AREsp 2654169 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque a pretensão recursal pressupõe reavaliação de premissas fáticas já assentadas pelo tribunal de origem (momento em que se materializaram as perdas e nasceu a pretensão de cobrança em 05/03/2012), matéria cuja reanálise é vedada pela Súmula 7/STJ; não houve negativa de prestação...
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- Parties
- Agravante: UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO RIO DE JANEIRO LTDA.; Réu (espólio): Espólio de Carlos Lopes Nunes; Réu (herdeiro): herdeiro (2º réu)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Agravo Interno Improvido (terceira Turma)
- Outcome
- Agravo interno improvido
- Legal Topics
- Prescrição, Termo Inicial Da Prescrição, Súmula 7/stj, Teoria Da Actio Nata, Negativa De Prestação Jurisdicional, Rateio De Prejuízos Entre Cooperados
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Parties
UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO RIO DE JANEIRO LTDA.
Agravante
Espólio de Carlos Lopes Nunes
Réu (espólio)
herdeiro (2º réu)
Réu (herdeiro)
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Agravo Interno Improvido (terceira Turma)
Legal Issues
- 1 Se a definição do termo inicial do prazo prescricional decenal da pretensão de cobrança dirigida ao espólio demanda reexame de matéria fático-probatória (Súmula 7/STJ)
- 2 Se o acórdão recorrido incorreu em negativa de prestação jurisdicional por não enfrentar suficientemente o marco inicial da prescrição
- 3 Se a invocação da teoria da actio nata permite afastar a incidência da Súmula 7/STJ para redefinir o termo inicial da pretensão de cobrança
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque a pretensão recursal pressupõe reavaliação de premissas fáticas já assentadas pelo tribunal de origem (momento em que se materializaram as perdas e nasceu a pretensão de cobrança em 05/03/2012), matéria cuja reanálise é vedada pela Súmula 7/STJ; não houve negativa de prestação jurisdicional, pois o Tribunal de origem enfrentou e fundamentou o termo inicial da prescrição e aplicou a teoria da actio nata em seus fundamentos.
Court Disposition
Agravo interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Recurso especial não conhecido em razão da incidência da Súmula 7/STJ
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 14/04/2026 a 22/04/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Daniela Teixeira e Nancy Andrighi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira. EMENTA Direito processual civil e direito civil. Agravo interno no agravo em recurso especial. Ação de cobrança. Cooperativa médica. Rateio de prejuízos entre cooperados. Espólio e herdeiro. Prescrição. Termo inicial. Súmula 7/STJ. Negativa de prestação jurisdicional afastada. I. Caso em exame 1. Agravo interno interposto por cooperativa de trabalho médico contra decisão monocrática que conheceu de agravo para não conhecer de recurso especial fundado no art. 105, III, "a", da CF/1988, em ação de cobrança ajuizada em 18/4/2022 contra espólio de ex-cooperado e de herdeiro. 2. Na origem, cuida-se de ação de cobrança decorrente de deliberações assembleares que transferiram aos cooperados a responsabilidade pelo pagamento de obrigações legais e tributárias da cooperativa, com alegada consolidação das perdas financeiras em assembleia-geral ordinária realizada em 5/3/2012, quando surgiria a pretensão de exigir o rateio dos prejuízos. 