AREsp 2055320 - ACORDAO
Negado provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem fundamentou de forma clara e suficiente as razões de decidir (afastando violação aos arts. 489, §1º, IV, e 1.022, I e II, do CPC) e porque, no caso, tendo a prestação de serviços advocatícios ocorrido de forma continuada, o termo a quo do prazo...
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- Parties
- Agravante: PLENOVALE FLORESTAL S/A; Advogado (falecido): VICENTE REINALDO TEIXEIRA PUGLIESI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado
- Outcome
- Agravo interno desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Prescrição, Termo a Quo, Renúncia Do Mandato, Súmula 83/stj, Contrato De Prestação De Serviços Advocatícios
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Parties
PLENOVALE FLORESTAL S/A
Agravante
VICENTE REINALDO TEIXEIRA PUGLIESI
Advogado (falecido)
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado
Legal Issues
- 1 Violação dos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, I e II, do CPC
- 2 Termo a quo do prazo prescricional para cobrança de honorários advocatícios em prestação continuada
- 3 Aplicabilidade da Súmula 83 do STJ
Ratio Decidendi
Negado provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem fundamentou de forma clara e suficiente as razões de decidir (afastando violação aos arts. 489, §1º, IV, e 1.022, I e II, do CPC) e porque, no caso, tendo a prestação de serviços advocatícios ocorrido de forma continuada, o termo a quo do prazo prescricional é a data da renúncia do mandato, entendimento em consonância com a jurisprudência do STJ, o que obsta o exame do recurso especial por força da Súmula 83/STJ.
Court Disposition
Agravo interno desprovido (negado provimento)
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 13/08/2024 a 19/08/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489, § 1º, IV, E 1022, I, II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS. FORMA CONTINUADA. PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO A QUO. DATA DA RENÚNCIA DO MANDATO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não ocorre violação dos arts. 489, § 1º, IV, e 1022, I, II, do CPC quando o tribunal de origem aprecia, com clareza, objetividade e de forma motivada, as questões que delimitam a controvérsia, ainda que não acolha a tese da parte insurgente. 2. O termo a quo do prazo prescricional de ação de cobrança de prestação de serviços advocatícios, que se deu de forma continuada, será a data da renúncia do mandato. Incidência da Súmula n. 83 do STJ. 3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO PLENOVALE FLORESTAL S/A interpõe agravo interno contra a decisão de fls. 430-433, que negou provimento ao agravo. A agravante, reiterando o conteúdo meritório do recurso, defende que (fls. 438-453 ): De fato, data vênia, a r. decisão agravada fundamentou-se apenas e tão somente em fundamentos genéricos, afirmando somente inexistir "prestação jurisdicional lacunosa ou deficitária", sem, contudo, apontar em que momento teria, o v. acórdão recorrido, analisado os argumentos da agravante capazes de conduzir a julgamento diverso, ou seja, argumentos capazes de comprovar a ocorrência de prescrição quanto à grande parte dos processos objeto da demanda de arbitramento de honorários, argumentos estes consistentes, em síntese, na comprovação de encerramento da prestação de serviços advocatícios e ocorrência de trânsito em julgado muitos anos antes da formalização a renúncia do mandato (o que ocorreu somente em 2015). O mesmo ocorre, na r. decisão agravada, quanto ao argumento da agravante acerca da existência de contratos escritos objeto da demanda de cobrança de honorários nº 0007261-39.2016.8.16.0194 com previsão de vencimento, devendo este ser o termo a quo do prazo prescricional. .. Enquanto as decisões citadas na r. decisão agravada tratam de revogação de poderes de processos que ainda estavam em andamento, o presente caso trata de revogação de poderes ocorrida anos após o encerramento dos processos nos quais se busca o arbitramento e cobrança de honorários, de maneira que não se pode concluir que o acórdão atacado por Recurso Especial está em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. Tal constatação fica evidente, quando da simples análise das razões recursais, pois os acórdãos paradigmas trazidos pela parte para confrontar a r. decisão atacada por recurso especial e demonstrar que ocorrência da prescrição, foram proferidos por esta Corte Superior. Ora, se os acórdãos paradigmas, que manifestam entendimento diverso do acórdão recorrido, foram proferidos pelo próprio STJ, evidente a inaplicabilidade da súmula 83 do STJ para obstar o processamento do recurso especial. .. Dessa maneira, o v. acórdão recorrido estabeleceu um único marco temporal para o início do prazo prescricional, ao entender que, embora alguns processos já estivessem arquivados há tempos, os serviços não teriam cessado, de modo que o termo inicial do prazo prescricional, tanto na ação de cobrança, quanto na ação de arbitramento, deve ser computado a partir da renúncia dos poderes pelo causídico, ocorrida em 2015, conforme se depreende dos trechos abaixo transcritos do v. acórdão: .. Requer a retratação da decisão agravada ou a submissão do presente recurso ao julgamento pelo Colegiado. A parte agravada apresentou impugnação ao recurso, às fls. 484-501. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489, § 1º, IV, E 1022, I, II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS. FORMA CONTINUADA. PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO A QUO. DATA DA RENÚNCIA DO MANDATO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não ocorre violação dos arts. 489, § 1º, IV, e 1022, I, II, do CPC quando o tribunal de origem aprecia, com clareza, objetividade e de forma motivada, as questões que delimitam a controvérsia, ainda que não acolha a tese da parte insurgente. 2. O termo a quo do prazo prescricional de ação de cobrança de prestação de serviços advocatícios, que se deu de forma continuada, será a data da renúncia do mandato. Incidência da Súmula n. 83 do STJ. 3. Agravo interno desprovido. VOTO A decisão agravada - proferida pelo Ministro Luis Felipe Salomão -adotou os fundamentos a seguir (fls. 431-433): É o relatório. DECIDO. 2. A irresignação não prospera. 3. Inicialmente, observa-se que não se viabiliza o recurso especial pela indicada violação dos artigos 1.022, I e II e 489, § 1º, IV, do Código de Processo Civil de 2015. Isso porque, embora rejeitados os embargos de declaração, o Tribunal de origem indicou adequadamente os motivos que lhe formaram o convencimento, analisando de forma clara, precisa e completa as questões relevantes do processo e solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entendeu cabível à hipótese. Não há falar, portanto, em prestação jurisdicional lacunosa ou deficitária apenas pelo fato de o acórdão recorrido ter decidido em sentido contrário à pretensão do recorrente. Ressalta-se que nos termos do artigo 1.022 do CPC, cabem embargos de declaração contra decisão judicial para esclarecer obscuridade ou eliminar contradição, corrigir erro material e/ou suprir omissão de ponto sobre o qual deveria ter se pronunciado o julgador, aí incluídas as condutas descritas no § 1º do artigo 489 do novel codex, caracterizadoras de carência de fundamentação válida. Nada obstante, não se prestam os aclaratórios ao simples reexame de questões já analisadas, com o intuito de dar efeito infringente ao recurso integrativo, como almeja a parte recorrente. 4. Quanto à prescrição entendeu a Corte de origem que em que pese tenham sido firmados dois contratos entre PLENOVALE FLORESTAL S/A e VICENTE REINALDO TEIXEIRA PUGLIESI (falecido) a prestação de serviços se deu de forma continuada, tendo o procurador prestado serviços advocatícios para a empresa desde então, naqueles casos envolvendo as áreas de terras litigiosas e assim sendo o termo Inicial do prazo prescricional é a data da renúncia do mandato, por tratar-se de prestação continuada. Consignou que o termo de renúncia foi apresentado em 15 de dezembro de 2015, com comprovante de recebimento em 16 de dezembro de 2015, e que as Ações foram propostas em 05 de julho de 2016 e 08 de novembro de 2017, não há que se falar em transcurso do prazo prescricional. Não é outro o posicionamento do STJ a respeito do termo inicial para contagem do prazo prescricional ser a data em que o cliente se torna ciente da renúncia ou revogação do mandato. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. ACÓRDÃO ESTADUAL DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ART. 25, V, DA LEI 8.906/94. TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DO STJ. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ. PRETENSÃO DE DISCUTIR O MOMENTO DA CIÊNCIA INEQUÍVOCA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Não configura ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 o fato de o Tribunal de origem, embora sem examinar individualmente cada um dos argumentos suscitados pelo recorrente, adotar fundamentação contrária à pretensão da parte, suficiente para decidir integralmente a controvérsia. 2. "Consoante cediço no STJ, nos casos de rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços advocatícios, a contagem do prazo prescricional quinquenal para exercício da pretensão de cobrança da verba honorária pactuada inicia-se da data em que o mandante/cliente é cientificado da renúncia ou revogação do mandato, à luz do artigo 25, inciso V, da Lei 8.906/94. Precedentes" (AgInt no AREsp 1.630.798/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 07/12/2020, DJe de 16/12/2020). 3. Estando o acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do STJ, o apelo nobre encontra óbice na Súmula 83/STJ.4. Agravo interno desprovido.(AgInt no AREsp 1063002/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 21/03/2022, DJe 19/04/2022) CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS AJUIZADA POR HERDEIROS. ADVOGADO FALECIDO QUE MANTEVE RELAÇÃO JURÍDICA COM O CLIENTE DE QUEM SE PRETENDE COBRAR OS HONORÁRIOS. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE OS HERDEIROS E O CLIENTE. HERDEIROS QUE NÃO DEDUZEM PRETENSÃO PRÓPRIA, MAS A PRETENSÃO DO ADVOGADO FALECIDO TRANSMITIDA PELA SAISINE. INAPLICABILIDADE DO PRAZO PRESCRICIONAL DECENAL RESIDUAL. APLICABILIDADE DO PRAZO QUINQUENAL ESPECÍFICO PREVISTO NO CC/2002 E NA LEI 8.906/94. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO. FALECIMENTO DO ADVOGADO. DESCABIMENTO. REGRA ESPECIAL RELACIONADA AO TERMO INICIAL, PREVISTA NA LEI Nº 8.906/94. TERMO INICIAL QUE SE CONTA DA REVOGAÇÃO OU RENÚNCIA DO MANDATO. PRESCRIÇÃO INOCORRENTE. 1- Os propósitos recursais consistem em definir o prazo prescricional e o termo inicial da prescrição da pretensão de arbitramento de honorários ajuizada pelos herdeiros do advogado que patrocinou os interesses do cliente. 2- Se apenas o advogado falecido manteve relação jurídica de serviços advocatícios com o cliente de quem se pretende cobrar os honorários, o fato de a ação ter sido ajuizada posteriormente ao seu falecimento pelos seus herdeiros não transforma a pretensão própria do advogado em pretensão própria dos herdeiros, uma vez que também as pretensões são transmissíveis com a morte pela saisine. 3- Dado que os herdeiros deduzem a mesma pretensão titularizada pelo advogado e que apenas fora a eles transmitida pela saisine, não se aplica à hipótese o prazo prescricional decenal e residual previsto no art. 205 do CC/2002, mas, sim, o prazo prescricional quinquenal especificamente previsto nos arts. 25 da Lei nº 8.906/94 e 206, §5º, II, do CC/2002. 4- Fixada a premissa de que os herdeiros não deduzem pretensão própria ao pleitear os honorários, descabe estabelecer, como termo inicial da prescrição, a data do falecimento do advogado que prestou os serviços advocatícios ao cliente, especialmente quando houver revogação ou renúncia ao mandato, como na hipótese, caso em que esse será o termo inicial, nos exatos termos do art. 25, V, da Lei nº 8.906/94. 5- Recurso especial conhecido e provido, a fim de afastar a prescrição e determinar que seja rejulgada a apelação pelo TJ/SP, nos limites das questões devolvidas pelos recorrentes.(REsp 1745371/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Rel. p/ Acórdão Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/10/2021, DJe 03/11/2021) AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/1973. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC/1973. APLICAÇÃO DE MULTA. REEXAME FÁTICO DOS AUTOS. SÚMULA N. 7/STJ. VERBA HONORÁRIA. ESPÓLIO. RESCISÃO UNILATERAL DO CONTRATO. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. TERMO INICIAL. DATA DA CIÊNCIA DA RENÚNCIA OU DA REVOGAÇÃO DO MANDATO. 1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao deslinde da controvérsia, não se configurando omissão, contradição ou negativa de prestação jurisdicional. 2. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula n. 7/STJ). 3. A jurisprudência do STJ firmou o entendimento no sentido de que, não havendo conflito de interesses entre os herdeiros, as despesas de verba honorária do advogado constituído pelo inventariante devem ser suportadas pelo espólio. 4. De acordo com a jurisprudência desta Corte, "nos casos em que ocorrida rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços advocatícios, a contagem do prazo prescricional quinquenal para exercício da pretensão de cobrança da verba honorária pactuada inicia-se da data em que o mandante/cliente é cientificado da renúncia ou revogação do mandato, à luz do artigo 25, inciso V, da Lei 8.906/94" (AgRg no Ag 1.351.861/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 25.3.2014, DJe de 4.4.2014).5. Agravo interno a que se nega provimento.(AgInt nos EDcl no AREsp 929.070/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 27/08/2020) Portanto, no caso concreto, as razões recursais encontram óbice na Súmula 83 do STJ, que determina a pronta rejeição dos recursos a ele dirigidos, quando o entendimento adotado pelo e. Tribunal de origem estiver em conformidade com a jurisprudência aqui sedimentada, entendimento aplicável aos recursos especiais tanto fundados na alínea "a" quanto na alínea "c" do permissivo constitucional. 4. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Havendo nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. Presente essa motivação decisória e considerando os argumentos recursais ora expostos, a irresignação não reúne condições de êxito. Vê-se que a alegada ofensa aos arts. 489, § 1º, IV, e 1022, I, II, do CPC foi afastada porque a Corte de origem examinara e decidira, de modo claro e objetivo, as questões que delimitam a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa nulificar o acórdão recorrido. Esclareça-se que o órgão colegiado não está obrigado a repelir todas as alegações expendidas no recurso, pois basta que se atenha aos pontos relevantes e necessários ao deslinde do litígio e adote fundamentos que se mostrem cabíveis à prolação do julgado, ainda que, relativamente às conclusões, não haja a concordância das partes. Reitera-se que o entendimento disposto pelo Tribunal de origem - o termo a quo do prazo prescricional para ação de cobrança pela prestação de serviços advocatícios, que se deu de forma continuada, será a data da renúncia do mandato - encontra-se em consonância com o desta Corte Superior de Justiça. Dessa forma, a incidência da Súmula n. 83 do STJ foi medida que se impôs. Portanto, a recorrente não logrou êxito em apresentar argumentos suficientes que justificassem a alteração do decisum agravado, que deve ser mantido por seus próprios fundamentos. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.