REsp 2092341 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque o recorrente não demonstrou de forma adequada a incorreção da interpretação jurídica do Tribunal de origem, limitando-se a alegações genéricas que exigiriam reexame de fatos e provas (vedado pela Súmula 7/STJ) e atraindo os óbices das Súmulas 284/STF e 283/STF, além da...
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- Parties
- Exequente: Instituto Água e Terra
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Em Sessão Virtual (02/04/2024 a 08/04/2024); Agravo Interno Improvido
- Outcome
- agravo interno improvido
- Legal Topics
- Prescrição, Exceção De Pré Executividade, Prescrição Quinquenal, Súmulas Constitucionais E Infraconstitucionais, Prequestionamento, Reexame De Provas
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Parties
Instituto Água e Terra
Exequente
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Em Sessão Virtual (02/04/2024 a 08/04/2024); Agravo Interno Improvido
Legal Issues
- 1 prescrição de multa administrativa ambiental
- 2 aplicação do §3º do art. 2º da Lei n. 6.830/1980
- 3 interpretação dos arts. 1º e 1º-A da Lei n. 9.873/1999
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque o recorrente não demonstrou de forma adequada a incorreção da interpretação jurídica do Tribunal de origem, limitando-se a alegações genéricas que exigiriam reexame de fatos e provas (vedado pela Súmula 7/STJ) e atraindo os óbices das Súmulas 284/STF e 283/STF, além da deficiência de prequestionamento (Súmulas 211/STJ, 282 e 356/STF).
Court Disposition
agravo interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manutenção da decisão recorrida.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 02/04/2024 a 08/04/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. MULTA ADMINISTRATIVA AMBIENTAL. NÃO OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULAS N. 283/STF E 284/STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem trata-se de exceção de pré-executividade alegando a prescrição do direito do exequente de cobrança de multa administrativa ambiental. A sentença acolheu a pretensão de prescrição da multa administrativa ambiental, julgando extinta a execução fiscal, com resolução do mérito. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para o devido prosseguimento do feito, em razão da não constatação da ocorrência de prescrição. II - Em relação à alegada omissão, contrariedade ou contradição suscitada no presente recurso especial, o recorrente limitou-se a afirmar, em linhas gerais, que o acórdão recorrido incorreu em nulidade ao deixar de se pronunciar adequadamente acerca das questões apresentadas nos embargos de declaração, fazendo-o de forma genérica, sem desenvolver argumentos para demonstrar especificamente a suposta mácula. Nesse panorama, a arguição genérica de nulidade pelo recorrente atrai o comando do Enunciado Sumular n. 284/STF, inviabilizando o conhecimento dessa parcela recursal. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 446.627/RJ, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 17/4/2017. III - O recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017 e AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, relator Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017. IV - Verifica-se que a irresignação do recorrente vai de encontro às convicções do julgadora quo, que tiveram como lastro o conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse diapasão, para rever tal posição seria necessário o reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ. V - Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. VI - Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação das Súmulas n. 211/STJ e 282 e 356 do STF. VII - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que julgou recurso especial, com fulcro no art. 105, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementada: APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO FISCAL. DÍVIDA NÃO TRIBUTÁRIA. MULTA ADMINISTRATIVA FIXADA PELO INSTITUTO ÁGUA E TERRA. SENTENÇA QUE ACOLHE A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE E RECONHECE A OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ NÃO CONSTATADA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INTENÇÃO DA PARTE DE ALTERAR A VERDADE DOS FATOS. PRECEDENTES. SÚMULA 467, DO STJ QUE DEVE SER APLICADA EM CONJUNTO COM O ENUNCIADO Nº 31 DA 4ª E5ª CÂMARAS CÍVEIS DO TJPR- SUSPENSÃO DO PRAZO COM A INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA POR 180 DIAS. PRAZO QUINQUENAL CONSTATADO ENTRE O TÉRMINO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO E O AJUIZAMENTO DA DEMANDA. INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM PARA PROSSEGUIMENTO DA EXECUÇÃO FISCAL. