REsp 2136504 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o capítulo do recurso especial relativo ao art. 1.022 do CPC foi formulado de modo genérico, incorrendo, por analogia, no óbice da Súmula 284/STF, e porque a revisão da conclusão do Tribunal de origem sobre a suspensão do prazo prescricional (fundamentada no art. 34 da...
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- Parties
- Agravante: ESTADO DO PARANÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgado (sessão Virtual Da Primeira Turma)
- Outcome
- Agravo interno a que se nega provimento (por unanimidade)
- Legal Topics
- Prescrição, Suspensão Do Prazo Prescricional, Art. 1.022 Do CPC, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf, Cumprimento De Sentença Coletiva
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Parties
ESTADO DO PARANÁ
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgado (sessão Virtual Da Primeira Turma)
Legal Issues
- 1 alegação de violação ao art. 1.022 do CPC por meio genérico
- 2 incidência, por analogia, da Súmula 284 do STF
- 3 suspensão do prazo prescricional nos termos do art. 34 da Lei nº 13.140/2015
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o capítulo do recurso especial relativo ao art. 1.022 do CPC foi formulado de modo genérico, incorrendo, por analogia, no óbice da Súmula 284/STF, e porque a revisão da conclusão do Tribunal de origem sobre a suspensão do prazo prescricional (fundamentada no art. 34 da Lei nº 13.140/2015 e no Tema Repetitivo nº 877/STJ) exigiria reexame de fatos e provas, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo interno a que se nega provimento (por unanimidade)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 10/06/2025 a 16/06/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. ART. 1.022 DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. PRESCRIÇÃO. SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. PROVIMENTO NEGADO. 1. Agravo interno interposto da decisão que não conheceu do recurso especial. 2. É deficiente o capítulo do recurso especial em que é alegada a ofensa ao art. 1.022 do Código de Processo Civil (CPC) de forma genérica, sem a indicação específica dos pontos sobre os quais o julgador deveria ter se manifestado, por impossibilitar a compreensão da controvérsia. Incidência, por analogia, do óbice previsto na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal (STF). 3. O Tribunal de origem afastou a prescrição com o fundamento de que "demonstrou-se que o prazo prescricional, iniciado com o trânsito em julgado da sentença coletiva (08/04/2016), conforme Tema Repetitivo nº 877/STJ, foi suspenso em 06/10/2020 (art. 34 da Lei nº 13.140/2015), retomando seu curso apenas em 30/10/2011, de modo que os 05 anos para execução do julgado somente se consumaram em 30/05/2022". A revisão das conclusões adotadas no acórdão recorrido demandaria o reexame de fatos e de provas, o que é inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 4. Agravo interno a que se nega provimento.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO PARANÁ da decisão de minha relatoria de fls. 519/522. A parte recorrente alega o seguinte: (1) " .. o pedido de pronunciamento, em sede de embargos de declaração, refere-se a questões relevantes para a solução do processo e o Eg STJ tem entendimento já sedimentado no sentido de ser nula a decisão do Tribunal que recusa a se pronunciar sobre a matéria" (fl. 532); (2) "não tendo aplicação o enunciado de Súmula n. 07/STJ, pugna-se pelo conhecimento e provimento do recurso de forma a se reconhecer a prescrição na espécie, tendo em vista que o prazo prescricional da obrigação de pagar e da obrigação de fazer é único, correndo de forma independente para cada espécie de obrigação, com início do trânsito em julgado" (fls. 535/536). Requer a reconsideração da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo órgão colegiado competente. A parte adversa não apresentou impugnação (fls. 312/321). É o relatório. EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. ART. 1.022 DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. PRESCRIÇÃO. SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. PROVIMENTO NEGADO. 1. Agravo interno interposto da decisão que não conheceu do recurso especial. 2. É deficiente o capítulo do recurso especial em que é alegada a ofensa ao art. 1.022 do Código de Processo Civil (CPC) de forma genérica, sem a indicação específica dos pontos sobre os quais o julgador deveria ter se manifestado, por impossibilitar a compreensão da controvérsia. Incidência, por analogia, do óbice previsto na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal (STF). 