AREsp 1884589 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a peça recursal não indicou com precisão os dispositivos legais supostamente violados, incorrendo na Súmula 284/STF, e porque o acolhimento da pretensão recursal exigiria reexame do quadro fático-probatório, vedado pela Súmula 7/STJ; aplicou-se, para...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA; Autora: Associação autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão De Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Liquidação De Sentença Coletiva, Execução Contra a Fazenda Pública Municipal, Súmula 284/stf, Súmula 7/stj
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA
Agravante
Associação autora
Autora
Procedural Posture
Agravo / Decisão De Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial (art. 105, III, a, CF/88)
- 2 prescrição da pretensão executiva decorrente de sentença coletiva
- 3 termo a quo para ajuizamento de execução individual de sentença coletiva
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a peça recursal não indicou com precisão os dispositivos legais supostamente violados, incorrendo na Súmula 284/STF, e porque o acolhimento da pretensão recursal exigiria reexame do quadro fático-probatório, vedado pela Súmula 7/STJ; aplicou-se, para tanto, o art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre apresentado por MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a" da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, assim resumido: AGRAVO LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA COLETIVA PRESCRIÇÃO INOCORRÊNCIA Quanto à controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega a prescrição da pretensão executiva contra a a Fazenda Pública Municipal, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): Em contrapartida, o Município apresentou impugnação pleiteando a aplicação da tese firmada em recursos repetitivos por este STJ, alegando que O TERMO A QUO PARA O AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA SERIA O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA COLETIVA, razão porque a promoção de atos executivos mais de onze anos depois restaria prescrita. (fls. 41). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, não bastando a mera menção a dispositivos legais ou a narrativa acerca da legislação federal, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.684.101/MA, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 26/8/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no ARESP n. 1.611.260/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 26/6/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.675.932/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 4/5/2020; AgInt no REsp n. 1.860.286/RO, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 14/8/2020; AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.541.707/MS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 29/6/2020; AgRg no AREsp n. 1.433.038/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 14/8/2020; REsp n. 1.114.407/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009; e AgRg no EREsp n. 382.756/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 17/12/2009. Ademais, o Tribunal de origem se manifestou nos seguintes termos: No caso concreto, embora a sentença coletiva tenha transitado em julgado em 26/04/2005, o Município agravado não a cumpriu no prazo, o que levou a Associação autora a promover, tempestivamente, a execução do julgado. A obrigação de fazer só veio a ser cumprida mais de cinco anos depois, em 2013. Foi somente a partir de então que se iniciou o prazo prescricional para que os servidores ajuizassem execuções individuais para cobrança dos atrasados e da multa, prazo este que findaria em 2018. O agravado deu início à liquidação de seu crédito mediante petição protocolizada em 18/12/2015, dentro, portanto, do prazo prescricional de cinco anos. (fl. 33) Assim, incide o óbice da Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), uma vez que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido: "O recurso especial não será cabível quando a análise da pretensão recursal exigir o reexame do quadro fático-probatório, sendo vedada a modificação das premissas fáticas firmadas nas instâncias ordinárias na via eleita (Súmula n. 7/STJ)". (AgRg no REsp 1.773.075/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 7/3/2019.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.679.153/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1/9/2020; AgInt no REsp 1.846.908/RJ, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 31/8/2020; AgInt no AREsp 1.581.363/RN, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; e AgInt nos EDcl no REsp 1.848.786/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 3/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.311.173/MS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 16/10/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.