LUCIA PORTO DA SILVA
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão De Retratação Da Presidência E Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva do espólio para responder à ação de repetição de indébito
- 2 prazo prescricional aplicável à pretensão de restituição do laudêmio (decenal vs. trienal)
- 3 admissibilidade do agravo em recurso especial diante de impugnação específica e da incidência de súmulas da Corte
Ratio Decidendi
Reconsiderando a decisão singular, o Tribunal conheceu do agravo em recurso especial e, no mérito, concluiu que o Espólio de Murilo/Murillo Cunha da Silva Porto é parte legítima para figurar no polo passivo por ser o beneficiário econômico dos valores, que a pretensão de restituição decorre de relação que se apresentava como contratual razão pela qual incide o prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil, e que o pagamento compulsório, seguido de declaração judicial de inexistência da enfiteuse, caracteriza erro de direito que autoriza a repetição do indébito; assim, negou provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo em recurso especial e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Reconsiderada a decisão agravada
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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