AREsp 1946248 - DECISAO
O Tribunal conheceu do agravo e, ao analisar o recurso especial, verificou que a controvérsia envolve interpretação de legislação estadual (Leis Estaduais nº 2.426/11 e 2.984/15), o que torna inviável o exame do recurso especial por ofensa a direito local (aplicando-se, por analogia, Súmula 280 do STF). No mérito...
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- Parties
- Agravante: ESTADO DO TOCANTINS; Autor: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dou-lhe parcial provimento, para reconhecer como prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de 2 (dois) anos e meio do ajuizamento da presente demanda.
- Legal Topics
- Prescrição, Admissibilidade De Recurso Especial, Direito Local, Reconhecimento De Débito Retroativo, Direito Dos Servidores Militares
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Parties
ESTADO DO TOCANTINS
Agravante
parte autora
Autor
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por envolver interpretação de lei estadual
- 2 incidência do Decreto n. 20.910/32 quanto ao prazo prescricional quinquenal
- 3 efeito da interrupção da prescrição por confissão e parcelamento e reinício pela metade após inadimplemento do acordo
Ratio Decidendi
O Tribunal conheceu do agravo e, ao analisar o recurso especial, verificou que a controvérsia envolve interpretação de legislação estadual (Leis Estaduais nº 2.426/11 e 2.984/15), o que torna inviável o exame do recurso especial por ofensa a direito local (aplicando-se, por analogia, Súmula 280 do STF). No mérito relativo à prescrição, aplicou-se o Decreto nº 20.910/32, reconhecendo que, interrompida a prescrição por confissão e pedido de parcelamento, ela recomeça a fluir pela metade do prazo a partir do inadimplemento do acordo; assim, foram consideradas prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de dois anos e meio antes do ajuizamento da demanda.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dou-lhe parcial provimento, para reconhecer como prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de 2 (dois) anos e meio do ajuizamento da presente demanda.
Orders
- Reconhecer como prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de 2 (dois) anos e meio do ajuizamento da presente demanda.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo ESTADO DO TOCANTINS contra a decisão que inadmitiu o recurso especial fundado no art. 105, III, a, da Constituição Federal. Na origem, a parte autora ajuizou ação ordinária com valor da causa atribuído em R$ 6.176,52 (seis mil, cento e setenta e seis reais e cinquenta e dois centavos), em 01/04/2020, objetivando o recebimento de salários reconhecidos pelo requerido, decorrente de reposição salarial concedida aos integrantes do Quadro de Militares do Estado do Tocantins, no percentual de 4,68% no interstício de 01/07/2011 a 30/04/2015 conforme disposto na Lei Estadual nº 2.426, de 11 de janeiro de 2011 e da Medida Provisória Estadual nº 33, de junho de 2015. Após sentença que julgou procedentes os pedidos, o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS negou provimento à apelação do ente público, ficando consignado que o marco inicial da prescrição referente ao pagamento do reajuste previsto na Lei Estadual nº 2.462/11, é o prazo final previsto para o pagamento do acordo realizado. O referido acórdão foi assim ementado, in verbis: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE COBRANÇA - AFRONTA AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE - INOCORRÊNCIA - SERVIDOR INTEGRANTE DA POLÍCIA MILITAR - REVISÃO GERAL - PERCENTUAL DE 4,68% IMPLEMENTADO PELA LEI Nº 2.426/2011 EM CONFORMIDADE COM AS TABELAS CONTIDAS NA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 33/2015 - ABSORÇÃO DA REVISÃO CONCEDIDA POR REAJUSTES ANUAIS POSTERIORES - AUSÊNCIA DE EXPRESSA DISPOSIÇÃO LEGAL NESSE SENTIDO - DEVER DE PAGAMENTO DAS PARCELAS ESTIPULADAS PELO PRÓPRIO ESTADO - RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. Na peça recursal estão devidamente alinhavados os motivos de fato e de direito que evidenciam a intenção de reforma da sentença vergastada, de forma a permitir que dela seja extraída a exata compreensão da controvérsia e as razões da irresignação. Rejeitada a preliminar de afronta ao princípio da dialeticidade deduzida nas contrarrazões recursais. 2. Consta nos autos que o acordo firmado pelo Estado previu a implementação do percentual da revisão dos militares, no mês de junho de 2015 e que o pagamento do retroativo seria realizado em 12 (doze) vezes na folha de pagamento dos servidores, sendo posteriormente alterado o número de parcelas da reposição principal pelo governo do Estado para 16 (dezesseis), e o passivo complementar em 03 (três) parcelas a partir do mês de julho, o que de toda forma não ocorreu, pois só foram realizados 04 (quatro) dos repasses referentes ao passivo principal e 02 (dois) do complementar. 