AREsp 1881968 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não conheceu-se do recurso especial porque a questão suscitada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente (ausência de prequestionamento), sendo aplicável o art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ para o indeferimento do conhecimento do recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Execução, Expropriação, Recurso Especial, Prequestionamento
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Parties
UNIÃO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 termo inicial da prescrição da pretensão executória em ações expropriatórias
- 2 aplicação da prescrição quinquenal à pretensão executória
- 3 relevância do prequestionamento para admissibilidade do recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não conheceu-se do recurso especial porque a questão suscitada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente (ausência de prequestionamento), sendo aplicável o art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ para o indeferimento do conhecimento do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado pela UNIÃO contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO, assim resumido: AGRAVO DE INSTRUMENTO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CANCELAMENTO DE RPV LIBERADA E NÃO SACADA NO PRAZO DE DOIS ANOS LEI N 134632017 EXPEDIÇÃO DE NOVO REQUISITÓRIO POSSIBILIDADE PRESCRIÇÃO NÃO CARACTERIZADA DECISÃO MANTIDA. Quanto à controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação do art. 1º do Decreto n. 20.910/32, no sentido de que o termo inicial para contagem do prazo prescricional da pretensão executória nas ações expropriatórias é a data do pagamento integral do valor da indenização fixado na sentença, trazendo os seguintes argumentos: Nas ações expropriatórias, a prescrição da pretensão executória tem por termo inicial a data do pagamento integral do valor da indenização fixado na sentença, momento em que se consuma a expropriação. A partir daí, passa a correr o prazo fixado no art. 1.º do Decreto n.º 20.910/1932 para o levantamento do preço (fls. 49). Assim, não é viável o requerimento da Agravada, ora Recorrida, de expedição de nova requisição de pagamento, formulado no ano de 2019, quando transcorridos mais de 08 (oito) anos da data da quitação integral do preço fixado na Sentença para o imóvel desapropriado. A pretensão executória está fulminada pela prescrição quinquenal, já consumada ao tempo em que o valor depositado retornou, em razão do disposto na Lei n.º 13.463/2017, à Conta Única do Tesouro Nacional (fls. 52). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, não houve o prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentindo de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/05/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/9/2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4/5/2018. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.