EREsp 1447121 - ACORDAO
Aplicando o entendimento consolidado no REsp 1.340.444/RS e a jurisprudência desta Corte, concluiu-se que a prévia execução da obrigação de fazer não interrompe, por si só, o prazo prescricional para a execução da obrigação de pagar quando não houver decisão transitada em julgado que condicione expressamente a execução de pagar ao encerramento da execução de fazer, e que o protesto ajuizado após o decurso do prazo prescricional não produz efeito interruptivo; assim, negou-se provimento ao agravo interno por reconhecer-se a prescrição da pretensão executória ou a inexistência de causa interruptiva.
- Parties
- Agravantes: Aino Victor Ávila Jacques e outros; Agravada: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Autor Na Ação Coletiva: Associação de Docentes da URFGS - ADUFRGS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração Nos Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Negado Provimento
- Outcome
- Agravo interno a que se nega provimento
- Legal Topics
- Prescrição, Execução Coletiva, Obrigação De Fazer, Obrigação De Pagar, Protesto Judicial, Prescrição Da Pretensão Executória
Case Brief
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Parties
Aino Victor Ávila Jacques e outros
Agravantes
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Agravada
Associação de Docentes da URFGS - ADUFRGS
Autor Na Ação Coletiva
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração Nos Embargos De Divergência Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se o ajuizamento da execução coletiva da obrigação de fazer interrompe o prazo prescricional da execução individual da obrigação de pagar derivada do mesmo título judicial
- 2 Eficácia interruptiva do protesto judicial para fins de prescrição da pretensão executória
- 3 Autonomia das pretensões executórias (fazer e pagar) e independência dos prazos prescricionais
Ratio Decidendi
Aplicando o entendimento consolidado no REsp 1.340.444/RS e a jurisprudência desta Corte, concluiu-se que a prévia execução da obrigação de fazer não interrompe, por si só, o prazo prescricional para a execução da obrigação de pagar quando não houver decisão transitada em julgado que condicione expressamente a execução de pagar ao encerramento da execução de fazer, e que o protesto ajuizado após o decurso do prazo prescricional não produz efeito interruptivo; assim, negou-se provimento ao agravo interno por reconhecer-se a prescrição da pretensão executória ou a inexistência de causa interruptiva.
Court Disposition
Agravo interno a que se nega provimento
Orders
- Negado provimento ao agravo interno.
- Mantida decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência.
Full Case Text
Judgment text and source record
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