EREsp 1430641 - ACORDAO
Aplicando o entendimento firmado no REsp 1.340.444/RS, a Primeira Seção concluiu que a execução da obrigação de fazer não interrompe o prazo prescricional para a execução da obrigação de pagar, salvo se a sentença transitada em julgado expressamente condicionar a execução da obrigação de pagar ao encerramento da execução da obrigação de fazer; ademais, o protesto judicial é ineficaz para interromper a prescrição se ajuizado após o termo prescricional. No caso concreto, transcorrido o quinquênio sem ato interruptivo tempestivo, declarou-se a prescrição e negou-se provimento ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: Emilce Aveline Burger; Agravada: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Autor Na Ação Coletiva: Associação de Docentes da UFRGS - ADUFRGS; Exequentes/beneficiários: Servidores substituídos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração Nos Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Primeira Seção
- Outcome
- Agravo interno improvido (negado provimento).
- Legal Topics
- Prescrição, Execução, Obrigação De Fazer, Obrigação De Pagar, Ação Coletiva, Protesto Judicial, Legitimidade Ativa
Case Brief
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Parties
Emilce Aveline Burger
Agravante
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Agravada
Associação de Docentes da UFRGS - ADUFRGS
Autor Na Ação Coletiva
Servidores substituídos
Exequentes/beneficiários
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração Nos Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Primeira Seção
Legal Issues
- 1 Se o ajuizamento da execução coletiva da obrigação de fazer interrompe o prazo prescricional para a execução individual da obrigação de pagar derivada do mesmo título judicial
- 2 Eficácia interruptiva do protesto judicial quanto à prescrição da pretensão executória
- 3 Autonomia das pretensões de fazer e de pagar e independência dos prazos prescricionais
Ratio Decidendi
Aplicando o entendimento firmado no REsp 1.340.444/RS, a Primeira Seção concluiu que a execução da obrigação de fazer não interrompe o prazo prescricional para a execução da obrigação de pagar, salvo se a sentença transitada em julgado expressamente condicionar a execução da obrigação de pagar ao encerramento da execução da obrigação de fazer; ademais, o protesto judicial é ineficaz para interromper a prescrição se ajuizado após o termo prescricional. No caso concreto, transcorrido o quinquênio sem ato interruptivo tempestivo, declarou-se a prescrição e negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo interno improvido (negado provimento).
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência e rejeitou os embargos de declaração.
Full Case Text
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