REsp 2176800 - DECISAO
Trata-se de ação stand alone em que o CADE não reconheceu a prática do ilícito na homologação dos TCCs; portanto, a homologação sem reconhecimento de ilicitude não constitui marco inicial da prescrição nem suspende/interrompe seu curso. A ciência inequívoca do dano ocorreu na data da celebração dos contratos (05/05/2001 ou entre 2002-2006 conforme trechos), aplicando-se o prazo trienal do art. 206, § 3º, V, do Código Civil, de modo que a pretensão indenizatória encontra-se prescrita. Ademais, não há negativa de prestação jurisdicional por parte do Tribunal de origem.
- Parties
- Recorrente/autor: JOSÉ GABALDI; Recorrida/ré: Sucocítrico Cutrale Ltda.; Amicus Curiae: SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prescrição, Termo Inicial Da Prescrição, Termo De Cessação De Conduta (tcc), Ação Stand Alone Vs Follow on, Negativa De Prestação Jurisdicional (art. 1.022 Cpc)
Case Brief
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Parties
JOSÉ GABALDI
Recorrente/autor
Sucocítrico Cutrale Ltda.
Recorrida/ré
SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA
Amicus Curiae
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Qual é o termo inicial da prescrição em ação de reparação de danos concorrenciais quando houve homologação de TCC sem reconhecimento da ilicitude?
- 2 Se a homologação de TCC sem reconhecimento da prática ilícita interrompe ou suspende o prazo prescricional.
- 3 Se houve negativa de prestação jurisdicional por omissão na apreciação da alegação de ciência posterior à conclusão do processo administrativo.
Ratio Decidendi
Trata-se de ação stand alone em que o CADE não reconheceu a prática do ilícito na homologação dos TCCs; portanto, a homologação sem reconhecimento de ilicitude não constitui marco inicial da prescrição nem suspende/interrompe seu curso. A ciência inequívoca do dano ocorreu na data da celebração dos contratos (05/05/2001 ou entre 2002-2006 conforme trechos), aplicando-se o prazo trienal do art. 206, § 3º, V, do Código Civil, de modo que a pretensão indenizatória encontra-se prescrita. Ademais, não há negativa de prestação jurisdicional por parte do Tribunal de origem.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
- Majoro os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, na forma do art. 85, § 11, do CPC; observem-se os limites dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo.
Full Case Text
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