3. O Tribunal de origem afastou a prescrição com o fundamento de que "demonstrou-se que o prazo prescricional, iniciado com o trânsito em julgado da sentença coletiva (08/04/2016), conforme Tema Repetitivo nº 877/STJ, foi suspenso em 06/10/2020 (art. 34 da Lei nº 13.140/2015), retomando seu curso apenas em 30/10/2011, de modo que os 05 anos para execução do julgado somente se consumaram em 30/05/2022". A revisão das conclusões adotadas no acórdão recorrido demandaria o reexame de fatos e de provas, o que é inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 4. Agravo interno a que se nega provimento. VOTO A respeito da alegação de violação ao art. 1.022 do Código de Processo Civil, a parte recorrente não informou a questão sobre a qual o Tribunal de origem deveria ter se manifestado. Ela se restringiu a alegações genéricas, o que impediu a compreensão do ponto controvertido. Confira-se (fls. 364/365): Concluiu a v. decisão que o prazo prescricional foi suspenso pelo período de 150 dias e como não houve inércia da parte credora, não ocorreu a prescrição. Foram opostos embargos de declaração pelo Estado do Paraná. Alegou o ente público que: a) houve obscuridade, eis que a v. decisão confundiu os presentes exequentes individuais com o sindicato autor da ação coletiva, além de a questão versar sobre prescrição executória, e a r. decisão mencionar prescrição intercorrente. b) houve erro de premissa, pois o pedido formulado pelo sindicato, nomeado de "cumprimento de sentença", não veicula pretensão de execução do título judicial formado nos autos n. 0003203-59.2008.8.16.0004, eis que apenas almejava a obtenção das fichas financeiras dos substituídos; c) houve omissão, eis que não foram aplicados os Temas Repetitivos 877, que estabelece que o prazo prescricional quinquenal tem início do trânsito em julgado da ação coletiva, e 880, que dispensa a juntada de documentos pela parte executada para início da fase de cumprimento de sentença, expressamente afastando eventual óbice decorrente da demora da apresentação de documentação para influenciar o prazo prescricional; d) houve omissão quanto à independência dos prazos prescricionais dos cumprimentos de sentença de obrigação de fazer e de obrigação de pagar, consoante pacífica posição do e. STJ; e) houve omissão em relação aos art. 197 a 202 do Código Civil, que tratam das causas suspensivas e interruptivas da prescrição e não foram abordados pela r. decisão, ainda que esta tenha considerado suspenso o prazo prescricional; e f) erro material, diante do acolhimento da equivocada narrativa relacionada aos fatos reportados pela decisão de 1ª instância. Os aclaratórios foram rejeitados. Consideraram os d. Desembargadores que não estavam presentes os vícios previstos no art. 1.022 do CPC. Consideraram, ainda, que alguns dos vícios lançados constavam do voto divergente e restaram derrotados na votação do colegiado, tornando desnecessária a utilização dos embargos de declaração para fins de prequestionamento. É a síntese do necessário. A v. decisão precisa ser reformada. A aplicação, por analogia, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal está correta. Em nova análise do presente caso, vê-se que, quanto à suspensão do prazo prescricional para ajuizamento do cumprimento de sentença da obrigação de pagar, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu nestes termos (fls. 289/294): Anoto que, apesar de o pedido realizado pelo ente coletivo ter sido inicialmente de exibição das fichas financeiras, em 08/11/2016, o que interessa para o exame deste recurso é o panorama processual existente ao tempo da suspensão do feito para as tratativas de acordo, o que ocorreu em 06/10 /2020 (mov. 84.1 dos autos 0008041-64.2016.8.16.0004). .. Note-se que àquela altura em que requerida a suspensão, conforme trecho da decisão de primeiro grau acima transcrito, o executado, ora embargante, já havia cumprido a obrigação de entrega de entrega da documentação (CD com as fichas financeiras) em 14/05/2019, em seq. 53 dos mencionados autos. Ou seja, o acordo que seria buscado pelas partes não dizia mais respeito à juntada das fichas financeiras, mas à obrigação de pagar do ente público. Isso, aliás, fica absolutamente claro pela simples leitura do contido na petição do mov. 82.1 daqueles autos, na qual o Estado do Paraná se referiu à possibilidade de execução global, hipótese na qual, mencionando o art. 535 do CPC - cumprimento da sentença que reconheça a exigibilidade de pagar quantia certa pela Fazenda Pública -, antecipou-se requerendo desde logo "prazo mais dilatado do que o previsto no art. 535 do Código de Processo Civil, haja vista a quantidade astronômica de servidores envolvidos - segundo a parte adversa, em torno de 20 mil. Sugere-se prazo de 180 dias, que é apenas seis vezes maior que o prazo ordinário". Confira-se: .. De tal modo, a prevalecer a tese de que a suspensão do processo judicial para tentativa de acordo não suspende o prazo prescricional, o próprio Judiciário estará adotando postura contrária a esperada, por desestimular a tentativa de acordo, além de premiar a parte que requereu a suspensão (gerando legítima expectativa na parte contrária) e em favor de quem a prescrição, ao fim e ao cabo, teria se operada, em indesejado tu quoque. Portanto, deixando aqui registrada minha preocupação com as consequências práticas da decisão (art. 20 da LINDB), e tendo em mente que a solução consensual, sob o enfoque econômico, é a que melhor atende o interesse das partes e do próprio Poder Judiciário, concluo que o pedido expresso de suspensão do processo deduzido por ente ou entidade pública para tratativas de acordo suspende o prazo prescricional a partir do despacho que o defere, conforme previsto no art. 34 da Lei nº 13.140/2015. .. Ademais, a decisão agravada em momento algum considerou o pedido de exibição de documentos como marco interruptivo da prescrição. Na realidade, demonstrou-se que o prazo prescricional, iniciado com o trânsito em julgado da sentença coletiva (08/04/2016), conforme Tema Repetitivo nº 877/STJ, foi suspenso em 06/10/2020 (art. 34 da Lei nº 13.140/2015), retomando seu curso