AREsp 2788368 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno por entender que não houve omissão no acórdão atacado e que as alterações pretendidas quanto à não ocorrência de prescrição e à alteração dos honorários sucumbenciais implicariam reexame do conjunto fático-probatório, procedimento vedado em recurso especial conforme a Súmula...
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- Parties
- Agravante: Elias Cidral
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (sessão Virtual)
- Outcome
- Agravo interno não provido; negar provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Prescrição, Honorários Sucumbenciais, Negativa De Prestação Jurisdicional, Reexame De Matéria Fático Probatória, Súmula 7/stj, Execução De Título Judicial
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Parties
Elias Cidral
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Violação ao art. 1.022, I e II, do CPC (alegada negativa de prestação jurisdicional)
- 2 Prescrição da pretensão executória
- 3 Condenação em honorários sucumbenciais
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno por entender que não houve omissão no acórdão atacado e que as alterações pretendidas quanto à não ocorrência de prescrição e à alteração dos honorários sucumbenciais implicariam reexame do conjunto fático-probatório, procedimento vedado em recurso especial conforme a Súmula 7/STJ; portanto mantém-se a decisão que acolheu a impugnação ao cumprimento de sentença e imputou à parte exequente os ônus sucumbenciais.
Court Disposition
Agravo interno não provido; negar provimento ao agravo interno.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Obstar o recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional por não atendimento dos arts. 1.029, §1º, do CPC e 255, §1º, do RISTJ.
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/05/2025 a 12/05/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022, I E II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICA. NECESSIDADE. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. 1. Não ocorreu omissão no aresto combatido, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. 2. A alteração das premissas adotadas pela Corte de origem, quanto à não ocorrência de prescrição e à alteração dos honorários sucumbenciais, tal como proposta pela parte recorrente, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO SÉRGIO KUKINA (Relator): Trata-se de agravo interno interposto por Elias Cidral desafiando decisão que negou provimento ao agravo em recurso especial, sob os seguintes fundamentos: (I) inexistência de ofensa ao artigo 1.022, I e II, do CPC; e (II) a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem demandaria novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada pela Súmula 7/STJ. A parte agravante, em suas razões, repisa seus argumentos em relação à negativa de prestação jurisdicional bem como quanto à não aplicação ao caso de reexame de provas dos autos, sob a alegação de que, "a par d e a União ter sido regularmente intimada e não ter se insurgido em face da decisão, no Evento 27, ATOORD1, de 24/11/2020, o ato ordinatório intima as partes do trânsito em julgado do cumprimento de sentença nº 5006876-79.2011.4.04.7200/SC. Portanto, o trânsito em julgado do referido processo ocorreu a menos de 5 (cinco) anos. Ademais, com todo o respeito, não se pode inferir que o juiz, logo após o pedido de execução do julgado com base na decisão exarada nos autos 2004.72.00.009975-2 tenha proferido uma decisão que não tenha qualquer relação com os pedidos contidos na petição de execução. .. não cabe à parte se imiscuir nas atividades internas da Vara Judicial. Se o próprio juiz indeferiu a execução de sentença em face de petição da parte exequente, a afirmação de que houve a prescrição não tem qualquer cabimento, haja vista que os pedidos da parte não foram considerados pela Vara Judicial, que, sim, requereu a execução do julgado. .. Com efeito, o erro judiciário foi provocado pela reunião de um processo físico e um eletrônico numa só ação, que resultou na decisão de indeferimento do pedido tempestivo de execução de sentença transitada em julgado e na inação da vara judicial. Assim, a decisão contida no r. acórdão do T ribunal a quo, que considerou prescrita a pretensão executória, deixou de considerar que a parte exequente cumpriu, tempestivamente, todas as