HC 1029097 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque a tese de extinção da punibilidade por prescrição da pena em perspectiva não foi debatida pelo Tribunal de origem, o que impediria seu exame nesta Corte por configurar indevida supressão de instância; quanto à prisão preventiva, houve superveniente ausência de interesse de agir em...
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- Parties
- Paciente: TIAGO RODRIGUES DE LIMA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Prescrição Da Pena, Prisão Preventiva, Supressão De Instância, Medidas Cautelares Alternativas
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
TIAGO RODRIGUES DE LIMA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 reconhecimento da prescrição da pena em perspectiva
- 2 competência do STJ para examinar teses não debatidas no tribunal de origem (supressão de instância)
- 3 pedido de relaxamento/ revogação/ substituição da custódia cautelar
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque a tese de extinção da punibilidade por prescrição da pena em perspectiva não foi debatida pelo Tribunal de origem, o que impediria seu exame nesta Corte por configurar indevida supressão de instância; quanto à prisão preventiva, houve superveniente ausência de interesse de agir em razão da sentença de primeiro grau de 23/10/2025 que permitiu recorrer em liberdade e determinou a expedição de alvará de soltura.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Pedido de medida liminar indeferido.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de TIAGO RODRIGUES DE LIMA em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Neste writ, o impetrante requer seja declarada extinta a punibilidade pelo reconhecimento da prescrição da pena em perspectiva. Além disso, pleiteia o relaxamento, a revogação ou a substituição da custódia cautelar por medidas cautelares alternativas. O pedido de medida liminar foi indeferido. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus ou, caso venha a ser conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. De início, constata-se que o pedido de extinção da punibilidade pelo reconhecimento da prescrição da pena em perspectiva não foi enfrentado pelo Tribunal de origem no julgamento do writ originário, o que impede o seu conhecimento por este Tribunal Superior, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância, consoante pacífico entendimento desta Corte: "A tese de ausência de contemporaneidade da prisão não foi debatida pelo colegiado estadual, o que impede sua análise por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância." (AgRg no RHC n. 218.197/DF, Relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 3/9/2025, DJEN de 9/9/2025). "Sob pena de incorrer em indevida supressão de instância, esta Corte não pode conhecer da tese que sustenta que o teor do decreto prisional do agravante teria sido copiado de outro processo criminal, estranho ao caso concreto, uma vez que o Tribunal de origem não emitiu juízo de valor quanto a esse tema." (AgRg no HC n. 999.825/PI, Relator Ministro Otávio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 13/8/2025, DJEN de 18/8/2025). "As teses preliminares de nulidade não foram debatidas pelo Tribunal de origem, o que impede esta Casa de examinar o tema, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância." (AgRg no HC n. 1.002.671/SP, Relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 13/8/2025, DJEN de 18/8/2025). "Quanto às alegações .. de que o paciente seria usuário de drogas e de que teria ocorrido nulidade na busca domiciliar, observa-se que não foram debatidas no acórdão recorrido, sendo inviável o exame direto nesta Corte por configurar indevida supressão de instância." (AgRg no RHC n. 217.785/PE, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 5/8/2025, DJEN de 15/8/2025). "As considerações sobre o princípio da insignificância não foram direcionadas ao Juiz ou ao Tribunal de origem, no habeas corpus lá impetrado, razão pela qual não podem ser enfrentadas diretamente por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Não foi inaugurada a competência do art. 105 da CF para o exame dessa tese." (AgRg nos EDcl no HC n. 999.976/MG, Relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/6/2025, DJEN de 25/6/2025). "A tese de nulidade do inquérito policial iniciado com pedido de quebra de sigilo telefônico, sem prévia investigação preliminar, não foi debatida pelo Tribunal a quo, sendo inviável a análise da questão por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância." (AgRg no HC n. 939.495/GO, de minha relatoria, Quinta Turma, julgado em 18/6/2025, DJEN de 26/6/2025). "Inviável o exame de questões que não foram submetidas ou enfrentadas pelo Tribunal de origem, sob pena de indevida supressão de instância." (AgRg no HC n. 872.448/GO, Relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 11/6/2025, DJEN de 16/6/2025). Quanto à prisão preventiva, é manifesta a superveniente ausência de interesse de agir que atingiu esta impetração, pois, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de origem (Ação Penal n. 0001432-59.2019.8.16.0069), verifica-se que, em 23/10/2025, o Juízo de primeiro grau, ao prolatar sentença condenatória, concedeu ao ora paciente o direito de recorrer em liberdade e, como consequência, determinou a expedição de alvará de soltura. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intime-se. EMENTA