3. A sentença reconheceu a prescrição das pretensões de cobrança em relação ao espólio e ao herdeiro, aplicando, respectivamente, o prazo decenal do art. 205 do Código Civil e o prazo ânuo do art. 36, parágrafo único, da Lei nº 5.764/1971. O Tribunal de Justiça manteve a prescrição, fixando, quanto ao espólio, o termo inicial do prazo prescricional em 5/3/2012 (AGO em que materializadas as perdas e surgida a pretensão de rateio), concluindo pela prescrição decenal quando do ajuizamento em 2022. O recurso especial da cooperativa não foi conhecido em razão da incidência da Súmula 7/STJ e da inexistência de negativa de prestação jurisdicional. II. Questão em discussão 4. A questão em discussão consiste em saber se a definição do termo inicial do prazo prescricional decenal da pretensão de cobrança dirigida ao espólio, em ação fundada em deliberações assembleares de rateio de prejuízos de cooperativa, demanda reexame de matéria fático-probatória, a atrair o óbice da Súmula 7/STJ. 5. Outra questão em discussão consiste em saber se o acórdão recorrido teria incorrido em negativa de prestação jurisdicional ao não enfrentar, de forma suficiente, o marco inicial da prescrição à luz dos precedentes desta Corte Superior e da teoria da actio nata. 6. Questão adicional consiste em saber se a invocação da teoria da actio nata, segundo a qual o prazo prescricional se inicia com a ciência inequívoca da lesão ao direito, permite afastar a incidência da Súmula 7/STJ para redefinir, em recurso especial, o momento de nascimento da pretensão de cobrança. III. Razões de decidir 7. O Tribunal de origem fixou, com base na análise de atas de assembleia, balanços contábeis e demais elementos probatórios, que as perdas financeiras da cooperativa se materializaram e a pretensão de exigir o rateio dos prejuízos surgiu em 5/3/2012, data da assembleia-geral ordinária em que consolidado o passivo, de modo que a ação ajuizada em abril de 2022 encontra-se fulminada pela prescrição decenal do art. 205 do Código Civil. 8. A pretensão da agravante de fixar o termo inicial da prescrição em momento posterior seja na individualização do débito em assembleia subsequente, seja na ciência do óbito do cooperado pressupõe a alteração da premissa fática assentada no acórdão recorrido quanto à data em que se tornou exigível o rateio do passivo, o que demanda reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada pelo enunciado da Súmula 7/STJ. 9. A controvérsia submetida a esta Corte não se limita à discussão abstrata sobre a aplicação do art. 205 do Código Civil e do art. 36 da Lei nº 5.764/1971, mas envolve a redefinição do quadro fático concernente ao momento em que surgiu a pretensão de cobrança, o que confirma a incidência da Súmula 7/STJ e impede o conhecimento do recurso especial. 10. Não se configura negativa de prestação jurisdicional, pois o Tribunal de origem enfrentou de modo claro e suficiente a questão do termo inicial da prescrição, indicou expressamente a data considerada como marco inicial e fundamentou a conclusão pela prescrição, sendo irrelevante o fato de a solução adotada divergir da pretensão da parte. 11. A teoria da actio nata, que fixa o termo inicial da prescrição na ciência inequívoca da lesão ao direito, foi observada pelo Tribunal local, que, com base em apreciação soberana das provas, reconheceu que a ciência inequívoca da necessidade de rateio dos prejuízos e, portanto, o nascimento da pretensão de cobrança, ocorreram em 2012, de modo que a divergência trazida pela agravante não é de direito, mas de revaloração de fatos, o que reforça a impossibilidade de afastar a Súmula 7/STJ por meio de distinguishing. IV. Dispositivo Agravo interno improvido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS (relator): Cuida-se de agravo interno interposto por UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO RIO DE JANEIRO LTDA. contra decisão monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. Extrai-se dos autos que o recurso especial inadmitido foi interposto, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO assim ementado (fls. 2.048-2.050): APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA AJUIZADA EM POR UNIMED EM FACE DO ESPÓLIO DE18/04/2022, CARLOS LOPES NUNES (FALECIDO EM E 20/02/2021) DO HERDEIRO (2º RÉU), AO FUNDAMENTO DE QUE, EM RAZÃO DE DISPUTAS TRIBUTÁRIAS, A COOPERATIVA DEIXOU DE CONTABILIZAR E RECEBER VALORES, SENDO NECESSÁRIO O RATEIO DO SALDO NEGATIVO ENTRE OS COOPERATIVADOS. ALEGA QUE, COMO FORMA DE EVITAR, NAQUELE MOMENTO, QUE AS COOPERATIVAS MÉDICAS APRESENTASSEM PATRIMÔNIO LÍQUIDO NEGATIVO, A ANS EDITOU A INSTRUÇÃO NORMATIVA, IN Nº 20/2008,PERMITINDO QUE AS COOPERATIVAS TRANSFERISSEM AOS SEUS COOPERATIVADOS A RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DE TAIS OBRIGAÇÕES LEGAIS. ADUZ QUE MEDIANTE ASSEMBLEIA DE 16.12.2008, RATIFICADA PELA AGE DE 09.03.2009 E, AGO DE 09.03.2010, E POR FIM EM 2016, FOI TRANSFERIDA PARA OS COOPERADOS A RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DAS DIVERSAS OBRIGAÇÕES LEGAIS DA UNIMED-RIO, NOTADAMENTE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS NO IMPORTE HISTÓRICO DE R$ 676.000.000,00. AFIRMA QUE, ATÉ O ANO DE 2012, OS VALORES CONTABILIZADOS COMO DÉBITO FORAM PAGOS COM AS SOBRAS, AS QUAIS SERVIRIAM PARA A LIQUIDAÇÃO DE VALORES COM OS COOPERADOS. PORÉM, A PARTIR DE 2012 DEIXARAM DE HAVER TAIS SOBRAS PARA QUITAR SUAS OBRIGAÇÕES LEGAIS. QUE APÓS ESTA DATA A UNIMED NÃO RECEBEU O RESPECTIVO REEMBOLSO DEVIDO PELOS COOPERADOS TAL QUAL ESTIPULADO PELAS AGES DE 2008 E 2009 E AGO DE 2010, E DEPOIS EM 2016. QUE O VALOR DEVIDO PELO 1º RÉU, CARLOS LOPES NUNES, FOI INDIVIDUALIZADO E CALCULADO PELO PERÍODO DE 2012/2015, ENQUANTO COOPERADO. POR FIM, QUE CONSIDERANDO O FALECIMENTO DO COOPERADO, CARLOS LOPES NUNES, E A AUSÊNCIA DE PRODUÇÃO MÉDICA, NÃO RESTOU ALTERNATIVA SENÃO O AJUIZAMENTO DA COBRANÇA CONTRA O ESPOLIO E CONTRA O HERDEIRO. SENTENÇA DE RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO, AO FUNDAMENTO DE QUE SE OPEROU A PRESCRIÇÃO DECENAL, QUE PASSOU A CONTAR DA CONSOLIDAÇÃO DA DÍVIDA O QUE OCORREU EM 2008. O JUIZO FUNDAMENTA QUE O PRAZO DO ARTIGO 205 DO CC/02 TRANSCORREU ENTRE A DATA EM QUE O CRÉDITO FOI INDIVIDUALIZADO, EM 2008 (INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 20, EDITADA EM 2008, PELA ANS) E A PROPOSITURA DA PRESENTE DEMANDA, EM 18/04/2022. INCONFORMADA, A UNIMED APELA. ALEGA QUE A SENTENÇA FOI EXTRA PETITA, POSTO QUE INOBSERVOU O PRAZO PRESCRICIONAL DE 4 ANOS, DO DA SENDO QUE A ART. 43 LEI 5764/71, INDIVIDUALIZAÇÃO DO VALOR OCORREU A PARTIR DA ASSEMBLEIA DE 2016, E NÃO A PARTIR DE 2008. REQUER A REFORMA. NÃO ASSISTE RAZÃO À UNIMED RIO. PRELIMINAR DE NULIDADE QUE SE AFASTA, EIS QUE PRESCRIÇÃO É MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE CONTROVÉRSIA NESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A RESPEITO DA POSSIBILIDADE DE RATEIO DE DESPESAS COM BASE NA INSTRUÇÃO NORMATIVA ANS Nº 20/2008, ENTRE A COOPERATIVA UNIMED E SEUS COOPERADOS E EX- COOPERADOS. POSIÇÃO MAJORITÁRIA CONSTATADA NO JULGAMENTO DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS Nº 0045037-84.2019.8.19.0000, QUE, POR ESTA RAZÃO, FOI INADMITIDO. IGUALMENTE, NÃO SE DESCONHECE QUE A ESTABELECE QUE LEI 5.764/71, OS PREJUÍZOS DEVEM SER OBJETO DE RATEIO ENTRE OS SÓCIOS ALCANÇANDO A TODOS OS COOPERADOS DA ÉPOCA EM QUE SE DERAM AS PERDAS. O QUE ATRAIRIA, EM TESE, A RESPONSABILIDADE DO ESPOLIO APELADO PELOS PREJUÍZOS DA COOPERATIVA, UMA VEZ QUE O DEBITO ABRANGE PERIODO EM QUE O COOPERATIVADO AINDA A INTEGRAVA. CEDIÇO, IGUALMENTE, QUE A RELAÇÃO ENTRE A UNIMED E SEUS COOPERADOS É REGULADA PELA E A DELIBERAÇÃO APROVADA EMLEI Nº 5.764/71, ASSEMBLEIA, EM OBSERVÂNCIA AO ESTATUTO DA COOPERATIVA, DE REPARTIR, ENTRE OS COOPERADOS, MEDIANTE RATEIO, SEGUNDO A PRODUÇÃO MÉDICA DE CADA UM, É PLENAMENTE REGULAR E VÁLIDA. A ANUÊNCIA DOS COOPERATIVADOS, TEM PREVISÃO ESTATUTÁRIA E LEGAL CONFORME ARTS.80 E 89 DA E LEI 5.764/71 º, § ÚNICO DO ESTATUTO SOCIAL DAART. 9 UNIMED RIO. NESSE SENTIDO REL. RESP 1303150/DF, MINISTRA ANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, JULGADO EM DJE 05/03/2013, 08/03/2013. EFETIVAMENTE, NA FORMA DO DA ART. 89 POSSÍVEL O RATEIO DOS PREJUÍZOSLEI 5.764/71, DE FORMA PROPORCIONAL ENTRE OS COOPERATIVADOS, E QUE O RATEIO DOS PREJUÍZOS ENTRE OS COOPERATIVADOS FOI AUTORIZADO PELA ANS, HAVENDO PREVISÃO ESTATUTÁRIA E DELIBERAÇÃO ENTRE OS COOPERATIVADOS, POR MEIO DE ASSEMBLEIAS GERAL EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA, (ART.80 DA . QUANTO À PRETENSÃO DELEI 5.764/71) COBRANÇA DIRECIONADA AO HERDEIRO (2º RÉU): HÁ QUE SE CONSIDERAR QUE O COOPERATIVADO FALECEU EM INICIANDO-SE, PORTANTO, 20/02/2021, NESSA DATA A SUCESSÃO, SENDO QUE A PRESENTE DEMANDA FOI AJUIZADA EM OU SEJA, 18/04/2022, APÓS O PRAZO PRESCRICIONAL DE 1 ANO, CONFORME REGRA ESPECIAL PREVISTA NO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 36 DA LEI 5764/71, VERBIS: "A RESPONSABILIDADE DO ASSOCIADO PERANTE TERCEIROS, POR COMPROMISSOS DA SOCIEDADE, PERDURA PARA OS DEMITIDOS, ELIMINADOS OU EXCLUÍDOS ATÉ QUANDO APROVADAS AS CONTAS DO EXERCÍCIO EM QUE SE DEU O DESLIGAMENTO. PARÁGRAFO ÚNICO. AS OBRIGAÇÕES DOS ASSOCIADOS FALECIDOS, CONTRAÍDAS COM A SOCIEDADE, E AS ORIUNDAS DE SUA RESPONSABILIDADE COMO ASSOCIADO EM FACE DE TERCEIROS, PASSAM AOS HERDEIROS, PRESCREVENDO, PORÉM, APÓS UM ANO CONTADO DO DIA DA ABERTURA DA SUCESSÃO, RESSALVADOS OS ASPECTOS PECULIARES DAS COOPERATIVAS DE ELETRIFICAÇÃO RURAL E HABITACIONAIS. (GRIFO NOSSO)."). QUANTO À PRETENSÃO DE COBRANÇA DIRECIONADA AO ESPOLIO (1º RÉU): DEVERÁ SER APLICADA A REGRA GERAL DO ARTIGO 205 DO CÓDIGO CIVIL (PRESCRIÇÃO DECENAL). SEM FAZER DISTINÇÃO ENTRE OS REUS, A SENTENÇA CONSIDEROU QUE O PRAZO PRESCRICIONAL DECENAL DEVERIA SER CONTADO A PARTIR DE 2008, COM A INSTRUÇÃO NORMATIVA 2008 DA ANS, ENQUANTO QUE PARA A UNIMED APELANTE DEVERIA SER O ANO DE 2016, QUANDO O CRÉDITO SE ACHOU INDIVIDUALIZADO NA ASSEMBLEIA DE 2016. COM RELAÇÃO AO TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO AO ESPÓLIO RÉU, ENTENDO QUE DEVE SER CONSIDERADO O ANO DE 2012, MAIS PRECISAMENTE O DIA DATA DA AGO DE 05/03/2012, 2012 (ITEM 000090) E DA MATERIALIZAÇÃO DAS PERDAS. COM EFEITO, É EVIDENTE QUE A PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO CONTRA O ESPOLIO É DECENAL, E ISSO É ADMITIDO ATÉ MESMO PELA PRÓPRIA PARTE AUTORA NO CURSO DA AÇÃO. NO ENTANTO, QUANTO AO TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO, É CERTO QUE A IN Nº 20/2008 DA ANS NÃO PODE SER UTILIZADA COMO TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL, UMA VEZ QUE ESTE SÓ TEVE INÍCIO A PARTIR DO MOMENTO EM QUE AS PERDAS SE MATERIALIZARAM (2012), OCASIÃO EM QUE SURGIU PARA A COOPERATIVA A PRETENSÃO DE EXIGIR O RATEIO DOS PREJUÍZOS APURADOS. A PARTIR DE ENTÃO (2012), SURGIU A NECESSIDADE DE SE COBRAR DOS PRÓPRIOS COOPERATIVADOS, NOS TERMOS DA DECISÃO ASSEMBLEAR, CUJA NATUREZA É VINCULATIVA À MAIORIA. OU SEJA, COMO A AGO DE 2012 FOI REALIZADA EM 05/03/2012 E A PRESENTE AÇÃO SOMENTE FOI AJUIZADA EM CONSIDERANDO O PRAZO14/04/2022, PRESCRICIONAL DECENAL, OCORREU A PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE AÇÃO DIRECIONADA TAMBÉM CONTRA O ESPOLIO. DIANTE DO EXPOSTO, NEGA-SE PROVIMENTO AO APELO DA UNIMED RIO, COM FULCRO NA PRESCRIÇÃO. Sem embargos de declaração. A agravante alega, nas razões do agravo interno, que a controvérsia não demanda o reexame de matéria fático-probatória, mas apenas a correta valoração jurídica dos fatos, não havendo óbice da Súmula 7/STJ. Aduz, ainda, que o termo inicial do prazo prescricional decenal deve ser contado a partir da efetiva individualização do débito ou, ao menos, da ciência do óbito do cooperado, e não da data da assembleia que apurou os prejuízos de forma genérica. Sustenta, outrossim, que "o acórdão recorrido incorreu em negativa de prestação jurisdicional ao não se manifestar sobre pontos essenciais para o deslinde da controvérsia, notadamente sobre o marco inicial da prescrição à luz dos precedentes desta Corte". Pugna, por fim, caso não seja reconsiderada a decisão agravada, pela submissão do presente agravo à apreciação da Turma. A agravada apresentou contraminuta (fls. 2.329-2.336). É, no essencial, o relatório. EMENTA Direito processual civil e direito civil. Agravo interno no agravo em recurso especial. Ação de cobrança. Cooperativa médica. Rateio de prejuízos entre cooperados. Espólio e herdeiro. Prescrição. Termo inicial. Súmula 7/STJ. Negativa de prestação jurisdicional afastada. I. Caso em exame 1. Agravo interno interposto por cooperativa de trabalho médico contra decisão monocrática que conheceu de agravo para não conhecer de recurso especial fundado no art. 105, III, "a", da CF/1988, em ação de cobrança ajuizada em 18/4/2022 contra espólio de ex-cooperado e de herdeiro. 2. Na origem, cuida-se de ação de cobrança decorrente de deliberações assembleares que transferiram aos cooperados a responsabilidade pelo pagamento de obrigações legais e tributárias da cooperativa, com alegada consolidação das perdas financeiras em assembleia-geral ordinária realizada em 5/3/2012, quando surgiria a pretensão de exigir o rateio dos prejuízos. 3. A sentença reconheceu a prescrição das pretensões de cobrança em relação ao espólio e ao herdeiro, aplicando, respectivamente, o prazo decenal do art. 205 do Código Civil e o prazo ânuo do art. 36, parágrafo único, da Lei nº 5.764/1971. O Tribunal de Justiça manteve a prescrição, fixando, quanto ao espólio, o termo inicial do prazo prescricional em 5/3/2012 (AGO em que materializadas as perdas e surgida a pretensão de rateio), concluindo pela prescrição decenal quando do ajuizamento em 2022. O recurso especial da cooperativa não foi conhecido em razão da incidência da Súmula 7/STJ e da inexistência de negativa de prestação jurisdicional. II. Questão em discussão 4. A questão em discussão consiste em saber se a definição do termo inicial do prazo prescricional decenal da pretensão de cobrança dirigida ao espólio, em ação fundada em deliberações assembleares de rateio de prejuízos de cooperativa, demanda reexame de matéria fático-probatória, a atrair o óbice da Súmula 7/STJ. 5. Outra questão em discussão consiste em saber se o acórdão recorrido teria incorrido em negativa de prestação jurisdicional ao não enfrentar, de forma suficiente, o marco inicial da prescrição à luz dos precedentes desta Corte Superior e da teoria da actio nata. 6. Questão adicional consiste em saber se a invocação da teoria da actio nata, segundo a qual o prazo prescricional se inicia com a ciência inequívoca da lesão ao direito, permite afastar a incidência da Súmula 7/STJ para redefinir, em recurso especial, o momento de nascimento da pretensão de cobrança. III. Razões de decidir 7. O Tribunal de origem fixou, com base na análise de atas de assembleia, balanços contábeis e demais elementos probatórios, que as perdas financeiras da cooperativa se materializaram e a pretensão de exigir o rateio dos prejuízos surgiu em 5/3/2012, data da assembleia-geral ordinária em que consolidado o passivo, de modo que a ação ajuizada em abril de 2022 encontra-se fulminada pela prescrição decenal do art. 205 do Código Civil. 8. A pretensão da agravante de fixar o termo inicial da prescrição em momento posterior seja na individualização do débito em assembleia subsequente, seja na ciência do óbito do cooperado pressupõe a alteração da premissa fática assentada no acórdão recorrido quanto à data em que se tornou exigível o rateio do passivo, o que demanda reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada pelo enunciado da Súmula 7/STJ. 9. A controvérsia submetida a esta Corte não se limita à discussão abstrata sobre a aplicação do art. 205 do Código Civil e do art. 36 da Lei nº 5.764/1971, mas envolve a redefinição do quadro fático concernente ao momento em que surgiu a pretensão de cobrança, o que confirma a incidência da Súmula 7/STJ e impede o conhecimento do recurso especial. 