formalidades visando o cumprimento de sentença transitada em julgado, juntando os cálculos e requerendo a citação da União, o que não foi providenciado pela vara judicial. .. registra-se o lamentável e flagrante equívoco contido na decisão em relação ao pedido de execução de sentença (que foi requerido nos autos 5006876- 79.2011.4.04.7200 em face da sentença transitada em julgado na ação 2004.72.00.009975-2 (que era processo físico) e não com base na ação 5018520- 19.2011.404.7200, que nem havia transitado em julgado). .. Como se vê, o fundamento do acórdão revela uma falsa dicotomia, haja vista que pretende tornar irrelevante o pedido TEMPESTIVO de execução do julgado, requerido em 28/06/2014, ao mesmo tempo em que empresta relevância à renovação do pedido, requerido em 12/01/2021. E o que é mais significativo: em nenhum momento se refere à inação da vara judicial, que não deu o andamento processual ao pedido realizado em 28/06/2014" (fls. 347/352). Aduz que, "caso reste reconhecida a não efetividade da prestação jurisdicional do seu direito reconhecido por decisão transitada em julgado, não há razão que justifique a condenação nas despesas do processo e honorários advocatícios. Como se verifica, é evidente o equívoco do v. acórdão que deveria atentar não somente à sucumbência, mas também ao princípio da causalidade, segundo o qual a parte que deu causa à instauração do processo deve suportar as despesas dele decorrentes. .. A decisão do T ribunal a quo entendeu que houve prescrição, sem atentar para o fato de que a parte exequente não foi responsável e, sim, a vara judicial que não deu andamento normal ao processo após o pedido tempestivo de execução/cumprimento de sentença. E referido entendimento diverge dos entendimentos dos acórdãos paradigmas, ao responsabilizar a parte pela morosidade na tramitação do processo que resultou na decisão de prescrição" (fl. 357). As razões do recurso não foram impugnadas. É o relatório. EMENTA SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022, I E II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICA. NECESSIDADE. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. 1. Não ocorreu omissão no aresto combatido, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. 2. A alteração das premissas adotadas pela Corte de origem, quanto à não ocorrência de prescrição e à alteração dos honorários sucumbenciais, tal como proposta pela parte recorrente, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno não provido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO SÉRGIO KUKINA (Relator): A irresignação não merece acolhimento, tendo em conta que a parte agravante não logrou desenvolver argumentação apta a desconstituir os fundamentos adotados pela decisão recorrida. Como asseverado, verifica-se não ter ocorrido qualquer omissão no aresto combatido, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. A propósito, " n ão há que se falar em negativa de prestação jurisdicional, visto que tal somente se configura quando, na apreciação de recurso, o órgão julgador insiste em omitir pronunciamento sobre questão que deveria ser decidida, e não foi. .. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza negativa de prestação jurisdicional" (AgInt no AREsp 879.172/MG, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 22/9/2016, DJe de 28/9/2016). Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC/73. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MINISTÉRIO PÚBLICO. ATUAÇÃO COMO PARTE. INTERVENÇÃO COMO FISCAL DA LEI. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES DO STJ. ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. REQUISITOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. QUESTÃO DE MÉRITO AINDA NÃO JULGADA, EM ÚNICA OU ÚLTIMA INSTÂNCIA, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 735/STF. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. .. III. Não há falar, na hipótese, em violação ao art. 535 do CPC/73, porquanto a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, de vez que os votos condutores do acórdão recorrido e do acórdão dos Embargos Declaratórios apreciaram fundamentadamente, de modo coerente e completo, as questões necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes, contudo, solução jurídica diversa da pretendida. .. VII. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 698.557/BA, rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 13/9/2016, DJe de 27/9/2016.) Ademais, colhe-se do acórdão o seguinte trecho, verbis (fls. 94/95): Em que pese ponderáveis os argumentos deduzidos pelo(a) agravante, não há reparos à decisão agravada. Senão vejamos. Por primeiro, cabe destacar que as partes foram intimadas de que o processo 2004.72.009975-2 passou a tramitar eletronicamente, sob o nº 5006876-79.2011.4.04.7200 (evento 12 dos autos originários, DECISÃO27, OUT29 e ATOORD30), não podendo o(o) exequente alegar o desconhecimento desse fato. No que tange ao reconhecimento da prescrição do pagamentos dos atrasados anteriores a dezembro de 2004, cabe destacar que é firme na jurisprudência a orientação no sentido de que a prescrição da ação de conhecimento e a da execução são distintas, exceto no tocante ao período de cinco anos. Assim, a partir do trânsito em julgado da sentença iniciou-se novo prazo quinquenal para a execução, e não o reinício do prazo anterior (único) pela metade. Nesse sentido, o enunciado da Súmula 150 do STF: "Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação". In casu, ainda que o trânsito em julgado do título executivo tenha ocorrido em 25-09-2009, e a petição de execução tenha sido corretamente encartada, em 26- 06-2014, no processo autuado eletronicamente sob nº 5006876- 79.2011.4.04.7200, referente ao processo digitalizado sob nº 2004.72.00.009975-2, e a execução tenha sido a esse processo direcionada (evento 18 dos autos originários), o autor/exequente, diante da decisão que indeferiu o pedido de execução de sentença, .. porquanto não houve o trânsito em julgado, de forma que ainda não existe título judicial (evento 20 dos autos originários), deveria ter se insurgido, uma vez que ciente de que estava executando decisão transitada em julgado desde o ano de 2009. Não obstante, devidamente intimado da decisão, permaneceu inerte e, conforme bem destacado pelo magistrado a quo, .. conquanto se possa perquirir se o ato de aforamento, em 28-6-2014 - daquela execução rejeitada pudesse caracterizar interrupção da fluência prescricional, cabe notar que a execucional do Ev33 sub examine foi interposta em 12-1-2021 mais de seis anos após, hipótese em que a pretensão estaria fulminada pela prescrição quinquenal do Decreto 20.910/32. Destarte, irretocável a decisão agravada no ponto. Relativamente aos ônus sucumbenciais, não há reparos à decisão agravada, porquanto, tendo sido acolhida a impugnação ao cumprimento de sentença, decisão que ora é ratificada, deve arcar o(a) exequente com o ônus das custas e o pagamento de honorários advocatícios à impugnante. Nesse contexto, está correta a decisão ao observar que a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem, quanto à não ocorrência de prescrição e à alteração dos honorários sucumbenciais, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. No mesmo sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. TEMA 880/STJ. MODULAÇÃO DOS EFEITOS. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 7/STJ. PROVIMENTO NEGADO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos EDcl no REsp 1.336.026/PE, relator Ministro Og Fernandes, Primeira Seção, DJe 30/6/2017, sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 880), firmou entendimento no sentido de que "para as decisões transitadas em julgado até 17/3/2016 (quando ainda em vigor o CPC/1973) e que estejam dependendo, para ingressar com o pedido de cumprimento de sentença, do fornecimento pelo executado de documentos ou fichas financeiras (tenha tal providência sido deferida, ou não, pelo juiz ou esteja, ou não, completa a documentação), o prazo prescricional de 5 anos para propositura da execução ou cumprimento de sentença conta-se a partir de 30/6/2017". 2. O Tribunal de origem, após a análise dos autos, observou que, "restou inequívoca a dificuldade dos apelantes em obterem junto à Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças do Estado os demonstrativos de pagamento para levantamento dos cálculos (f. 451), e, considerando que o trânsito em julgado operou-se antes de 30.06.2016, não há falar em prescrição da pretensão executória sobretudo porque entre a data da justificativa para a elaboração dos cálculos (04.02.2004) (f. 451) e a data da efetiva entrega da memória descritiva do crédito (09.01.2009) (f. 465), não houve o decurso do prazo de cinco anos" (fl. 995). 