AREsp 2578270 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem concluiu que não houve inovação recursal e qualquer alteração demandaria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula 7/STJ; a decisão foi mantida com fundamento no art. 932 do CPC/2015 combinado com a Súmula 568/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: FRANSÉRGIO DE LOLLO PERES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042, Cpc/15) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Juízo De Admissibilidade
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Exceção De Pré Executividade, Cheque, Inovação Recursal, Recurso Especial, Agravo De Instrumento, Súmula 7/stj
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FRANSÉRGIO DE LOLLO PERES
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042, Cpc/15) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Juízo De Admissibilidade
Legal Issues
- 1 reconhecimento da causa de interrupção da prescrição do cheque
- 2 alegação de inovação recursal
- 3 inadmissibilidade do recurso especial por ausência de matéria nova
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem concluiu que não houve inovação recursal e qualquer alteração demandaria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula 7/STJ; a decisão foi mantida com fundamento no art. 932 do CPC/2015 combinado com a Súmula 568/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo (artigo 1.042, CPC/15), interposto por FRANSÉRGIO DE LOLLO PERES, em face da decisão que em prévio juízo de admissibilidade, inadmitiu o recurso especial. O apelo extremo, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal, desafiou acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 134, e-STJ): AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DEINSTRUMENTO. AÇÃO DE EXECUÇÃO. CHEQUE. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 47, I E II DA LEI N. 7.357/85. PROTESTO CONTRA EMITENTE. DISPENSABILIDADE. POSSIBILIDADE DO PROTESTO NO PRAZO DE EXECUÇÃO. RESP N.1.423.464/SC, SUBMETIDO AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. ART, 202, III DO CC. RETRATAÇÃO. ART. 1.021, § 2º DO CPC/15. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO.. Inexistindo motivo plausível para a reforma da decisão ad quem combatida, pois ausentes razões capazes de modificar a convicção inicial do relator, deve ser desprovido o agravo interno aviado. RECURSO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. Nas razões do recurso especial (fls. 175/188, e-STJ), a insurgente alega que o acórdão recorrido violou os arts. 1.015, parágrafo único, e 1.016, III, do CPC, sustentando que "o reconhecimento da causa de interrupção da prescrição do cheque pelo Tribunal de origem configura inovação recursal" (fl. 181, e-STJ). Em juízo de admissibilidade, o Tribunal a quo inadmitiu o recurso especial (fls. 231/233, e-STJ), dando ensejo à interposição do presente agravo (fls. 237/242, e-STJ), por meio do qual a parte agravante pretende a reforma da decisão impugnada e o processamento do apelo. Contrarrazões à fl. 247/253, e-STJ. É o relatório. Decido. A pretensão não merece conhecimento. 1. Na hipótese, observa-se que o Tribunal local entendeu pela inexistência de irregularidade no julgado do acórdão vergastado, porquanto não houve exposição de matéria nova (fls. 136, e-STJ): Todavia, tal como registrado na decisão ad quem impugnada, a matéria exposta no agravo interno interposto anteriormente pelo ora recorrido, não expõe matéria nova e sim, tema explanado nas contrarrazões por ele oferecidas no evento 12. Não olvida-se que o agravo de instrumento é recurso de efeitos limitados, devendo amoldar-se perfeitamente aos termos da decisão impugnada. E na espécie, cuida-se a decisão a quo originalmente agravada, da rejeição da exceção de pré-executividade oposta pelo executado, ora recorrente, por motivo exclusivo de inexistência da prescrição do direito de ação. Coincidentemente, essa foi a única matéria debatida nestes autos e que foi devidamente enfrentada. Não houve irregularidade no julgado combatido. Nesse toar, e sem maiores delongas, permanece a convicção do acerto da decisão ad quem impugnada, por meio da qual foi mantida a decisão a quo originalmente agravada. Assim, para alterar a conclusão da Corte local no sentido de que não houve inovação recursal, seria necessário promover o reexame do acervo fático probatório dos autos, providência vedada na via eleita, a teor do óbice da Súmula 7/STJ. A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - EMBARGOS À ADJUDICAÇÃO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA PARTE AUTORA. 1. As questões postas em discussão foram dirimidas pelo Tribunal de origem de forma suficiente, fundamentada e sem omissões, devendo ser afastada a alegada violação ao art. 535 do CPC/73. Consoante entendimento desta Corte, não importa negativa de prestação jurisdicional o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pela parte recorrente, decidindo de modo integral a controvérsia posta. Precedentes. 2. De acordo com a jurisprudência desta Corte Superior, "Existem limites das matérias a serem suscitadas nos embargos à adjudicação, pois somente se pode arguir nulidade de execução, pagamento, novação, transação ou prescrição desde que ocorridos após a penhora, operando-se a preclusão sobre as questões não suscitadas no momento processual oportuno." (AgInt no AREsp n. 695.881/MT, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 16/9/2019, DJe de 19/9/2019). Incidência da Súmula 83/STJ. 2.1. Derruir as conclusões da Corte estadual, no sentido de aferir a nulidade da execução, demandaria a reanálise da matéria fático-probatória dos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. Precedentes. 3. Para rever a conclusão do Tribunal local, de que a matéria afeta à desconsideração da personalidade jurídica estaria acobertada pela preclusão, seria necessário promover o reexame do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada pela Súmula 7/STJ. 4. Alterar o entendimento do Tribunal de origem, no sentido de aferir a ausência de inovação recursal, forçosamente, ensejaria em rediscussão de matéria fática, com o revolvimento das provas juntadas aos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. Precedentes. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 1.129.899/MG, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 5/6/2023, DJe de 14/6/2023.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA DEMANDADA. 1. Não se constata a alegada violação ao artigo 1.022 do CPC/15, porquanto os argumentos expostos pela parte foram apreciados, com fundamentação clara, coerente e suficiente pelo órgão julgador. 2. Alterar as conclusões do Tribunal de origem quanto à ocorrência de inovação recursal e à ausência de cerceamento de defesa demandaria nova incursão nas provas dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ. 3. A subsistência de fundamento inatacado, apto a manter a conclusão do acórdão impugnado impõe o desprovimento do apelo, a teor do entendimento disposto na Súmula 283 do STF, in verbis: "É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles". 4. A Corte local, interpretando as cláusulas do contrato e com amparado nas provas dos autos, reconheceu a culpa da ora agravante pela rescisão contratual. Logo, a alteração do ficou decidido encontra óbice no disposto nas Súmulas 5 e 7 do STJ. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 1.736.843/GO, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 26/10/2021, DJe de 4/11/2021.) Portanto, de rigor a incidência do óbice da Súmula 7/STJ. 2. Ante o exposto, com amparo no art. 932 do CPC/2015 c/c a Súmula 568/STJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA