AREsp 2821154 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque não houve comprovação da inércia/desídia do exequente necessária ao reconhecimento da prescrição intercorrente nos termos da jurisprudência do STJ, e porque a Lei n.14.195/2021 não pode retroagir para alcançar atos praticados antes de sua vigência; assim manteve-se a decisão...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante / Executada: GIRLENE DE OLIVEIRA SOLETO; Agravado / Exequente: Nelson de Barros Rodrigues Leite
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma Em Sessão Virtual; Decisão Final: Agravo Interno Desprovido
- Outcome
- Agravo interno desprovido; mantida a decisão agravada
- Legal Topics
- Prescrição Intercorrente, Execução De Título Extrajudicial, Direito Intertemporal, Aplicação Da Lei N. 14.195/2021
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Parties
GIRLENE DE OLIVEIRA SOLETO
Agravante / Executada
Nelson de Barros Rodrigues Leite
Agravado / Exequente
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma Em Sessão Virtual; Decisão Final: Agravo Interno Desprovido
Legal Issues
- 1 Se houve prescrição intercorrente na execução
- 2 Requisito da inércia/desídia do exequente para reconhecimento da prescrição intercorrente
- 3 Aplicabilidade retroativa ou não da Lei n. 14.195/2021 (art. 921, §4º, CPC/2015)
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque não houve comprovação da inércia/desídia do exequente necessária ao reconhecimento da prescrição intercorrente nos termos da jurisprudência do STJ, e porque a Lei n.14.195/2021 não pode retroagir para alcançar atos praticados antes de sua vigência; assim manteve-se a decisão que afastou a prescrição intercorrente e determinou o retorno dos autos à instância de origem.
Court Disposition
Agravo interno desprovido; mantida a decisão agravada
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter decisão monocrática que deu provimento ao recurso especial da parte adversa e determinou o retorno dos autos à instância de origem para exame da pretensão.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/08/2025 a 25/08/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - EXECUÇÃO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECEU DO AGRAVO PARA DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PARTE ADVERSA. INSURGÊNCIA DA EXECUTADA. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, o reconhecimento da prescrição int ercorrente exige a comprovação da inércia e desídia do exequente, o que não se verificou na espécie. Incidência da Súmula 83 do STJ. 1.1. A Lei n. 14,195/2021, que alterou o termo inicial da prescrição intercorrente (art. 921, § 4º, do CPC/2015), é irretroativa e somente se aplica a partir de sua publicação. Precedente. 2. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (Relator): Cuida-se de agravo interno, interposto por GIRLENE DE OLIVEIRA SOLETO, em face de decisão monocrática da lavra deste signatário (fls. 264/268 e-STJ), que deu provimento ao recurso especial da parte adversa. O apelo extremo, manejado com amparo na alínea "a" do permissivo constitucional, desafia acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, assim ementado (fl. 139, e-STJ): AGRAVO DE INSTRUMENTO - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE - PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE - OCORRÊNCIA - EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO - DECISÃO REFORMADA - RECURSO PROVIDO. Em que pese o exequente ter se manifestado nos autos em diversas ocasiões, todas as tentativas de penhora restaram infrutíferas, concretizando-se apenas 10 (dez) anos após a citação válida, quando há muito tempo já havia se operado a prescrição intercorrente. Conforme atual jurisprudência do STJ, o mero requerimento de bloqueio não possui o condão de interromper ou suspender o prazo prescricional, sob pena de tornar o processo executivo infinito. Apenas a efetiva constrição patrimonial é apta a interromper a prescrição intercorrente. Nas razões do recurso especial (fls. 150/170, e-STJ), o insurgente apontou ofensa aos artigos 14 e 1046 do Código de Processo Civil/2015; Lei 14.195/2021. Sustentou, em síntese, a necessidade de afastamento da prescrição intercorrente indevidamente decretada. Contrarrazões às fls. 193/223, e-STJ. Em juízo de admissibilidade (fls. 229/234, e-STJ), negou-se processamento ao recurso, com amparo nas Súmulas 282 e 356 do STF. No agravo (fls. 236/245, e-STJ), o recorrente impugnou a decisão agravada. Sem contraminuta (fl. 249, e-STJ). Em decisão monocrática (fls. 577/580, e-STJ), este signatário deu provimento ao recurso especial do ora agravado para afastar o reconhecimento da prescrição intercorrente e determinar o retorno dos autos à instância de origem para exame da pretensão como entender de direito. Daí o agravo interno (fls. 272/285, e-STJ), no qual a ora agravante sustenta, em síntese, que a decisão agravada contraria a jurisprudência pacífica desta Corte Superior que reconhece a prescrição intercorrente nas execuções paralisadas por longo período, com inércia do credor e ausência de atos efetivos de constrição patrimonial. No caso, o recorrido permaneceu inerte por prazo superior ao título executivo, bem como infrutíferos os pedidos de constrição de bens, tendo a execução sido retomada apenas em 2022, após arquivamentos anteriores em 2018 quando já vigente o CPC de 2015. Sem impugnação (fl. 289, e-STJ). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - EXECUÇÃO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECEU DO AGRAVO PARA DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PARTE ADVERSA. INSURGÊNCIA DA EXECUTADA. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, o reconhecimento da prescrição int ercorrente exige a comprovação da inércia e desídia do exequente, o que não se verificou na espécie. Incidência da Súmula 83 do STJ. 1.1. A Lei n. 14,195/2021, que alterou o termo inicial da prescrição intercorrente (art. 921, § 4º, do CPC/2015), é irretroativa e somente se aplica a partir de sua publicação. Precedente. 2. Agravo interno desprovido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (Relator): O agravo interno não merece acolhida, porquanto os argumentos tecidos pela agravante são incapazes de infirmar a decisão agravada, motivo pelo qual merece ser mantida. 1. Consoante asseverado na decisão agravada, esta Corte Superior tem entendimento pacífico de que o reconhecimento da prescrição intercorrente demanda a concomitância de dois requisitos: a) o decurso do tempo previsto em lei; e b) a inércia do titular da pretensão resistida em adotar providências necessárias ao andamento do feito. Ademais, embora a sistemática introduzida pela Lei nº 14.195/2021, segundo a qual a prescrição intercorrente deixa de estar atrelada à inércia do credor e passa a ter por termo inicial a ciência da primeira tentativa infrutífera de localização do devedor ou de bens penhoráveis (art. 921, §4º do CPC), seja aplicável imediatamente, não pode retroagir e alcançar atos processuais já praticados e modificar os seus efeitos no passado (art. 14 do CPC). Assim, a nova sistemática somente pode reger os atos realizados a partir de 27/08/2021, data da entrada em vigor da Lei nº 14.195/2021, devendo-se observar, portanto, a disciplina de direito intertemporal. Esse foi o entendimento adotado pela Quarta Turma desta Corte em recente julgado: AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. TERMO INICIAL. CPC DE 2015. REGÊNCIA. ART. 921, § 4º, CPC DE 2015. MODIFICAÇÃO. REDAÇÃO DADA PELA LEI N. 14.195/2021. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 83 DO STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O reconhecimento da prescrição intercorrente pressupõe a inércia do exequente por prazo superior ao da prescrição do direito material vindicado, excluindo-se os casos em que a execução foi paralisada por determinação judicial. 2. A lei processual que dispõe sobre novo regime prescricional é irretroativa, aplicando- se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei. 3. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (Súmula n. 83 do STJ). 4. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.090.626/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 29/4/2024, DJe de 2/5/2024.) RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. CPC /2015. NOVO REGIME JURÍDICO INTRODUZIDO PELA LEI N. 14.195/21. APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Ação de execução de título executivo extrajudicial da qual foi extraído o presente recurso especial, interposto em 8/5/2023 e concluso ao gabinete em 23/8/2023. 2. O propósito recursal consiste em dizer se o novo regime da prescrição intercorrente introduzido pela Lei n. 14.195/21 pode ser aplicado retroativamente. 3. Inovando em relação ao CPC/1973, o CPC/2015 passou a disciplinar, expressamente, o instituto da prescrição intercorrente, erigindo o seu regime jurídico próprio, sobretudo, nos arts. 921 a 923. 4. De acordo com o art. 921, inciso III e §1º do CPC/2015, a execução deverá ser suspensa quando não for localizado o executado ou bens penhoráveis, pelo prazo de um ano, durante o qual também se suspenderá a prescrição. 5. Nos termos da redação original do art. 921, §4º, do CPC/2015, decorrido o prazo de suspensão de um ano sem manifestação do exequente, começaria a correr o prazo de prescrição intercorrente. 6. A Lei n. 14.195/2021 introduziu importantes alterações na disciplina da prescrição intercorrente, alterando o §4º do art. 921 do CPC/2015, que passou a prever que o termo inicial do prazo de prescrição intercorrente será a ciência da primeira tentativa infrutífera de localização do devedor ou de bens penhoráveis, e será suspensa, por uma única vez, pelo prazo máximo previsto no § 1º do mesmo dispositivo legal. 7. A partir da entrada em vigor da Lei n. 14.195/2021, ao contrário do que se verificava na redação original do código, não há mais necessidade de desídia do credor para a consumação da prescrição intercorrente, cujo prazo iniciará automaticamente. 8. O novo regime da prescrição intercorrente introduzido pela Lei n. 14.195/21 não pode ser aplicado retroativamente, mas apenas: a) aos novos processos ou àqueles em que a execução infrutífera for posterior à nova lei; e b) aos processos anteriores à nova lei no qual ainda não tenha sido determinada a suspensão da execução. 