3. Para que houvesse de fato uma compensação de valores entre a revisão geral anual referente ao ano de 2010 e posterior alteração de salários, decorrente de eventual reestruturação na carreira do servidor, seria necessário que a nova lei que rege a remuneração dos militares previsse expressamente essa condição, fato esse não comprovado pelo Estado, ora apelante. Por tal motivo é que os julgados colacionados nas razões recursais, sobretudo da lavra do Supremo Tribunal Federal não se aplicam ao caso em apreço, pois eles tratam de situações em que se questionou a constitucionalidade de dispositivos que previam, frise-se, expressamente, a referida absorção do percentual de uma revisão geral, em razão de uma reestruturação ocorrida na carreira do servidor, situações essas que se distinguem do objeto descrito na demanda principal, que se consubstancia no cumprimento de um acordo firmado pelo Estado com a categoria de servidores da qual faz parte o recorrido, e que posteriormente fora convertido em lei, versando sobre revisão geral anual que não se havia implementado em tempo oportuno e que se deu no percentual de 4,68%, apontando-se o passivo do período de 01/07/2011 à 30/04/2015. 4. Eventual alegação de ofensa a Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ser óbice ao cumprimento da obrigação assumida por acordoe, posteriormente, consignada em lei. 5. Ausente prescrição, eis que no caso em testilha se aplica o prazo quinquenal disposto no art. 1º do Decreto Lei 20.910/32. 6. Não merece guarida o pedido de que os valores sejam determinados em sede de liquidação de sentença, uma vez que o ente público recorrente, em sua contestação, não apontou qualquer motivo fático a justificar a adoção desse rito. Ademais, conforme disciplinam os arts. 509 e seguintes do novo CPC, essa fase somente é realizada quando a apuração do valor da condenação depende de conhecimento técnicos ou de alegação e prova de fato novo, o que não é o caso dos presentes autos. 7. Apelação conhecida e NÃO PROVIDA. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Contra a decisão cuja ementa se encontra acima transcrita, o ESTADO DO TOCANTINS interpôs recurso especial, apontando violação dos arts. 1º e 9º do Decreto nº 20.910/32. Apresentadas contrarrazões pela manutenção do acórdão recorrido. Após decisum que inadmitiu o recurso especial, foi interposto o presente agravo, tendo o recorrente apresentado argumentos visando rebater os fundamentos da decisão agravada. É o relatório. Decido. Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência do Enunciado Administrativo n. 3/STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Considerando que o agravante, além de atender aos demais pressupostos de admissibilidade deste agravo, logrou impugnar a fundamentação da decisão agravada, passo ao exame do recurso especial interposto. Quanto à alegação de que a Lei Estadual nº 2.984/15 não teria reconhecido o débito retroativo do Estado do Tocantins, verifica-se que o Tribunal a quo, para decidir a controvérsia, interpretou legislação local, in casu, as Leis Estaduais nº 2426/11 e 2.984/15, o que implica a inviabilidade do recurso especial, aplicando-se, por analogia, o teor do Enunciado n. 280 da Súmula do STF, que assim dispõe: "Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". Nesse diapasão, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. LEGISLAÇÃO LOCAL. DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO. ANÁLISE. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ART. 85 DO CPC/2015. VIOLAÇÃO. ARGUIÇÃO GENÉRICA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. REQUISITOS. INEXISTÊNCIA. 1. Conforme estabelecido pelo Plenário do STJ, aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista (Enunciado Administrativo 3). 2. Nos termos da Súmula 280 do STF, é defeso o exame de lei local em sede de recurso especial. 3. O recurso especial não é remédio processual adequado para conhecer de irresignação fundada em suposta afronta a preceito constitucional, sendo essa atribuição da Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário (art. 102, III, da CF). 4. Infirmar as razões do apelo nobre, a fim de acolher a tese de ofensa do art 2º da Lei 9.784/1999, encontra óbice na Súmula 7 do STJ. 5. É deficiente de fundamentação alegação de tese recursal genérica e deficiente. Incidência da Súmula 284 do STF. 6. Esta Corte tem o entendimento de que é inadmissível o recurso especial que, a despeito de fundamentar-se em dissídio jurisprudencial, deixa de atender os requisitos necessários para sua comprovação. 7. Agravo interno desprovido (AgInt no REsp 1690029/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/09/2020, DJe 16/09/2020.) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO AO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OFENSA AOS ARTIGOS 489, § 1º, INCISOS IV E VI, E 1.022, INCISOS I E III, TODOS DO CPC/2015. IPTU. BASE DE CÁLCULO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ART. 97 DO CTN. REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL. LEI ESTADUAL. LEI LOCAL. SÚMULA 280/STF. 1. Deveras, não há falar, na hipótese, em violação aos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, I e II, do CPC/2015, porquanto a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, de vez que os votos condutores do acórdão recorrido e do acórdão proferido em sede de Embargos de Declaração apreciaram fundamentadamente, de modo c oerente e completo, as questões necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes, contudo, solução jurídica diversa da pretendida. 2. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem, ao julgar o recurso de Apelação, solucionou a questão com base em legislação local (Lei Complementar n. 2.572/2012), Assim, o exame da matéria demanda análise de Direito local, razão por que incide, por analogia, a Súmula 280 do STF: "por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário". 