REsp 2166750 - DECISAO
Conheceu‑se parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou‑se provimento, porquanto a recorrente não impugnou especificamente o fundamento do acórdão recorrido relativo à ocorrência da prescrição intercorrente, aplicando‑se a Súmula 283/STF, razão por que se manteve o resultado do Tribunal de origem.
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- Parties
- Recorrente: UNIÃO; Recorrido: BRUNO SANTOS DA SILVA; Recorrido: SHEILA PEREIRA DOS SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Não Provimento
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
- Legal Topics
- Prescrição Intercorrente, Usucapião, Fraude À Execução Fiscal, Recurso Especial, Embargos De Declaração, Súmula 283/stf, Art. 1.022 Do Cpc/2015, Art. 40, §4º Da Lei N. 6.830/80
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Parties
UNIÃO
Recorrente
BRUNO SANTOS DA SILVA
Recorrido
SHEILA PEREIRA DOS SANTOS
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Não Provimento
Legal Issues
- 1 Ocorrência de prescrição intercorrente na execução fiscal
- 2 Se houve necessidade de oitiva prévia da Fazenda Nacional antes do reconhecimento da prescrição intercorrente (art. 40, §4º, Lei 6.830/80)
- 3 Alegada violação do art. 1.022, II, do CPC/2015
Ratio Decidendi
Conheceu‑se parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou‑se provimento, porquanto a recorrente não impugnou especificamente o fundamento do acórdão recorrido relativo à ocorrência da prescrição intercorrente, aplicando‑se a Súmula 283/STF, razão por que se manteve o resultado do Tribunal de origem.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo TRF da 5ª Região, assim ementado (fl. 253): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE RECONHECEU A OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE DA EXECUÇÃO FISCAL. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO PELA AGRAVANTE. DECISÃO QUE DEVE SER MANTIDA. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. Agravo interno oposto pela UNIÃO em face de BRUNO SANTOS DA SILVA e SHEILA PEREIRA DOS SANTOS, representados pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, contra decisão monocrática desta relatoria que negou provimento à apelação fazendária. 2. A decisão monocrática recorrida fundamentou seu veredito alegando ter ocorrido prescrição intercorrente da execução fiscal. 3. Em suas razões recursais, a agravante alegou: a) não estar provada a usucapião dos agravados sobre o imóvel objeto de penhora na execução fiscal; b) ocorrência de fraude à execução fiscal. 4. As contrarrazões recursais dos agravados defenderam que a decisão monocrática deveria ser mantida hígida em todos os seus fundamentos. 5. As razões recursais da agravante em nenhum momento tocaram no fundamento da decisão monocrática recorrida sobre a ocorrência da prescrição intercorrente da execução fiscal, apenas falando sobre a inocorrência de usucapião e da fraude à execução fiscal. 6. Não foi impugnado o fundamento específico da prescrição intercorrente da execução fiscal. Logo, o recurso não merece provimento por não ter impugnado especificamente o fundamento que sustentou o dispositivo da decisão monocrática recorrida. 7. Agravo interno improvido. Embargos de declaração rejeitados. A recorrente alega violação do artigo 1.022, II, do CPC/2015, ao argumento de que a Corte de origem não se manifestou a respeito da necessidade de oitiva prévia da Fazenda Pública antes que fosse declarada a prescrição intercorrente, o que não ocorreu na hipótese dos autos. Acrescenta a existência de ofensa ao art. 40, §4º, da Lei n. 6.830/80, pois "a decisão que reconheceu a prescrição intercorrente não ouviu, previamente, a Fazenda Nacional" (fl. 314). Com contrarrazões. Juízo positivo de admissibilidade à fl. 338. É o relatório. Passo a decidir. De início, afasta-se a alegada violação do artigo 1.022 do CPC/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. A tutela jurisdicional foi prestada de forma eficaz, não havendo razão para a anulação do acórdão proferido em sede de embargos de declaração. No que diz respeito à alegação de ofensa ao artigo 40, §4º, da Lei n. 6.830/80, o acórdão recorrido consignou o seguinte (fl. 252): As razões recursais da agravante em nenhum momento tocaram no fundamento da decisão monocrática recorrida sobre a ocorrência da prescrição intercorrente da execução fiscal, apenas falando sobre a inocorrência de usucapião e da fraude à execução fiscal. Não foi impugnado o fundamento específico da prescrição intercorrente da execução fiscal. Logo, o recurso não merece provimento por não ter impugnado especificamente o fundamento que sustentou o dispositivo da decisão monocrática recorrida. Ocorre que a recorrente não impugna a referida fundamentação nas razões do recurso especial que, por si só, assegura o resultado do julgamento ocorrido na Corte de origem e torna inadmissível o recurso que não a impugnou. Aplica-se ao caso a Súmula 283/STF. Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. FUNDAMENTO AUTÔNOMO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.