10. Não se configura negativa de prestação jurisdicional, pois o Tribunal de origem enfrentou de modo claro e suficiente a questão do termo inicial da prescrição, indicou expressamente a data considerada como marco inicial e fundamentou a conclusão pela prescrição, sendo irrelevante o fato de a solução adotada divergir da pretensão da parte. 11. A teoria da actio nata, que fixa o termo inicial da prescrição na ciência inequívoca da lesão ao direito, foi observada pelo Tribunal local, que, com base em apreciação soberana das provas, reconheceu que a ciência inequívoca da necessidade de rateio dos prejuízos e, portanto, o nascimento da pretensão de cobrança, ocorreram em 2012, de modo que a divergência trazida pela agravante não é de direito, mas de revaloração de fatos, o que reforça a impossibilidade de afastar a Súmula 7/STJ por meio de distinguishing. IV. Dispositivo Agravo interno improvido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS (relator): O agravo interno não merece prosperar. Cinge-se a controvérsia a definir se a análise do termo inicial do prazo prescricional, para a cobrança de dívida do espólio, demandaria o reexame de matéria fático-probatória, o que atrairia a incidência da Súmula 7 do STJ. A decisão agravada examinou adequadamente as teses deduzidas no recurso especial e concluiu que a insurgência não ultrapassa o exame de admissibilidade, uma vez que a pretensão recursal demanda revisão das premissas fáticas estabelecidas pelo Tribunal de origem, providência inviável na via especial. Com efeito, o acórdão recorrido enfrentou expressamente a controvérsia relativa ao termo inicial do prazo prescricional da pretensão de cobrança dirigida ao espólio, assentando que, embora o prazo aplicável seja decenal, na forma do art. 205 do Código Civil, o dies a quo deveria ser fixado no momento em que se materializaram as perdas financeiras da cooperativa e surgiu a pretensão de exigir o rateio entre os cooperados, circunstância que, segundo o Tribunal local, ocorreu em 5/3/2012, data da assembleia-geral ordinária em que foram consolidados os prejuízos. Nesse sentido, consignou o acórdão recorrido, transcrito na decisão agravada (fls. 2.296-2.297): Com efeito, é evidente que a prescrição da pretensão contra o ESPOLIO é decenal, e isso é admitido até mesmo pela própria parte autora no curso da ação. No entanto, quanto ao termo inicial da prescrição, é certo que a IN nº 20/2008 da ANS não pode ser utilizada como termo inicial do prazo prescricional, uma vez que este só teve início a partir do momento em que as perdas se materializaram (2012), ocasião em que surgiu para a cooperativa a pretensão de exigir o rateio dos prejuízos apurados. Registre-se que, até o ano de 2012, os valores contabilizados a título de IN 20/2008 - ANS no balanço da Unimed-Rio foram pagos com parte das sobras que eram distribuídas aos cooperados, sendo certo que estes tinham ciência. A partir de então (2012), surgiu a necessidade de se cobrar dos próprios cooperativados, nos termos da decisão assemblear, cuja natureza é vinculativa à maioria. Ou seja, como a AGO de 2012 foi realizada em e 05/03/2012 a presente ação foi ajuizada em considerando o 14/04/2022, prazo prescricional decenal, ocorreu a prescrição do direito de ação direcionada contra o ESPOLIO. Partindo dessa premissa, concluiu a Corte de origem que, ajuizada a ação apenas em abril de 2022, já havia transcorrido o prazo prescricional decenal. A agravante, contudo, pretende afastar essa conclusão sustentando que o prazo prescricional deveria ser contado a partir de momento diverso, seja da individualização do débito, seja da ciência do óbito do cooperado. Todavia, para acolher tal pretensão seria indispensável