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1304409/DF, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 31/08/2020, DJe 04/09/2020.) No mais, ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o prazo da prescrição, interrompido pela confissão e pedido de parcelamento, recomeça a fluir no dia em que o devedor deixa de cumprir o acordo celebrado. Assim, em se tratando de relação de trato sucessivo (pagamento de parcelas mensais), é de se considerar que a prescrição teve seu início a partir do inadimplemento das parcelas referentes ao Acordo celebrado. No mesmo sentido, mutatis mutandis: TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. PARCELAMENTO. INTERRUPÇÃO. REINÍCIO DO PRAZO. INADIMPLEMENTO DO ACORDO. SÚMULA 83 DO STJ. INCIDÊNCIA. 1. A confissão de dívida para fins de parcelamento interrompe a prescrição (art. 174, IV, do CTN), reiniciando-se a contagem do lustro temporal a partir do inadimplemento do acordo. Precedentes. 2. A conformidade do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Corte Superior enseja a aplicação do óbice de conhecimento estampado na Súmula 83 do STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1007930/RJ, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 12/09/2017, DJe 23/10/2017) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. JUNTADA DE DOCUMENTOS. ART. 398 DO CPC. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA PARTE ADVERSA. PREJUÍZO. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE. ENUNCIADO SUMULAR 282/STF. PREMISSA FÁTICO-PROBATÓRIA FIXADA PELA CORTE DE ORIGEM. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. COBRANÇA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. PARCELAMENTO. INTERRUPÇÃO. REINÍCIO. DESCUMPRIMENTO DO ACORDO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. (..) VI. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o "prazo da prescrição, interrompido pela confissão e pedido de parcelamento, recomeça a fluir no dia em que o devedor deixa de cumprir o acordo celebrado, momento em que se configura a lesão ao direito subjetivo do Fisco, dando azo à propositura do executivo fiscal" (STJ, AgRg no REsp 1.167.126/RS, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma). VII. Agravo Regimental não provido. (AgRg no REsp 1468778/PE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 05/03/2015) Ademais, é cediço que, interrompida a prescrição, esta volta a correr pela metade a contar da data do ato que a interrompeu, in casu, o Acordo para pagamento dos valores referentes à data-base de 2011. No mesmo sentido, mutatis mutandis: ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS. INDENIZAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/1973. NÃO CONFIGURADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO DOS ARTS. 1º E 9º DO DECRETO N. 20.910/32. ARTIGO 884 DO CC/2002. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. (..) 2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que: i) as dívidas da Fazenda Pública prescrevem em 5 anos a partir da data ou do fato do qual se originaram, nos termos do art. 1º do Decreto n. 20.910/32, não se lhes aplicando os prazos prescricionais disciplinados pelo Código Civil; ii) interrompido o prazo, a prescrição volta a correr pela metade (dois anos e meio) a contar da data do ato que a interrompeu ou do último ato ou termo do respectivo processo, nos termos do que dispõe o art. 9º do Decreto n. 20.910/32; (..) 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem asseverou ser aplicável à hipótese a regra do Decreto n. 20.910/32, que prevê o prazo de cinco anos, da data do ato ou fato que deu origem ao direito perseguido, para o ajuizamento da ação, bem como a possibilidade de interrupção da prescrição uma única vez, a qual recomeça a correr pela metade daquele prazo (ou seja, dois anos e meio). Assim, considerando que o desapossamento administrativo ocorreu em 30/8/1985, e que antes da averbação do imóvel (1991), houve protesto judicial (em julho de 1990), que, inequivocamente, interrompeu o prazo prescricional, o qual recomeçou a contar a partir dessa data, pela metade, correta a conclusão do Tribunal de origem pela prescrição da ação, considerando que não é possível nova interrupção e que a demanda somente foi ajuizada em julho de 1995 (após o prazo de dois anos e meio contados de julho de 1990), restando, portanto, fulminada pela prescrição. (..) 6. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1584758/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/05/2020, DJe 04/06/2020) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. PRESCRIÇÃO. AJUIZAMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. INTERRUPÇÃO. CONTAGEM PELA METADE DO PRAZO REMANESCENTE APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO MANDAMUS. PRESCRIÇÃO CONFIGURADA. (..) 2. Nos termos do art. 9º do Decreto 20.910/1932, "a prescrição interrompida recomeça a correr, pela metade do prazo, da data do ato que a interrompeu ou do último ato ou termo do respectivo processo". (..) 8. Recurso Especial não provido. (REsp 1824635/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/09/2019, DJe 11/10/2019) Desse modo, é de se reconhecer como prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de 2 (dois) anos e meio do ajuizamento da presente demanda. Ante o exposto, com fundamento no art. 253, parágrafo único, II, a e c, do RISTJ, conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dar-lhe parcial provimento, para reconhecer como prescritas todas as parcelas vencidas e não pagas a partir de 2 (dois) anos e meio do ajuizamento da presente demanda. Publique-se. Intimem-se.