EAREsp 1900841 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento da tese recursal pela corte de origem; em razão dessa falta de exame sob o viés suscitad,o o recurso especial é inadmissível. Foi também majorado em 15% o honorário de advogado em desfavor da parte recorrente nos termos...
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- Parties
- Agravante/recorrente: COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Trato Sucessivo, Súmula 85/stj, Gratificação De Raio X, Adicional De Irradiação Ionizante, Prequestionamento, Honorários Advocatícios
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Parties
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 prescrição do fundo de direito
- 2 aplicabilidade da Súmula 85/STJ às relações de trato sucessivo
- 3 natureza do termo de opção como ato único de efeito concreto
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento da tese recursal pela corte de origem; em razão dessa falta de exame sob o viés suscitad,o o recurso especial é inadmissível. Foi também majorado em 15% o honorário de advogado em desfavor da parte recorrente nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR contra a decisão que não admitiu seu recurso especial,fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, assim resumido: ADMINISTRATIVO APELAÇÃO CÍVEL SERVIDOR FEDERAL PRESCRIÇÃO DO FUNDO DO DIREITO AFASTAMENTO SÚMULA 85 DO STJ RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO PRESCRIÇÃO QUINQUENAL DAS PARCELAS ANTERIORES À PROPOSITURA DA AÇÃO GRATIFICAÇÃO DE RAIO X ADICIONAL DE IRRADIAÇÃO IONIZANTE CUMULAÇÃO POSSIBILIDADE NATUREZA JURÍDICA DISTINTA PRECEDENTES STJ CORREÇÃO MONETÁRIA JUROS DE MORA INVERSÃO DA SUCUMBÊNCIA APELAÇÃO PROVIDA Quanto à controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação do art. 1º do Decreto n. 20.910/1932, no que concerne à prescrição do fundo de direito sobre a supressão de gratificação de servidor público em razão de se tratar de ato único de efeito concreto, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): E incontroverso que a gratificação de raio -X deixou de ser paga no mês de julho de 2008, conforme reconhecido por ambas as instâncias (e também pelos contracheaues juntados nelo(s) autor(es). Ou seja, quando do ajuizamento da ação em 23/04/2014, o(s) autor(es) já não recebia(m) a gratificação de raio -X há mais de 5 anos, porque o ato administrativo já tinha gerado seus efeitos. Portanto, considerando a data de publicação do ato impugnado (26/06/2008) e a data do ajuizamento da ação (23/04/20 14), forçoso concluir que quando protocolada a presente ação já havia se operado a prescrição do próprio fundo de direito, conforme concluiu o juiz de primeiro grau. Em outras palavras: o direito de questionar a decisão da Administração que impediu o pagamento cumulativo do adicional de irradiação ionizante e da gratificação por trabalhos com raios-xjá estava prescrito, quando da propositura da ação. (fls. 588). .. A r. decisão recorrida entende que ao caso seria aplicada a Súmula 85 do STJ, no seguinte teor: Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a fazenda pública figure como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do quinquênio anterior a propositura da ação. Com efeito, entendeu-se estarmos diante de prestação de trato sucessivo e que por tal razão, não haveria a prescrição do fundo de direito. Trata-se, como consta da inicial, de ação anulatória de ato , ou seja, estamos diante de direito potestativo, pretendendo os autores anular o termo de opção administrativo que culminou na supressão da gratificação de raio X. A questão tratada aqui é que o termo de opção se constitui em ato único de efeito concreto que, a despeito de gerar efeitos contínuos futuros, não caracteriza relação de trato sucessivo. Não se aplica a Súmula 85/STJ, pois desde julho/2008 a gratificação não vem sendo paga, motivo pelo qual não há que se falar em relações jurídicas de trato sucessivo quando este já não mais perdura em sucessão. A pretensão está, portanto, fulminada pela prescrição do fundo de direito. (fls. 589). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, não houve o prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentindo de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/05/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/9/2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4/5/2018. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se.