reexaminar o contexto fático delineado pelo Tribunal de origem, especialmente quanto ao momento em que as perdas da cooperativa se consolidaram e passaram a ser exigíveis dos cooperados; à existência ou não de individualização posterior da dívida em assembleias subsequentes; ao grau de conhecimento da cooperativa acerca dos fatos geradores da pretensão de cobrança e à data em que efetivamente teria surgido a possibilidade jurídica de exigir o rateio do passivo. Todas essas questões foram resolvidas pelo Tribunal local a partir da análise das assembleias societárias, dos balanços contábeis e das circunstâncias fáticas do caso concreto, o que evidencia que eventual modificação do entendimento adotado demandaria nova valoração do acervo probatório dos autos. Em outras palavras, a tese recursal pressupõe a alteração da premissa fática estabelecida pelo acórdão recorrido, qual seja, a de que a pretensão de cobrança surgiu em 2012, quando materializadas as perdas financeiras da cooperativa, para substituí-la por outra, consistente na suposta constituição posterior do crédito ou na ciência do falecimento do cooperado. Essa providência, contudo, não se compatibiliza com a natureza extraordinária do recurso especial, que se destina exclusivamente ao exame de questões de direito, e não à reanálise da moldura fática da causa. A jurisprudência desta Corte é firme nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSENTE. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ. IMPUGNAÇÃO. INSUFICIÊNCIA. SÚMULA Nº 283/STF. ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. PEDIDO PREJUDICADO. 1. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional se o tribunal de origem motiva adequadamente sua decisão, ainda que de forma sucinta, solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entende cabível à hipótese, apenas não no sentido pretendido pela parte. 2. É inviável rever o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias sem a análise dos fatos e das provas da causa, o que atrai a incidência da Súmula nº 7/STJ. 3. A teor da Súmula nº 283/STF, aplicada por analogia, não se admite recurso especial quando a decisão recorrida se assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. 4. O não conhecimento do recurso principal, a que se pretende a atribuição de efeito suspensivo, torna prejudicado o pedido de tutela de urgência 5. Agravo interno não provido. (STJ - AgInt no AREsp: 2267671 RJ 2022/0389912-6, Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Data de Julgamento: 24/06/2024, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 26/06/2024.) RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL E DIREITO AMBIENTAL. CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DO LENÇOL FREÁTICO POR PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS EM TRATAMENTO DE MADEIRA DESTINADA À FABRICAÇÃO DE POSTES. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. SÚMULA Nº 7/STJ. NÃO CABIMENTO. CIÊNCIA INEQUÍVOCA. PRECEDENTES. 1. A demonstração do dissídio jurisprudencial pressupõe a ocorrência de similitude fática entre o acórdão atacado e o paradigma, o que não ocorreu no caso. 2. Inviável a incidência da Súmula nº 7/STJ a obstaculizar o conhecimento do recurso, visto que se trata, na espécie, tão somente de firmar posição sobre tese jurídica, isto é, qual o termo inicial para a contagem do prazo prescricional. Precedentes. 3. Não há como se presumir que, pelo simples fato de haver uma notificação pública da existência de um dano ecológico, a população tenha manifesto conhecimento de quais são os efeitos nocivos à saúde em decorrência da contaminação. 4. Na linha dos precedentes desta Corte Superior, o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de indenização, por dano moral e material, conta-se da ciência inequívoca dos efeitos decorrentes do ato lesivo. 