9. Na hipótese dos autos, não merece reforma o acórdão recorrido, pois incide na espécie a redação original do CPC/2015 e não aquela introduzida pela Lei n. 14.195/21, que não deve ser aplicada retroativamente a uma execução iniciada em 2015 e cuja suspensão findou em 2018. Além disso, Corte de origem constatou que não houve qualquer desídia da parte exequente - requisito exigido antes da Lei n. 14.195/21-, o que afasta a caracterização da prescrição intercorrente à luz da redação original do CPC /2015. 10. Recurso especial não provido. (REsp n. 2.090.768/PR, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 12 /11/2024, DJe de 14/11/2024.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DO AGRAVANTE. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, o reconhecimento da prescrição intercorrente exige a comprovação da inércia e desídia do exequente, o que não se verificou na espécie. Incidência da Súmula 83 do STJ. 2. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.332.538/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 24/8/2023.) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ- EXECUTIVIDADE. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE RECONHECIDA. DECISÃO MANTIDA. 1. A Segunda Seção, no julgamento do REsp n. 1.604.412/SC, de relatoria do Ministro Marco Aurélio Bellizze, sob o rito do incidente de assunção de competência, consolidou entendimento segundo o qual nos processos regidos pelo CPC/1973, incide a prescrição intercorrente quando o exequente permanece inerte por prazo superior ao de prescrição do direito material vindicado. Nesse caso, o termo inicial do prazo prescricional conta-se do fim do prazo judicial de suspensão do processo ou, inexistindo prazo fixado, do transcurso de 1 ano (aplicação analógica do art. 40, § 2º, da Lei n. 6.830/1980). 2. O termo inicial do prazo prescricional nos termos do art. 1.056 do CPC/2015 tem incidência apenas nas hipóteses em que o processo se encontrava suspenso na data da entrada em vigor do novo código, o que não é o caso dos autos. 2. Considerando os marcos temporais delimitados na origem para o exercício da pretensão executória, deve-se manter a decisão que reconheceu a prescrição intercorrente, com amparo na jurisprudência desta Corte, não se aplicando, ao caso dos autos, o art. 1.056 do CPC/2015. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 2.138.031/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 4/10/2023.) Acerca da controvérsia, o Tribunal local assim decidiu (fls. 140/141, e-STJ): Trata-se de Agravo de Instrumento interposto por Girlene de Oliveira Soleto em face de Nelson de Barros Rodrigues Leite, pretendendo a reforma de decisão proferida pelo juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Corumbá que, na Execução de Título Extrajudicial n. 0001442-50.2012.8.12.0008, rejeitou os pedidos de prescrição e de impugnação à penhora, manteve o bloqueio de passaporte da agravante e que homologou a avaliação de bens. A matéria devolvida a este sodalício cinge-se à pretensão de eventual prescrição intercorrente. A agravante aduz que o processo se arrasta desde o ajuizamento ainda com dois arquivamentos antes de 2015, sendo suspenso por 3 vezes, a última com prazo de arquivamento de 4 (quatro) anos, ou seja, iniciando o prazo prescricional antes e após o ano de 2015 não efetivou nenhum fato modificativo ou impeditivo para prescrição intercorrente. Ademais, em 2018 o processo ficou arquivado, somente veio a manifestar em fevereiro de 2022, portanto, está configurada a prescrição intercorrente, não teve causas interruptivas ou suspensivas que pudessem favorecer o agravado. Cuida-se de execução por quantia certa iniciada pelo apelado a fim de executar nota promissória. Primeiramente, o prazo prescricional aplicável é o de 03 (três) anos, nos termos do artigo 206, § 3º, VIII do Código Civil, devendo ser observado o disposto na Súmula nº 150 do STF, que dispõe: "prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação". Insta consignar que a execução foi iniciada 25/01/2012 (fls. 01/03), e o mandado de citação acostado aos 07/03/2012. Contudo, para que não restem discussões e divergências quanto ao termo inicial de contagem do prazo prescricional, foi considerada apenas a citação. Assim, o prazo prescricional teve início em 07/03/2012, com termo final em 07/03/2015. Porém, neste ínterim, o processo foi suspenso por 60 dias, conforme decisão de fls. 106, de 15/01/2015 (publicação) a 15/03/2015, passando o prazo final para 07/05/2015. Em que pese o exequente ter se manifestado nos autos em diversas ocasiões neste período, todas as tentativas de penhora restaram infrutíferas neste lapso temporal, tendo a primeira penhora se concretizado na data de 04/03/2022, 10 (dez) anos após a citação válida. Com efeito, o mero requerimento de bloqueio não possui o condão de interromper ou suspender o prazo prescricional, sob pena de tornar o processo executivo infinito. Apenas a efetiva constrição patrimonial é apta a interromper a prescrição intercorrente, o que ocorreu nos autos apenas em 04/03/2022, quando já havia se operado a muito tempo a prescrição intercorrente. Dessa forma, diante do reconhecimento expresso, pelo acórdão recorrido, da ausência de inércia da parte insurgente, mostra-se imperiosa a reforma do julgado para afastar a decretação de prescrição intercorrente. De rigor, portanto, a manutenção da decisão agravada. 2. Do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.