AREsp 1867409 - DECISAO
Não conheceu do recurso especial porque a tese recursal não foi previamente examinada (prequestionada) pela Corte de origem no viés suscitad o pelo recorrente; assim, conheceu-se do agravo apenas para não conhecer do recurso especial, aplicando-se precedentes do Tribunal; ainda, majorou-se os honorários advocatícios...
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- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (admissibilidade)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Prescrição Do Fundo De Direito, Prequestionamento, Honorários Advocatícios, Súmula 85/stj
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 prescrição do fundo de direito nos pedidos de revisão de indeferimento/cessação de benefício previdenciário
- 2 interpretação do art. 1º do Decreto n. 20.910/1932
- 3 aplicação da Súmula 85 do STJ
Ratio Decidendi
Não conheceu do recurso especial porque a tese recursal não foi previamente examinada (prequestionada) pela Corte de origem no viés suscitad o pelo recorrente; assim, conheceu-se do agravo apenas para não conhecer do recurso especial, aplicando-se precedentes do Tribunal; ainda, majorou-se os honorários advocatícios em 15% na forma do art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do art. 85, §11, do CPC, observados os limites dos §§ 2º e 3º e eventual concessão de justiça gratuita.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, assim resumido: APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO ACIDENTÁRIA BENEFÍCIO DE AUXÍLIO-ACIDENTE PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO NÃO OCORRÊNCIA PRAZO PRESCRICIONAL LIMITADO AO QUINQUÍDIO ANTERIOR À DATA DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO SENTENÇA MANTIDA. Quanto à controvérsia trazida aos autos, alega violação do art. 1º do Decreto n. 20.910/32 no que concerne à prescrição do fundo de direito de postular a revisão do ato administrativo de indeferimento/cessação do auxílio-doença, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): A parte autora requer a concessão do benefício de auxílio-acidente desde a cessação do benefício de auxílio-doença, sem requerimento administrativo em mais de 5 anos, logo, em verdade, o objeto da ação é rever o ato de cessação/indeferimento do benefício, contudo, propôs ação judicial mais de cinco anos após a negativa do direito pela Administração. A Autarquia Previdenciária entende que, decorridos mais de 05 (cinco) anos do indeferimento ou cessação do benefício por incapacidade, prescreve a própria pretensão para o reconhecimento do direito, nos termos da Súmula 85 do Colendo Superior Tribunal de Justiça: "Sum. 85. Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação." Verifica-se que o lapso temporal entre a data da cessação/indeferimento administrativo e a data do ajuizamento da ação supera o prazo de cinco anos, previsto no art. 1º do Decreto nº 20.910/1932 (fls. 48-49). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, não houve o prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentindo de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/05/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/9/2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4/5/2018. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se.