REsp 1608553 - DECISAO
O recurso especial foi julgado prejudicado em razão de a matéria principal estar afetada ao Tema 1.039/STJ, devendo aguardar-se a fixação da tese por este Superior Tribunal de Justiça; determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que este profira o juízo de conformação ou manutenção do acórdão...
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- Parties
- Recorrente: Adao Ademar da Rocha e outros; Recorrido/legitimado: Caixa Econômica Federal (CEF)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Prejudicado E Autos Devolvidos Ao Tribunal De Origem (sobrestamento Em Razão Do Tema 1.039/stj)
- Outcome
- recurso especial julgado prejudicado
- Legal Topics
- Prescrição, Seguro Habitacional, Sistema Financeiro Da Habitação (sfh), Competência Da Justiça Federal, Legitimidade Passiva, Contrato Quitado/contrato De Mútuo Extinto
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Parties
Adao Ademar da Rocha e outros
Recorrente
Caixa Econômica Federal (CEF)
Recorrido/legitimado
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Prejudicado E Autos Devolvidos Ao Tribunal De Origem (sobrestamento Em Razão Do Tema 1.039/stj)
Legal Issues
- 1 fixação do termo inicial da prescrição da pretensão indenizatória em face de seguradora nos contratos, ativos ou extintos, do SFH (Tema 1.039)
- 2 existência de cobertura securitária após liquidação do contrato de financiamento habitação
- 3 legitimidade ativa/passiva da Caixa Econômica Federal e competência da Justiça Federal
Ratio Decidendi
O recurso especial foi julgado prejudicado em razão de a matéria principal estar afetada ao Tema 1.039/STJ, devendo aguardar-se a fixação da tese por este Superior Tribunal de Justiça; determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que este profira o juízo de conformação ou manutenção do acórdão local nos termos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC.
Court Disposition
recurso especial julgado prejudicado
Orders
- Julgo prejudicado o recurso especial.
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que, nos termos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC, seja realizado o juízo de conformação ou manutenção do acórdão local face ao que vier a ser decidido por este Superior Tribunal de Justiça sobre o Tema 1.039.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial manejado por Adao Ademar da Rocha e outros com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF, contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (fl. 1.732): ADMINISTRATIVO. SFH. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA FEDERAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. VICIOS CONSTRUTIVOS. COBERTURA SECURITÁRIA. CONTRATO JÁ LIQUIDADO. 1. Tendo a CEF manifestado seu interesse no feito em face das apólices públicas (ramo 66) envolvidas na demanda, deve ser reconhecida a sua legitimidade passiva e, consequentemente, a competência da Justiça Federal para apreciação da lide. 2. Não pode o atual proprietário do imóvel se utilizar dessa condição para buscar a responsabilidade da CEF por danos no bem, sendo que nem contratou o seguro ou sequer contratou o mutuo que se vincularia o seguro. 3. O contrato de seguro tem vigência simultânea com o contrato de mútuo. Assim, uma vez extinto este, automaticamente, é extinto aquele que o acompanha. 4. A aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor aos contratos habitacionais vinculados ao SFH não importa, por si só, no reconhecimento automático da abusividade ou ilegalidade das cláusulas contratuais. Incumbe à parte demonstrar de forma objetiva o alegado desequilíbrio contratual, bem como eventuais pactuações que possam macular o negócio jurídico. Opostos embargos declaratório, foram rejeitados (fls. 1.795/1.809). A parte recorrente aponta violação aos arts. 50, parágrafo único, 87 do CPC; . Sustenta, em resumo, que: (I) inexiste interesse jurídico da CEF a atrair a competência da Justiça federal, devendo o feito tramitar na Justiça estadual; (II) deve ser aplicada o prazo vintenário para a prescrição, mesmo em se tratando de contrato extinto, tendo em vista que os vícios ocorreram durante a sua vigência; e (III) o contrato de gaveta é válido para a cobertura securitária. Decisão de admissibilidade proferida às fls. 2.725/2.728, por meio da qual foi negado seguimento ao reclamo quanto à matéria de que trata o Tema 1.011/STF, ao tempo em que restou admitido sobre o conteúdo recursal restante. No decisum constou, ainda, que há "controvérsia a respeito da existência de cobertura securitária após a liquidação do contrato" (fl. 2.728). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. De início, acerca da matéria trazida à discussão, cumpre dizer que se encontra pendente de análise no âmbito deste Sodalício, sob a sistemática dos recursos repetitivos, a seguinte questão jurídica: "Fixação do termo inicial da prescrição da pretensão indenizatória em face de seguradora nos contratos, ativos ou extintos, do Sistema Financeiro de Habitação" (Tema 1.039). A proposta de afetação foi acolhida pela Segunda Seção do STJ, em acórdão assim ementado: PROPOSTA DE AFETAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. RITO DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. SEGURO HABITACIONAL. VÍCIO DE CONSTRUÇÃO. PRESCRIÇÃO. CONTRATO QUITADO. 1. Delimitação da controvérsia: "Fixação do termo inicial da prescrição da pretensão indenizatória em face de seguradora nos contratos, ativos ou extintos, do Sistema Financeiro de Habitação." 2. Recurso especial afetado ao rito do artigo 1.036 do Código de Processo Civil. (ProAfR no REsp n. 1.799.288/PR, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Segunda Seção, julgado em 3/12/2019, DJe de 9/12/2019) Note-se que, em sessão realizada aos 7/3/2024, a Segunda Seção, acolhendo questão de ordem suscitada no bojo do REsp 1.799.288/PR, afetou o julgamento do Tema 1.039 à Corte Especial. Ademais, verifica-se que este Sodalício já expressou sua posição de que a discussão sobre a falta de interesse processual decorrente da liquidação do contrato de financiamento habitacional e sua relação com a cobertura securitária está abarcada pelo Tema 1.039/STJ. Nesse vértice, veja-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DESTA CORTE. DETERMINAÇÃO DE DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. MATÉRIA AFETADA SOB O RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS. TEMA N. 1.039/STJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I - Trata-se de agravo interno interposto contra decisão da Presidência desta Corte, que determinou a devolução dos autos ao Juízo de primeira grau, tendo em vista a já existência de determinação de sobrestamento contida no acórdão recorrido, em razão de a matéria objeto da demanda encontrar-se afetada para julgamento sob a sistemática dos recursos repetitivos (Tema n. 1.039). II - A decisão proferida pela Presidência desta Corte deve ser mantida, pois a questão discutida nos presentes autos - relacionada à falta de interesse de agir nos contratos de mútuo extintos objetivando cobertura securitária - encontra-se abarcada pelo Tema n. 1.039/STJ, afetado à Segunda Seção deste Superior Tribunal de Justiça. III - Agravo interno improvido. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.079.383/RS, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 26/2/2024, DJe de 28/2/2024) No mesmo sentido, foram proferidas as decisões monocráticas: REsp n. 2.129.091, Ministra Regina Helena Costa, DJe de 11/04/2024; REsp n. 1.608.436, Ministro Mauro Campbell Marques, DJe de 02/04/2024; e REsp n. 2.115.065, Ministro Benedito Gonçalves, DJe de 26/02/2024 Nesse contexto, impõe-se aguardar o exaurimento da jurisdição do Tribunal a quo, a qual apenas se esgotará com a fixação da tese por este STJ, oportunidade em que a Corte de origem, relativamente ao recurso especial lá sobrestado, haverá de observar o iter delineado nos arts. 1.040 e 1.041 do CPC. A propósito, confiram-se os seguintes acórdãos: EDcl no AgRg no REsp n. 1.510.988/PR, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 4/12/2023, DJe de 7/12/2023; EDcl no AgInt no REsp n. 1.922.773/PE, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 11/9/2023, DJe de 15/9/2023; e EDcl nos EDcl no AgInt no AREsp n. 1.750.982/RS, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 6/6/2023, DJe de 15/6/2023. Observa-se, ainda, que, de acordo com o artigo 1.041, § 2º, do referido diploma legal, "quando ocorrer a hipótese do inciso II do caput do art. 1.040 e o recurso versar sobre outras questões, caberá ao presidente ou ao vice-presidente do Tribunal recorrido, depois do reexame pelo órgão de origem e independentemente de ratificação do recurso, sendo positivo o juízo de ad missibilidade, determinar a remessa do recurso ao tribunal superior para julgamento das demais questões", cuja diretriz metodológica, por certo, deve alcançar também aqueles feitos que já tenham ascendido a este STJ. ANTE O EXPOSTO, julgo prejudicado o recurso e determino a devolução dos autos, com a respectiva baixa, ao Tribunal de origem, onde, nos termos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC, deverá ser realizado o juízo de conformação ou manutenção do acórdão local frente ao que vier a ser decidido por este Superior Tribunal de Justiça sobre o tema recursal, na sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.039). Publique-se. EMENTA