5. Recurso especial parcialmente conhecido e nesta parte não provido, para dar prosseguimento ao processo. (STJ - REsp: 1346489 RS 2012/0098444-1, Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Data de Julgamento: 11/06/2013, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 26/08/2013 RDTJRJ vol. 103 p. 153.) Assim, verifica-se que a insurgência recursal não se limita à discussão jurídica abstrata acerca da aplicação do art. 205 do Código Civil ou do art. 36 da Lei nº 5.764/1971, mas busca, na realidade, redefinir o quadro fático delineado pelas instâncias ordinárias, notadamente no que se refere ao momento em que surgiu a pretensão de cobrança. Nessas circunstâncias, correta a decisão agravada ao concluir pela incidência da Súmula 7 do STJ, que impede o conhecimento do recurso especial quando sua análise pressupõe o revolvimento das provas dos autos. Ressalte-se, ainda, que também não prospera a alegação de negativa de prestação jurisdicional, pois o Tribunal de origem enfrentou de forma clara e suficiente a questão relativa ao termo inicial da prescrição, apresentando fundamentação apta à solução da controvérsia. Conforme reiteradamente decidido por esta Corte, não se configura negativa de prestação jurisdicional quando o julgador aprecia a matéria de forma fundamentada, ainda que em sentido contrário à pretensão da parte. Nesse sentido, cito: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CANCELAMENTO DE VOO INTERNACIONAL. PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE DISTINGUISHING. OMISSÃO E NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO. 1. Não configurada a alegada omissão ou negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que houve manifestação suficiente acerca dos temas postos em discussão desde a origem. 2. Não evidenciada a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ser integralmente mantido em seus próprios termos. 3. Agravo interno conhecido e não provido. (STJ - AgInt no AREsp: 2649223 PR 2024/0183046-5, Relator: Ministro MOURA RIBEIRO, Data de Julgamento: 30/09/2024, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 02/10/2024.) Ainda, em seu recurso, a parte agravante invoca precedentes desta Corte que consagram a teoria da actio nata, segundo a qual o prazo prescricional se inicia com a ciência inequívoca da lesão ao direito. Argumenta que, com base nesses julgados, a pretensão somente teria nascido em momento posterior a 2012. Contudo, a jurisprudência citada não socorre a agravante. Os precedentes mencionados estabelecem a tese jurídica de que o marco inicial da prescrição é a ciência da lesão, princípio que, de fato, rege a matéria. Ocorre que o Tribunal de origem não negou a aplicação da teoria da actio nata. Pelo contrário, aplicou-a expressamente, mas, com base na análise soberana do acervo probatório, atas de assembleia e balanços contábeis, concluiu que a "ciência inequívoca" da pretensão de ratear os prejuízos surgiu para a cooperativa em 2012. A divergência, portanto, não reside na interpretação da lei federal, mas na qualificação jurídica de um fato cuja existência foi afirmada pela instância ordinária. A agravante, a pretexto de discutir a correta aplicação da teoria da actio nata, busca, na verdade, que esta Corte Superior reavalie quando, faticamente, a cooperativa teve ciência da lesão. Dessa forma, os precedentes colacionados não criam o distinguishing (distinção) necessário para afastar a Súmula 7/STJ, pois a tese jurídica neles contida foi devidamente observada pelo acórdão recorrido. A alteração da conclusão demandaria, inevitavelmente, o reexame das provas, o que é vedado. Dessa forma, o agravo interno não apresenta fundamentos capazes de infirmar a decisão agravada, limitando-se a reiterar argumentos já devidamente examinados. Ante o exposto, nego provimento ao a gravo interno. É como penso. É como voto.