EAREsp 676608 - ACORDAO
A Corte Especial conheceu dos embargos de divergência e decidiu que a ação de repetição de indébito por cobrança indevida de valores referentes a serviços de telefonia deve observar o prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil; e que a restituição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC independe da natureza do elemento volitivo (dolo/má-fé) do fornecedor, sendo cabível quando a cobrança consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva; modulou-se parcialmente os efeitos para que essa interpretação sobre o art. 42 se aplique prospectivamente, relativamente aos indébitos de contratos de consumo que não envolvam prestação de serviços públicos, ficando a nova...
- Parties
- Embargante: MARIA RITTA LEMOS DE OLIVEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 March 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Divergência Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (corte Especial)
- Legal Topics
- Prescrição, Repetição De Indébito, Cobrança Indevida, Art. 42 Do CDC Restituição Em Dobro, Boa Fé Objetiva, Modulação De Efeitos
Case Brief
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Parties
MARIA RITTA LEMOS DE OLIVEIRA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Divergência Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (corte Especial)
Legal Issues
- 1 Qual o prazo prescricional aplicável à ação de repetição de indébito por cobrança indevida de serviços de telefonia (decenal ou trienal)?
- 2 É necessária a comprovação de má-fé do fornecedor para a incidência da restituição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC?
- 3 Seus efeitos devem ser modulados temporalmente?
Ratio Decidendi
A Corte Especial conheceu dos embargos de divergência e decidiu que a ação de repetição de indébito por cobrança indevida de valores referentes a serviços de telefonia deve observar o prazo prescricional decenal do art. 205 do Código Civil; e que a restituição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC independe da natureza do elemento volitivo (dolo/má-fé) do fornecedor, sendo cabível quando a cobrança consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva; modulou-se parcialmente os efeitos para que essa interpretação sobre o art. 42 se aplique prospectivamente, relativamente aos indébitos de contratos de consumo que não envolvam prestação de serviços públicos, ficando a nova...
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