AREsp 2701816 - DECISAO
O agravo foi negado porque a Vice-Presidência do Tribunal a quo corretamente concluiu que a matéria impugnada estava vinculada a precedente repetitivo (Tema 981/STJ), aplicando o rito previsto no art. 1.030, I, b, do CPC, de modo que a negativa de seguimento ao recurso especial foi correta e o agravante não...
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- Parties
- Agravante: Jonas Damasco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Julgamento No STJ
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Prescrição Intercorrente, Execução Fiscal, Redirecionamento Da Execução Fiscal, Exceção De Pré Executividade, Recursos Repetitivos (art. 543 C/ Tema 981/stj), Admissibilidade De Recurso Especial, Responsabilidade De Sócio
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Parties
Jonas Damasco
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Julgamento No STJ
Legal Issues
- 1 alegada omissão e violação do art. 1.022 do CPC
- 2 alegada ofensa ao art. 135, III, do CTN
- 3 ocorrência ou não de prescrição intercorrente
Ratio Decidendi
O agravo foi negado porque a Vice-Presidência do Tribunal a quo corretamente concluiu que a matéria impugnada estava vinculada a precedente repetitivo (Tema 981/STJ), aplicando o rito previsto no art. 1.030, I, b, do CPC, de modo que a negativa de seguimento ao recurso especial foi correta e o agravante não apresentou elementos novos capazes de afastar a incidência do precedente vinculante e justificar a admissão do recurso.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Jonas Damasco, desafiando decisão denegatória de admissibilidade a recurso especial, este interposto com base no art. 105, III, a, da CF, contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado (fls. 277/278): PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO LEGAL. ART. 557, § 1º, CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. REDIRECIONAMENTO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INOCORRÊNCIA. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIV1DADE. ILEGIMITIDADE. VIA INADEQUADA. AGRAVO DESPROVIDO. - A decisão agravada foi prolatada a teor do disposto no artigo 557 do Código de Processo Civil, bem como em conformidade com a legislação aplicável à espécie e amparado em súmula ou jurisprudência dominante do Tribunal ou dos Tribunais Superiores. - A E. Primeira Seção do C. Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do REsp 1.102.431-RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe 01.02.2010, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, firmou entendimento no sentido de que a perda da pretensão executiva tributária pelo decurso do tempo é conseqüência da inércia do credor, que não se verifica quando a demora na citação do executado decorre unicamente do aparelho judiciário. - O E. Superior Tribunal de Justiça, quando do julgamento do REsp 1.222.444-RS, Rel Ministro Mauro Campbell Marques, DJe 25.04.2012, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil, firmou também entendimento no sentido de que a configuração da prescrição intercorrente não se faz apenas com a aferição do decurso do lapso qüinqüenal após a data da citação, devendo também ficar caracterizada a inércia da Fazenda exequente. - A diretriz jurisprudencial do C. Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que a adesão a parcelamento tributário é causa de suspensão da exigibilidade do crédito e interrompe o prazo prescricional, por constituir reconhecimento inequívoco do débito, nos termos do art. 174, IV, do CTN, voltando a correr o prazo, em sua integralidade, a partir do inadimplemento do contribuinte. Precedentes. - O redirecionamento da execução fiscal somente é possível no momento em que a Fazenda Pública fica sabendo da insolvência da empresa, quando então deve ter início a contagem do prazo prescricional, aplicando-se o princípio da actio nata. Precedentes. - No presente caso não houve paralisação do feito por mais de cinco anos por inércia exclusiva da exeqüente, além do que não houve o decurso de prazo superior a cinco anos entre a certidão que constatou a dissolução irregular da empresa executada (21.06.2000) e o primeiro pedido de redirecionamento da execução fiscal (em 07.10.2002 - para inclusão no polo passivo da execução fiscal do sócio Keun Jonn Lee,) ou, entre aquela e o segundo pedido de redirecionamento (em 06.04.2005 - para a inclusão dos sócios, José Lira de Lima, Jonas Damasco e Myung Woo Park Lee, fls. 86/90), devendo ser afastada a prescrição intercorrente. - Incabível em sede de exceção de pré-executividade a análise da alegada ilegitimidade do agravante para figurar no polo passivo da ação, em razão da ausência dos requisitos legais para o redirecionamento da execução fiscal ao sócio da empresa executada. - A Primeira Seção do C. Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp nº 1.110.925/SP, representativo da controvérsia, e submetido à sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, fixou o entendimento segundo o qual, a exceção de pré-executividade somente é cabível quando a matéria invocada for suscetível de conhecimento de ofício pelo juiz e seja desnecessária a dilação probatória. - O agravante não trouxe nenhum elemento capaz de ensejar a reforma do decisum, limitando-se à mera reiteração do quanto já expedido nos autos, sendo certo que não aduziu qualquer argumento apto a modificar o entendimento esposado na decisão ora agravada. - Agravo desprovido. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 303/312). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação aos arts. 1.022 do CPC e 135, III, do CTN. Sustenta que: (I) a despeito dos embargos de declaração, o Tribunal de origem remanesceu omisso acerca das questões neles suscitadas, a saber, "de que o embargante não pode figurar no polo passivo da ação por não ter sua condição de sócio consolidada na pessoa jurídica à época do surgimento da obrigação tributária" (fl. 325); e (II) "somente é possível a responsabilidade do sócio se houver excesso de poderes ou infração de lei, contrato ou estatuto. Diversamente do afirmando no acórdão recorrido, a jurisprudência do STJ interpreta a norma no sentido de que não há responsabilidade tributária do sócio-gerente, quando ingressa no quadro societário posteriormente aos fatos geradores discutidos no presente processo" (fl. 326) A Vice-Presidência da Corte a quo negou seguimento ao apelo raro no que diz respeito à possibilidade de responsabilização de sócio com poderes de administração na data em que configurada a dissolução irregular, ainda que não tenha exercido poderes de gerência quando ocorrido o fato gerador do tributo não adimplido, à luz do Tema 981/STJ (Recurso Especial Repetitivo nº 1645333/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, julgado em 25/5/2022, DJe de 28/6/2021), e, no que remanesce, inadmitiu o recurso em razão da incidência da Súmula 7/STJ. Subiram, então, os autos, a esta Corte. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. A pretensão não comporta guarida. Como cediço, na sistemática introduzida pelo artigo 543-C do CPC/73 e ratificada pelo novel diploma processual civil (arts. 1.030 e 1.040 do CPC), incumbe ao Tribunal de origem, com exclusividade e em caráter definitivo, proferir juízo de adequação do caso concreto ao precedente formado em repetitivo, sob pena de tornar-se ineficaz o propósito racionalizador implantado pela Lei 11.672/2008. Essa conclusão pode ser extraída da fundamentação constante da Questão de Ordem no Ag 1.154.599/SP, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, DJe de 12/5/2011, submetida à apreciação da Corte Especial: "A edição da Lei n. 11.672, de 8.5.2008, decorreu, sabidamente, da explosão de processos repetidos junto ao Superior Tribunal de Justiça, ensejando centenas e, conforme a matéria, milhares de julgados idênticos, mesmo após a questão jurídica já estar pacificada. O mecanismo criado no referido diploma, assim, foi a solução encontrada para afastar julgamentos meramente "burocráticos" nesta Corte, já que previsível o resultado desses diante da orientação firmada em leading case pelo órgão judicante competente. Não se perca de vista que a redução de processos idênticos permite que o Superior Tribunal de Justiça se ocupe cada vez mais de questões novas, ainda não resolvidas, e relevantes para as partes e para o País. Assim, criado o mecanismo legal para acabar com inúmeros julgamentos desnecessários e inviabilizadores de atividade jurisdicional ágil e com qualidade, os objetivos da lei devem, então, ser seguidos também no momento de interpretação dos dispositivos por ela inseridos no Código de Processo Civil e a ela vinculados, sob pena de tornar o esforço legislativo totalmente inócuo e de eternizar a insatisfação das pessoas que buscam o Poder Judiciário com esperança de uma justiça rápida." Outrossim, esta Corte firmou compreensão de que "o único recurso cabível para impugnação sobre possíveis equívocos na aplicação do art. 543-B ou 543-C é o Agravo Interno a ser julgado pela Corte de origem, não havendo previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual" (AgRg no AREsp 451.572/PR, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 18/3/2014, DJe 1º/4/2014). No caso, a vice-Presidência da Corte de origem negou seguimento ao apelo raro observando o rito previsto no art. 1.030, I, b, do CPC quanto à alegação de impossibilidade de redirecionamento da execução fiscal ao sócio que não integrava a sociedade na data dos fatos geradores, restando, assim, prejudicada a análise da matéria do presente agravo em recurso especial, inclusive no tocante à aludida ofensa ao art. 1.022 do CPC, por se tratar de matéria coincidente com aquela relativa ao precedente vinculante. Nessa linha de raciocínio: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. INADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL SOB O FUNDAMENTO DE QUE O ACÓRDÃO RECORRIDO ESTÁ DE ACORDO COM ENTENDIMENTO FIRMADO EM RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. VIOLAÇÃO DO 535 DO CPC/73 AFASTADA. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. 1. A Corte Especial do STJ, no julgamento da Questão de Ordem no Ag 1.154.599/SP, de relatoria do Ministro Cesar Asfor Rocha, adotou o entendimento de que é incabível agravo interno contra a decisão que nega seguimento a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do STJ sob o rito dos recursos repetitivos, inclusive no que concerne à alegação de violação do art. 535 do CPC/73, quando essa está atrelada à matéria enfrentada no precedente. 2. Ademais, na forma do artigo 1.030, § 2º, do Novo Código de Processo Civil, o recurso cabível contra a decisão que nega seguimento a recurso especial com base no art. 1.030, I, b, do mesmo Código Processual, é o agravo interno. 3. Não mais existindo dúvida objetiva quanto ao recurso cabível, a interposição de agravo em recurso especial nesses casos configura erro grosseiro, desautorizando a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt no AREsp 1.240.716/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 25/10/2018, DJe 06/11/2018) ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. EMENTA