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. O recurso especial, fundamentado na negativa de vigência ao texto do §3º do art. 2º da Lei n. 6.830/1980 e arts. 1º e 1º-A da Lei Federal n. 9.873/99 (inaplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ), e divergência de entendimento exarado no Recurso Especial Repetitivo n. 1.112.577/SP, traz a seguinte argumentação: Em razão de o feito administrativo ter se encerrado definitivamente com o decurso para apresentação de recurso/impugnação administrativa pelo recorrente(isto é: em NOVEMBRO/2011, fl. 33 e verso do mov. 27.6),e da notificação do executado para recolher as seis multas administrativas subudice remontar ao dia22/09/2014,o r. Juízo de piso acolheu exceção de pré-executividade apresentada reconhecendo a prescrição, porquanto o exequente ajuizou a presente execução apenas em 30/01/2020. Contra tal decisão o recorrido interpôs apelação suscitando "equívoco da decisão quanto ao termo inicial da prescrição" e a aplicação do artigo 2º, §3º, da Lei nº 6.830/80 (suspensão de 180 dias do prazo de prescrição). .. E, no caso, o e. Tribunal local negou vigência e desrespeitou as determinações contidas §3º do art. 2º, da Lei nº 6.830/1980), eis que entendeu ser possível que o prazo ali tratado fosse aplicado mais de uma vez pelo recorrido negando vigência ao art. 1º e art. 1º-A,Lei Federal nº 9.873/99. .. No caso em testilha, o e. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná entendeu que o decurso para impugnar a decisão da imposição da multa não marcava o fim do processo administrativo. Entendeu que esse prazo iniciou-se com a cobrança extrajudicial (apesar de constar na decisão anterior não recorrida pelo ora recorrente prazo para pagamento da multa sub judice). .. O voto doe. relator é claro ao consignar que o "prazo prescricional, que só começará a correr quando vencido o crédito sem pagamento, o que se dará com o término do processo administrativo-julgamento definitivo do último recurso -ou com a fluência do prazo para a impugnação administrativa do crédito decorrente da multa aplicada"(REsp n º 1.112.577/SP). Todavia, o e. Tribunal local entendeu que "denota-se que, findo o processo administrativo e tendo sido julgados os autos de infração subsistentes, foi o executado intimado em 22/09/2014 para proceder ao pagamento da multa", deixando de notar o teor das decisões anteriores (prolatadas em agosto de 2010) e que não foram recorridas após a devida intimação do recorrente (fls. 21 a 33-v dos movs. 27.5/27.6). Assim, ao reverso de entendimento firmado em recurso especial repetitivo(REsp n º 1.112.577/SP), o e. Tribunal local não considerou que com o "julgamento definitivo do último recurso -ou com a fluência do prazo para a impugnação administrativa do crédito decorrente da multa aplicada" já estava "findo o processo administrativo". Daí a aplicação equivocada do entendimento exarado pelo e. Tribunal local notadamente quanto ao "término do processo administrativo" que merece revisão/retratação pela Câmara julgadora. .. Ou seja, não se pretende valorar os fatos e as provas,pura esimplesmente, mas a consequência jurídica deles, qual seja, conceber: se a dupla incidência do §3º do art. 2º, da Lei nº 6.830/1980(admitida no julgado recorrido) é compatível com o prazo quinquenal de prescrição trazidonos artigos 1º e 1º-A da Lei Federal nº 9.873/99. A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo: "Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, não conheço do recurso especial." Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida. Confira-se: In casu, a Corte estadual firmou entendimento que diverge do REsp Repetitivo n. 1.112.577/SP(quanto ao termo final do processo administrativo e inicial do prazo de prescrição) e violou os artigos 1º e 1º-A da Lei Federal nº 9.873/99ao permitir múltiplas suspensões do prazo prescricional decorrente de aplicação equivocada do art.3º do art. 2º, da Lei nº 6.830/1980. .. No ano de 2005o agravante foi autuado pela suposta infração ambiental de "armazenar produto da flora nativa sem o competente licenciamento ambiental legalmente exigível equivalente a 85 (oitenta e cinco) m de lenha", conforme autos de infração de nºs 61555, 61556, 61557, 61558, 61559 e 61560 (movs. 27.3/27.4-origem). .. No caso o agravado inscreveu o mesmo crédito não tributário em dívida ativa DUAS VEZES no afã de superar prescrição de multa não tributária. .. Dessa forma, verifica-se que a irresignação do recorrente vai de encontro às convicções do julgador a quo, que tiveram como lastro o conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse diapasão, para rever tal posição seria necessário o reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ. Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. .. A simples leitura da decisão mantida pela decisão agravada testifica que inexiste qualquer liame lógico entre as súmulas citadas (suposto fundamento do desconhecimento do recurso) e de qual maneira (fundamento) o recurso manejado pela agravante teria infringido tais enunciados sumulares. Até o presente momento este Tribunal Superior não enfrentou nenhum dos argumentos do recurso especial que impugnava de forma suficiente a decisão do Tribunal estadual. .. A negativa de vigência à legislação federal é palmar, porquanto da interpretação equivocadado §3º do art. 2º, da Lei nº 6.830/1980 (permitiu-se sucessivas aplicações da suspensão do prazo prescricional) o que nega vigência ao prazo prescricional quinquenal trazido nos artigos 1º e 1º-A da Lei Federal nº 9.873/99. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. MULTA ADMINISTRATIVA AMBIENTAL. NÃO OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULAS N. 283/STF E 284/STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem trata-se de exceção de pré-executividade alegando a prescrição do direito do exequente de cobrança de multa administrativa ambiental. A sentença acolheu a pretensão de prescrição da multa administrativa ambiental, julgando extinta a execução fiscal, com resolução do mérito. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para o devido prosseguimento do feito, em razão da não constatação da ocorrência de prescrição. II - Em relação à alegada omissão, contrariedade ou contradição suscitada no presente recurso especial, o recorrente limitou-se a afirmar, em linhas gerais, que o acórdão recorrido incorreu em nulidade ao deixar de se pronunciar adequadamente acerca das questões apresentadas nos embargos de declaração, fazendo-o de forma genérica, sem desenvolver argumentos para demonstrar especificamente a suposta mácula. Nesse panorama, a arguição genérica de nulidade pelo recorrente atrai o comando do Enunciado Sumular n. 284/STF, inviabilizando o conhecimento dessa parcela recursal. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 446.627/RJ, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 17/4/2017. III - O recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017 e AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, relator Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017. IV - Verifica-se que a irresignação do recorrente vai de encontro às convicções do julgadora quo, que tiveram como lastro o conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse diapasão, para rever tal posição seria necessário o reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ. V - Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. VI - Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação das Súmulas n. 211/STJ e 282 e 356 do STF. VII - Agravo interno improvido. VOTO O agravo interno não merece provimento. A parte agravante repisa os mesmos argumentos já analisados na decisão recorrida. Em relação à alegada omissão, contrariedade ou contradição suscitada no presente recurso especial, o recorrente limitou-se a afirmar, em linhas gerais, que o acórdão recorrido incorreu em nulidade ao deixar de se pronunciar adequadamente acerca das questões apresentadas nos embargos de declaração, fazendo-o de forma genérica, sem desenvolver argumentos para demonstrar especificamente a suposta mácula. Nesse panorama, a arguição genérica de nulidade pelo recorrente atrai o comando do Enunciado Sumular n. 284/STF, inviabilizando o conhecimento dessa parcela recursal. Sobre o assunto, confiram-se: ADMINISTRATIVO. REDIRECIONAMENTO DE EXECUÇÃO FISCAL DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. DISSOLUÇÃO IRREGULAR NÃO COMPROVADA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA N. 284/STF. I - Não se conhece do recurso especial com alegação genérica de violação do art. 535 do Código de Processo Civil de 1973. Incidência do enunciado n. 284 da Súmula do STF. Necessidade de reexame de fatos e provas para modificar o entendimento do Tribunal de origem quanto à regularidade da dissolução da sociedade empresária. Incidência do enunciado n. 7 da Súmula do STJ. II - Agravo interno improvido.(AgInt no AREsp n. 962.465/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 19/4/2017.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. 