apenas em 30/10/2011, de modo que os 05 anos para execução do julgado somente se consumaram em 30 /05/2022. Contudo, a tese da parte recorrente é a não ocorrência de prescrição por estas razões: (1) "O sindicato ingressou com cumprimento de sentença de obrigação de fazer, nos termos do art. 536 do CPC, para obter as fichas financeiras de todos os seus representados. Logo, não houve interrupção do prazo prescricional do cumprimento de sentença de obrigação de pagar, nem do sindicato, nem dos representados" (fl. 368); (2) "No presente caso, o v. acórdão sustenta que as tratativas empreendidas pelo sindicato autor da ação coletiva, em anômalo cumprimento de obrigação de fazer, seriam suficientes para afastar a prescrição da pretensão executória individual, mesmo que os documentos não tenham sido utilizados pelos indivíduos, que essa posição contrarie o teor do Tema Repetitivo 880 e que se mostrasse absolutamente dispensável o cumprimento de obrigação de fazer" (fl. 370). Da análise do art. 105, inciso III, da Constituição Federal, conclui-se que a missão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é a de uniformizar a interpretação da legislação federal. No cumprimento de seu papel, não é devido a este Tribunal o reexame do contexto fático-probatório dos autos porque tal providência daria ensejo à formação de novo juízo acerca de fatos e provas, atribuição exclusiva das autoridades judiciais de primeira e segunda instâncias. Está correta a decisão que não conheceu do recurso, relativamente ao ponto em questão, com fundamento na Súmula 7 do STJ. Em casos idênticos: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INEXISTÊNCIA. ARTS. 200, 201 E 202 DO CÓDIGO CIVIL; 523, 524, §§ 3º E 5º, 534 E 927, III, DO ESTATUTO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA N. 282/STF. OBRIGAÇÃO DE PAGAR. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. REVISÃO DE MATÉRIA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 07/STJ. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - A Corte de origem apreciou todas as questões relevantes apresentadas com fundamentos suficientes, mediante apreciação da disciplina normativa e cotejo ao posicionamento jurisprudencial aplicável à hipótese. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade. II - É entendimento pacífico desta Corte que a ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo tribunal a quo impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula n. 282 do Supremo Tribunal Federal. III - Rever a conclusão alcançada pela origem, com o objetivo de acolher a pretensão recursal, demandaria necessário revolvimento de matéria fática, o que é inviável em sede de recurso especial, à luz do óbice contido na Súmula n. 7 desta Corte, assim enunciada: "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". IV - Em regra, descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero desprovimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. V - Agravo Interno improvido. (AgInt no R Esp 2.139.194/PR, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 25/9/2024, D Je de 26/9/2024). SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICA. NECESSIDADE. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. 1. Não ocorreu omissão no aresto combatido, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. 2. A alteração das premissas adotadas pela Corte de origem, tal como proposta pelo recorrente, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. Precedentes. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 2.150.316/PR, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 18/10/2024, DJe de 21/10/2024) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO. SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. PROVIMENTO NEGADO. 1. Agravo interno interposto da decisão que conheceu parcialmente do recurso especial e, na parte conhecida, a ele negou provimento. 2. Inexiste a alegada violação ao art. 1.022 do Código de Processo Civil (CPC) porque a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, é o que se depreende da análise do acórdão recorrido. O Tribunal de origem apreciou fundamentadamente a controvérsia, não padecendo o julgado de erro material, omissão, contradição ou obscuridade. Julgamento diverso do pretendido não implica ofensa ao dispositivo de lei invocado. 3. O Tribunal de origem afastou a prescrição sobre o fundamento de que o" prazo prescricional, iniciado com o trânsito em julgado da sentença coletiva (08/04 /2016), conforme Tema Repetitivo nº 877/STJ, foi suspenso em (art. 34 da06/10/2020 Lei nº 13.140/2015), retomando seu curso apenas em , de modo que os 0530/10/2011 ". A parteanos para execução do julgado somente se consumaram em 30/05/2022 agravante alega que não há como se afastar a prescrição porque "não há instauração de procedimento judicial ou extrajudicial de mediação e nem abertura do procedimento administrativo previsto no art. 34 da Lei nº 13.140/2015, o que impede aplicar a lei "especial para suspender o prazo prescricional e que os prazos prescricionais das, obrigações de fazer e de pagar são autônomos. A revisão das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame de fatos e provas, o que é inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 2.136.504/PR, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 07/04/2024, DJEN de 09/04/2025) Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.