AREsp 1804171 - DECISAO
Declarou-se extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva porque o último marco interruptivo foi o recebimento da denúncia em 6/8/2012 e, decorrido prazo superior a quatro anos (prazo previsto no art. 109, V, do CP), a pretensão punitiva encontra-se prescrita; em consequência, fica prejudicada a...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: MARCOS JOÃO SAVORDELLI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Declaro extinta a punibilidade, porquanto prescrita a pretensão punitiva.
- Legal Topics
- Prescrição, Crimes Contra a Honra, Exceção Da Verdade, Inadmissão De Recurso Especial
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARCOS JOÃO SAVORDELLI
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 prescrição da pretensão punitiva
- 2 marco interruptivo da prescrição pelo recebimento da denúncia
- 3 efeito da absolvição na interrupção da prescrição
Ratio Decidendi
Declarou-se extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva porque o último marco interruptivo foi o recebimento da denúncia em 6/8/2012 e, decorrido prazo superior a quatro anos (prazo previsto no art. 109, V, do CP), a pretensão punitiva encontra-se prescrita; em consequência, fica prejudicada a exceção da verdade.
Court Disposition
Declaro extinta a punibilidade, porquanto prescrita a pretensão punitiva.
Orders
- Fica prejudicada a exceção da verdade.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra a decisão que inadmitiu o recurso especial interposto por MARCOS JOÃO SAVORDELLI, com fundamento nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, em oposição a acórdão proferido pelo TJ/PR, assim ementado (e-STJ, fls. 1.166-1.191): "APELAÇÃO CRIMINAL - QUEIXA-CRIME -CRIMES CONTRA A HONRA - CALÚNIA,DIFAMAÇÃO E INJÚRIA - ARTIGOS 138,139 E 140,TODOS DO CÓDIGO PENAL - ABSOLVIÇÃO -RECURSO - PLEITO CONDENATÓRIO -IMPOSSIBILIDADE - NOTIFICAÇÃOEXTRAJUDICIAL ENVIADA PELO APELADO AOAPELANTE, POR MEIO DE SEUS ADVOGADOSCONSTITUÍDOS, QUE CINGIU-SE A FATOS EALEGAÇÕES ESPECÍFICAS À DISSOLUÇÃO DASOCIEDADE EMPRESÁRIA QUE ERA MANTIDAPOR AMBOS - INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS ACOMPROVAR QUE O QUERELADO AGIU MOVIDOPELO ÂNIMO DE ATINGIR A HONRA OBJETIVA ESUBJETIVA DO QUERELANTE - ATIPICIDADEDAS CONDUTAS CONFIGURADA - SENTENÇAQUE DECIDIU ESCORREITAMENTE A RESPEITODA EXCEÇÃO DA VERDADE - MANUTENÇÃO DADECISÃO QUE ABSOLVEU O QUERELADORECURSO DESPROVIDO". Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ, fls. 1.308-1.315). Em suas razões recursais, a parte recorrente aponta violação dos arts. 619 do CPP; 109, 138, 139, 140 e 168 do CP; e 195 da Lei 9.279/1996. Aduz para tanto, em síntese, que: (I) o acórdão recorrido conteria omissões sobre pontos relevantes da causa; (II) não foi por ela praticado o crime de apropriação indébita, de modo que seria criminosa a afirmação feita pelo recorrido na notificação extrajudicial; e (III) a prescrição das imputações prejudicaria a exceção da verdade. Com contrarrazões (e-STJ, fls. 1.372-1.375), o apelo nobre foi inadmitido na origem (e-STJ, fls. 1.400-1.402), ao que se seguiu a interposição de agravo. Remetidos os autos a esta Corte Superior, o MPF manifestou-se pelo não conhecimento do recurso (e-STJ, fls. 1.473-1.477). É o relatório. Decido. Antes de examinar o agravo em recurso especial, como matéria prejudicial, impõe-se a declaração da prescrição da pretensão punitiva. Com efeito, a queixa-crime pediu a condenação do recorrido pelos delitos dos arts. 138, 139 e 140 do CP (e-STJ, fl. 38), em suas formas simples. Dentre as penas previstas nos preceitos secundários respectivos, a maior é de 2 anos de detenção (para a calúnia), a qual prescreve em 4 anos, nos termos do art. 109, V, do CP. No presente caso, o último marco interruptivo da prescrição foi o recebimento da denúncia, em 6/8/2012 (e-STJ, fls. 131-132). Isso porque tanto a sentença (e-STJ, fls. 988-1.005) como o acórdão recorrido (e-STJ, fls. 1.166-1.191) absolveram o réu, de modo que não interromperam o prazo prescricional. Passados mais de 4 anos desde 6/8/2012 até a presente data, está consumada a prescrição. Ante o exposto,declaro extinta a punibilidade, porquanto prescrita a pretensão punitiva. Fica prejudicada a exceção da verdade. Publique-se. Intimem-se.