3. Entendimento diverso, conforme pretendido, implicaria o reexame do contexto fático-probatório dos autos, circunstância que redundaria na formação de novo juízo acerca dos fatos e provas, e não na valoração dos critérios jurídicos concernentes à utilização da prova e à formação da convicção, o que impede o conhecimento do recurso especial quanto ao ponto. Sendo assim, incide no caso a Súmula 7 do STJ, segundo a qual "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.083.658/MG, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 19/6/2023, DJe de 22/6/2023.) PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO COLETIVA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SUBSTITUTO PROCESSUAL. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. RECONHECIMENTO DO DIREITO PELO EXECUTADO. RECURSO ESPECIAL. ÓBICES DE ADMISSIBILIDADE. ACÓRDÃO DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO. DECISÃO MANTIDA. I - Na origem, o Distrito Federal, em 29/6/2020, interpôs agravo de instrumento contra decisão que, em cumprimento individual de sentença coletiva, rejeitou a impugnação apresentada em que aponta excesso de execução no valor de R$ 34.057,30 (trinta e quatro mil, cinquenta e sete reais e trinta centavos). O TJDFT deu parcial provimento ao agravo de instrumento do ente público, ficando consignado que, interrompido o prazo prescricional na data da deflagração do cumprimento coletivo de sentença, aproveitando a interrupção os substituídos pelo sindicato, o prazo prescricional incidente se reinicia, pela metade, da data da interrupção ou do último ato do processo. O recurso especial interposto foi inadmitido. II - Consoante pacífica jurisprudência desta Corte, o ajuizamento de ação de execução coletiva pelo legitimado extraordinário interrompe a contagem do prazo prescricional, não havendo que se falar em inércia dos credores individuais. Confira-se: AgInt no AREsp n. 1.238.993/GO, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 1º/3/2021, DJe 8/3/2021; AgInt no AgInt no AREsp n. 1.074.006/MS, relator Ministro Lázaro Guimarães (Desembargador convocado do TRF 5ª Região), Quarta Turma, julgado em 12/6/2018, DJe 20/6/2018). III - Também o entendimento de que, no curso do processo, o prazo prescricional permanece suspenso, voltando a correr apenas a partir do último ato processual da causa interruptiva, é objeto de jurisprudência pacífica e atual desta Corte. Confira-se: AgInt no REsp n. 1.966.838/DF, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 13/6/2022, DJe de 15/6/2022. IV - Além disso, o Tribunal a quo, às fls. 388-395, consignou que o Distrito Federal, nos autos da execução coletiva, praticou ato inequívoco de reconhecimento do direito do ora exequente, de modo que, independentemente de a referida execução coletiva promovida pelo sindicato ter sido atingida ou não pela prescrição, isso não influenciaria o presente cumprimento individual de sentença, uma vez que houve ato inequívoco que interrompeu a prescrição. V - Além disso, ainda que se considere a retomada do prazo prescricional pela metade, como acertadamente explicitado pela Corte de origem, "a agravada postulara sua desistência nos autos do cumprimento de sentença no dia 06.06.2019 9 , e ajuizara o presente cumprimento individual em 04.12.2019, não sobejando possível se afirmar o implemento da prescrição, sustentado pelo agravante" (fl. 390). Assim, tendo o ora exequente iniciado o cumprimento individual de sentença apenas seis meses após o reinício da fluência do prazo prescricional, não há que se falar em prescrição da pretensão executória. VI - Ademais, para rever tal posição, mormente acerca do ato inequívoco de reconhecimento do direito do exequente - premissa contra a qual se insurge o agravante - e, ainda, quanto ao respeito ou não do prazo prescricional, e interpretar os dispositivos legais indicados como violados, seria necessário o reexame dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ. VII - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.992.593/DF, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 3/10/2022, DJe de 5/10/2022.) Pelos mesmos motivos, segue obstado o recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional, sendo certo que não foram atendidas as exigências dos arts. 1.029, § 1º, do CPC; e 255, § 1º, do RISTJ. ANTE O EXPOSTO, nega-se provimento ao agravo interno. É o voto.