AREsp 1911018 - DECISAO
O Tribunal concluiu que, como a obrigação de pagar decorrente do título judicial permaneceu ilíquida até a homologação dos parâmetros de cálculo (publicada em 16/12/2013), o termo inicial da prescrição da pretensão executória das execuções individuais é a data da liquidação; assim, a execução individual ajuizada em...
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- Parties
- Agravante: CIRLENE OLIVEIRA SOUSA; Legitimado Coletivo: Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão - SINPROESEMMA; Fazenda Pública: Estado do Maranhão
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Conhecido E Provido Para Conhecer E Prover O Recurso Especial, Determinando O Prosseguimento Da Execução
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento, a fim de afastar a prescrição e determinar o prosseguimento da execução.
- Legal Topics
- Prescrição, Execução Individual De Sentença Coletiva, Liquidação De Sentença, Interrupção E Suspensão Da Prescrição, Súmula 7/stj, Súmula 150/stf
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Parties
CIRLENE OLIVEIRA SOUSA
Agravante
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão - SINPROESEMMA
Legitimado Coletivo
Estado do Maranhão
Fazenda Pública
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Conhecido E Provido Para Conhecer E Prover O Recurso Especial, Determinando O Prosseguimento Da Execução
Legal Issues
- 1 se o ajuizamento da execução coletiva interrompeu a prescrição e recomeçou a correr pela metade
- 2 qual é o termo inicial da prescrição da pretensão executória de sentença ilíquida
- 3 se a liquidação da sentença coletiva constitui marco inicial da prescrição para execuções individuais
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, como a obrigação de pagar decorrente do título judicial permaneceu ilíquida até a homologação dos parâmetros de cálculo (publicada em 16/12/2013), o termo inicial da prescrição da pretensão executória das execuções individuais é a data da liquidação; assim, a execução individual ajuizada em 20/10/2017 foi proposta dentro do quinquênio previsto no art. 1º do Decreto nº 20.910/1932 e não foi alcançada pela prescrição. Aplicaria‑se o regime de interrupção com retomada pela metade somente se o título já fosse líquido na data do ajuizamento da execução coletiva.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento, a fim de afastar a prescrição e determinar o prosseguimento da execução.
Orders
- afastar a prescrição
- determinar o prosseguimento da execução individual
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de agravo interposto por CIRLENE OLIVEIRA SOUSAcontra decisão que inadmitiu recurso especial com base na Súmula 7/STJ (e-STJfls. 225-230). A parte agravante sustenta, em resumo, a inaplicabilidade do referido óbice sumular, " .. por ser fato incontroverso, que,do cômputo da data entre o término da fase de liquidação de sentença (09/dezembro/2013) e a data de protocolo do cumprimento de sentença individual no presente processo que fora em 20/10/2017, não decorreram 05 (cinco) anos, o que se conclui pela não incidência do instituto da prescrição"(e-STJfl. 235). Contraminuta apresentada (e-STJfls. 423-255). É o relatório. Atendidos os requisitos de conhecimento dopresente agravo, passo a examinar o apelo nobre(e-STJfls. 195-207). Trata-se de recurso especial manejado, com amparo nas alíneas a e c do inciso III do art. 105 da CF/1988, em oposição a acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOassim ementado (e-STJfl. 155): APELAÇÃO CÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. MARCO INTERRUPTIVO. AJUIZAMENTO DA AÇÃO DE EXECUÇÃO COLETIVA. PRAZO QUE COMEÇA A CORRER PELA METADE. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 9º DO DECRETO Nº 20.910/32 E SÚMULAS 150 E 383 DO STF. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1- Conforme recente entendimento firmado pela Corte Especial do STJ, nos termos das Súmulas 150 e 383 do STF, ".. o ajuizamento da ação de execução coletiva pelo sindicato interrompe a contagem do prazo prescricional, recomeçando a correr pela metade, isto é, em dois anos e meio, a partir do último ato processual da causa interruptiva, nos termos do art. 9º do Decreto n. 20.910/32, resguardado o prazo mínimo de cinco anos." (STJ. EREsp 1121138/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, CORTE ESPECIAL, julgado em 15/05/2019, DJe 18/06/2019). 2- No caso, a ação de conhecimento ajuizada pelo Sindicato transitou em julgado em 01.08.2011. A execução coletiva foi promovida em 28.05.2012 e seu último ato ocorreu em 16.12.2013 com a publicação da homologação dos parâmetros dos cálculos a serem utilizados pela Contadoria Judicial, recomeçando a correr o prazo prescricional a partir dessa data, por dois anos e meio, resguardado o prazo mínimo de 5 (cinco) anos, que findou em 01.08.2016. Entretanto, a execução individual somente fora ajuizada em 20.10.2017, restando fulminada sua pretensão pela prescrição, razão pela qual a manutenção da sentença é medida que se impõe. 3- Apelação conhecida e improvida. Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJfls. 184-194). Sustenta a insurgente, em preambular, a nulidade do acórdão impugnado, por suposta persistência das omissões apontadas nos embargos declaratórios, configurando-se violação do disposto nos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015. Assevera que houve omissão quanto à " .. questão da não incidência do instituto da prescrição, enquanto não liquidada a r. sentença coletiva, de modo, que esta tese possui a plausibilidade jurídica de infirmar à conclusão adotada pelo MM. Juízo do Tribunal de Origem" (e-STJfl. 199). No mérito, aponta contrariedade ao art. 9º do Decreto n. 20.910/1932, " .. uma vez que no caso concreto, não houve interrupção de prescrição e nem sequer suspensão do prazo prescricional, tendo em vista, que até dezembro/2013, a sentença coletiva executada, era ilíquida, só vindo a ganhar liquidez no próprio mês de dezembro/2013" (e-STJfl. 202). Ademais, suscita dissídio jurisprudencial, utilizando como paradigma o acórdão proferido nos EREsp 1.426.968/MG. Apresentadascontrarrazões (e-STJfls. 213-223). Decido. A controvérsia posta nos autos reside na definição dese houve a interrupção da prescrição pelo ajuizamento da execução coletiva e o prazo voltou a correr pela metade a partir do acordo homologado naqueles autos ou se o prazo prescricional para as execuções individuais teve como termo inicial a liquidação do julgado. Para o deslinde da questão, imprescindível atentar para o fato de que o próprio Tribunal de origem afirmou que as execuções individuais somente poderiam ter sido ajuizadas após a publicação da homologação dos parâmetros dos cálculos realizados pela Contadoria Judicial com base no acordo firmado. Confira-se (e-STJfl. 158): No caso, a ação de conhecimento ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão - SINPROESEMMA transitou em julgado em 01.08.2011, data em que começou a fluir o prazo prescricional, que fora interrompido com o ajuizamento da Ação de Execução Coletiva em 28.05.2012, voltando a fluir em 16.12.2013, com a publicação da homologação dos parâmetros dos cálculos realizados pela Contadoria Judicial com base no acordo firmado, na Execução Coletiva, entre o SINPROESEMMA e o Estado do Maranhão, determinando "que as execuções individuais deverão utilizar como modelo o presente à fl.520, ..". A meu ver, somente a partir desse comando judicial poderia ser ajuizada a execução individual, pois ali foram definidos os parâmetros para a satisfação do crédito, caracterizando-se, assim, o último ato processual da causa interruptiva, conforme dispõem o art. 9º do Decreto nº 20.910/321 e as Súmulas 150 e 383, ambas do STF, voltando a correr pela metade, isto é, em dois anos e meio, a partir dele, findando em 16.06.2016(grifos acrescidos). Desse modo, a obrigação de pagar contida no título judicial permanecia ilíquida até a definiçãodos parâmetros de cálculos, com base no acordo firmado entre o legitimado coletivo e a Fazenda Pública. Assim, ao menos em relação à obrigação de pagar, o processo coletivo teve natureza de verdadeira liquidação de sentença, pois houve como resultado a definição doquantum debeatur(ou a definição dos critérios para se atingir esse valor). Caso se tratasse de uma verdadeira execução coletiva da obrigação de pagar, o processo prosseguiria até a expedição das requisições de pagamento, o que não ocorreu. Nesse contexto, deve prevalecer o entendimento firmado pela Primeira Seção no julgamento dos EREsp 1.426.968/MG, no qual se estabeleceu que: "Se o título judicial estabelecido no processo de conhecimento não firmara o quantum debeatur, somente efetivada a liquidação da sentença é que se poderá falar em inércia do credor em propor a execução, independentemente de tratar-se de liquidação por artigos, por arbitramento ou por cálculos.". O acórdão foi assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. EXECUÇÃO DE SENTENÇA ILÍQUIDA. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. No caso, aplica-se o Código de Processo Civil de 1973. II - Controverte-se acerca do termo inicial da prescrição da pretensão executória de sentença ilíquida. III - O dissenso entre os acórdãos embargado e o paradigma repousa no fato de que o primeiro manifesta o entendimento de que "o termo inicial da prescrição da pretensão executória é a data do trânsito em julgado da sentença. Sendo que a liquidação por cálculos - como no caso em exame - não constitui processo autônomo, não se mostrando apta a interromper ou suspender o prazo prescricional da ação de execução", enquanto que o segundo considera que "o prazo prescricional para o ajuizamento de ação de execução só se inicia com o aperfeiçoamento do respectivo título, momento em que não mais se discute a sua certeza e liquidez". IV - O Supremo Tribunal Federal firmou orientação, consolidada no enunciado da Súmula n. 150, que "prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação" e a Primeira Seção, no REsp 1.336.026/PE, julgado sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil de 1973, assentou que "o entendimento externado pelo STF leva em conta que o procedimento de liquidação, da forma como regulado pelas normas processuais civis, integra, na prática, o próprio processo de conhecimento. Se o título judicial estabelecido no processo de conhecimento não firmara o quantum debeatur, somente efetivada a liquidação da sentença é que se poderá falar em inércia do credor em propor a execução, independentemente de tratar-se de liquidação por artigos, por arbitramento ou por cálculos". V - In casu, o acórdão recorrido contrariou orientação consolidada nesta Corte no sentido de que a liquidação ainda é fase do processo de cognição, sendo possível iniciar a execução somente quando o título, certo pelo trânsito em julgado da sentença de conhecimento, apresentar-se também líquido. VI - Embargos de Divergência providos. (EREsp 1.426.968/MG, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/6/2018, DJe 22/6/2018). Ainda em idêntica direção: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. TERMO INICIAL.LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA. PRESCRIÇÃO NÃO OCORRENTE. REVISÃO.IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o lapso prescricional da ação de execução só tem início quando finda a liquidação. Precedentes: AgInt no AREsp 1.475.587/RJ, Rel. Min.Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 25/11/2020; AgInt no AREsp 1.703.370/MA, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 01/12/2020; e AgInt no AREsp 1.414.432/MA, Rel. Min. Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 27/06/2019. 2. A revisão do entendimento do acórdão recorrido ensejaria o reexame do conjunto fático-probatório da demanda, providência vedada em sede de recurso especial, ante a Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.746.548/MA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/4/2021, DJe 23/4/2021). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.EXECUÇÃO DE SENTENÇA COLETIVA. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA ILÍQUIDA.HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO. PRESCRIÇÃO.INOCORRÊNCIA. SÚMULA 83/STJ. DESCONSTITUIÇÃO DO JULGADO.IMPOSSIBILIDADE. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. No enfrentamento da matéria, o Tribunal de origem lançou os seguintes fundamentos: "Na situação posta a julgamento, o fato que originou a execução foi o acórdão confirmatório da sentença condenatória coletiva, que transitou em julgado em 18.07.2011, tal como considerado pelo Magistrado de Base, quando da prolação da sentença recorrida. Entretanto, assevero que tratava-se de sentença ilíquida, circunstância que impediu sua imediata execução, haja vista a homologação do acordo realizado pelas partes, no tocante à obrigação de fazer, que denotava a necessidade de liquidação do título obtido, ao dispor de maneira clara, que o título formado continha comando genérico, com inúmeros substituídos, devendo os autos serem encaminhados à Contadoria Judicial para a respectiva apuração. Face tal circunstância, a liquidação, somente se deu em 09/12/2013, conforme documento de ID 1687064, quando houve a homologação dos cálculos realizados pela contadoria, expondo que as execuções individuais deveriam se utilizar daquele modelo para o seu regular processamento. Portanto, concluo como desacertada a sentença recorrida que considerou como marco inicial da prescrição, o trânsito em julgado da demanda coletiva, vez que o início do prazo prescricional referente a pretensão executiva, deve ser considerado da data em que o título restou devidamente liquidado, qual seja, 09/12/2013, nos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça.". 2. A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que, nos casos de sentença ilíquida, a prescrição somente começa a correr após o aperfeiçoamento do título. 3. Dessume-se que o acórdão recorrido está em sintonia com o atual entendimento do STJ, razão pela qual não merece prosperar a irresignação. Incide, in casu, o princípio estabelecido na Súmula 83/STJ: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida.". 4. Cumpre ressaltar que a referida orientação é aplicável também aos recursos interpostos pela alínea "a" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido: REsp 1.186.889/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Castro Meira, DJe de 2.6.2010. 5. Outrossim, alterar as conclusões adotadas pela Corte de origem, como defendido nas razões recursais, demanda novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em Recurso Especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.703.370/MA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/11/2020, DJe 1º/12/2020). AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. PRESCRIÇÃO. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. NECESSIDADE.REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. O entendimento adotado pelo Tribunal de origem encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que "a liquidação é fase do processo de cognição, só sendo possível iniciar a execução quando o título, certo pelo trânsito em julgado da sentença de conhecimento, apresentar-se líquido. Logo, o lapso prescricional da ação de execução só tem início quando finda a liquidação (Súmula 83/STJ)" (AgRg no AREsp 214.471/RS, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 4/12/2012, DJe 4/2/2013). 2. No mais, a análise acerca da alegação de que a liquidação se deu por simples cálculos aritméticos, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.414.432/MA, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/6/2019, DJe 27/6/2019). Com efeito, o termo inicial da prescrição é, de fato,16/12/2013, data da publicação da homologação dos parâmetros decálculos realizados pela Contadoria Judicial com base no acordo firmado. Assim, a execução individual proposta em 20/10/2017 não foi atingida pela prescrição, visto que proposta dentro do quinquênio previsto no art. 1º do Decreto n. 20.910/1932, nos moldes da Súmula 150/STF. Somente haveria de se aplicar o entendimento firmado nosEREsp1.121.138/RS - interrupção da prescrição, com o prazo retomado pela metade -, caso a sentença já fosse líquida desde o ajuizamento da execução coletiva, o que não é o caso dos autos, conforme demonstrado. Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III e V, do CPC/2015, c/c o art. 253, parágrafo único, II, "c", do RISTJ, conheço do agravo para conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento, a fim deafastar a prescrição e determinar o prosseguimento da execução. Publique-se. Intimem-se.