1. A genérica alegação de ofensa ao art. 535 do CPC, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro, atrai o óbice da Súmula 284 do STF. 2. É vedada a análise das questões que não foram objeto de efetivo debate pela Corte de origem, estando ausente o requisito do prequestionamento. Incidência da Súmula 211/STJ. 3. Quanto à elevação da alíquota da CSLL, o aresto recorrido está em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que considera que a Instrução Normativa n. 81/99 não desbordou dos limites da MP 1.807/99. 4. Agravo interno a que se nega provimento.(AgRg no AREsp n. 446.627/RJ, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 17/4/2017.) Por outro lado, a competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito infraconstitucional federal. Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo, mas também a delimitação clara da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja viabilizando o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito infraconstitucional sob exame. Dessa forma, verificado que o recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Acerca do assunto, destaco os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO TIDO POR VIOLADO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 284/STF. ALEGAÇÃO DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE REEXAME DOS FATOS E DAS PROVAS. INCIDÊNCIA. SÚMULA 7/STJ. 1. "A via estreita do recurso especial exige a demonstração inequívoca da ofensa ao dispositivo inquinado como violado, bem como a sua particularização, a fim de possibilitar o seu exame em conjunto com o decidido nos autos, sendo certo que a falta de indicação dos dispositivos infraconstitucionais tidos como violados caracteriza deficiência de fundamentação, em conformidade com o Enunciado Sumular nº 284 do STF". (AgRg no REsp n. 919.239/RJ; Rel. Min. Francisco Falcão; Primeira Turma; DJ de 3/9/2007.) 2. O Tribunal de origem concluiu: "No mérito, trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pleito indenizatório, através da qual objetivou a autora obstar cobrança pela ré em relação à tarifa de esgoto, serviço não prestado pela concessionária, bem como a repetição, em dobro, dos valores já pagos" (fl. 167, e-STJ). 3. A agravante sustenta não haver na demanda pedido que objetive o cumprimento de obrigação de fazer/não fazer. Decidir de forma contrária ao que ficou expressamente consignado no v. acórdão recorrido, com o objetivo de rever o objeto do pedido deduzido na petição inicial, implica revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. 4. Agravo interno não provido.(AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017.) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SUPOSTO ERRO MATERIAL. NÃO INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS VIOLADOS. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. SERVIDOR PÚBLICO. GDAR. TRANSFORMAÇÃO EM VPNI. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. I - Pretende o agravante o reconhecimento de que a gratificação GDAR, transformada em VPNI, não foi retirada do ordenamento jurídico pela Lei n. 11.784/08 e que sua supressão vai de encontro ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à irredutibilidade de vencimentos. II - Considera-se deficiente a fundamentação do recurso que deixa de estabelecer, com a precisão necessária, quais os dispositivos de lei federal que considera violados, para sustentar sua irresignação pela alínea a do permissivo constitucional, o que atrai a incidência do enunciado n. 284 da Súmula STF. III - O Tribunal de origem não analisou o erro material mencionado nas razões recursais, não debateu a suposta afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à irredutibilidade de vencimentos, tampouco examinou a matéria recursal à luz do art. 29 da Lei n. 11.094/05. IV - Descumprido o necessário e indispensável exame dos dispositivos de lei invocados pelo acórdão recorrido, apto a viabilizar a pretensão recursal da recorrente, de maneira a atrair a incidência dos enunciados n. 282 e n. 356 da Súmula do STF, sobretudo ante a ausência de oposição dos cabíveis embargos declaratórios a fim de suprir os supostos erro material e a contradição do julgado. V - Agravo interno improvido.(AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, Rel. Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017.) O Tribunal de origem, ao analisar o conteúdo probatório colacionado aos autos, consignou expressamente que a insurgência defendida pelo recorrente é contrária às evidências fáticas sobre as quais se fundamentou o julgador a quo para solucionar a controvérsia apresentada na presente demanda judicial. Dessa forma, verifica-se que a irresignação do recorrente vai de encontro às convicções do julgador a quo, que tiveram como lastro o conjunto fático-probatório Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida, nego provimento ao agravo interno. É o voto.