REsp 1963612 - DECISAO
O recurso especial não merece conhecimento porque, mesmo que provido e restabelecida a sentença condenatória, a pretensão punitiva estaria prescrita nos termos do art. 109, VI, do Código Penal, pois já se passaram mais de três anos desde o último marco interruptivo (a sentença condenatória).
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição, Prova Documental, Autenticação De Fotocópias, Recurso Especial, Art. 306 Do CTB, Embargos De Declaração
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 prescrição da pretensão punitiva
- 2 admissibilidade de prova documental por fotocópia
- 3 necessidade de demonstração de prejuízo para nulidade por falta de autenticação
Ratio Decidendi
O recurso especial não merece conhecimento porque, mesmo que provido e restabelecida a sentença condenatória, a pretensão punitiva estaria prescrita nos termos do art. 109, VI, do Código Penal, pois já se passaram mais de três anos desde o último marco interruptivo (a sentença condenatória).
Court Disposition
Não conheço do recurso especial.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, com fundamento no art. 105, inciso III, ""a", da Constituição Federal, interpõe recurso especial contra acórdão prolatado pelo Tribunal estadual (Embargos de Declaração na Apelação n. 0299267-87.2019.8.21.7000). O recorrente aponta como violados os arts. 563, 564, IV, 571, II, e 572, inciso I, todos do Código de Processo Penal. Assinala que a prova da materialidade foi devidamente juntada ao processo, ainda que por fotocópia. Entende que o reconhecimento de eventual nulidade por falta de autenticação da fotocópia dependeria de arguição em tempo oportuno e de demonstração do prejuízo, situações que não ocorreram nos presentes autos. Pleiteia o restabelecimento da condenação do réu. O Ministério Público Federal opinou pelo conhecimento e pelo provimento do reclamo. Decido. Por meio de sentença proferida em 15/1/2019, recorrido foi condenado a cumprir 6 meses detenção, mais multa, em regime aberto, por incursão no art. 306 do CTB. A pena privativa de liberdade foi substituída por uma restritiva de direito consistente em prestação de serviços comunitários ou a entidade pública, à razão de uma hora trabalhada por dia de condenação. O Tribunal a quo deu provimento ao apelo defensivo e absolveu o réu. Opostos embargos de declaração pelo ora recorrente, eles foram eles foram acolhidos, sem efeito infringente. Esse acórdão foi publicado em 4/11/2020. Em que pesem os argumentos do recorrente, verifico que não há utilidade ou necessidade de conhecer e julgar o presente recurso. Isso porque, mesmo que provido o especial e restabelecida a sentença condenatória, a condenação estaria prescrita, nos termos do art. 109, VI, do Código Penal, haja vista que, desde o último marco interruptivo - a sentença condenatória - até a presente data, já se passaram mais de 3 anos. À vista do exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA